New Jersey — A França acaba de dar um recado às outras 47 seleções da nova Copa do Mundo aqui no MetLife Stadium: é favorita, sim, e tem tudo para voltar ao estádio em 19 de julho na final. Kylian Mbappé também avisa: está engajado em ser o artilheiro não somente desta edição, mas a sair dela como o maior goleador.
Autor de quatro gols no título de 2018 e de oito no vice em 2022, Mbappé inicia a campanha de 2026 com duas bolas na rede. Bastou um jogo para descolar de Edson Arantes do Nascimento na lista dos goleadores. O Rei Pelé colecionou 12.
Quando abriu o placar contra Senegal, Mbappé igualou Lionel Messi e chegou a 13. Barcola ampliou e ele surgiu novamente para anotar o terceiro depois de Senegal diminuir o placar. Ultrapassou Messi e alcançou Gerd Muller (15). O recordista é Miroslav Klose com 16. O francês vai subindo degrau por degrau rumo ao Olimpo. Aos 27 anos, tem pelo menos mais duas edições da Copa do Mundo pela frente na edição centenária em 2030 e em 2034.
Mbappé é um daqueles casos raros de jogadores moldados para a Copa do Mundo. São 14 gols em três edições. Uma obsessão quase patológica pela rede. Coadjuvante de Griezmann no título de 2018, assumiu o protagonismo em 2022 e lidera a França em 2026 no auge de uma geração exuberante comandada por Didier Deschamps.
Senegal é uma grande seleção. Foi finalista da última Copa Africana de Nações contra Marrocos, outra potência africana. Venceu o Brasil no início deste ciclo. Portanto, a França deu uma prova de força grande. Apresentou o melhor futebol entre as sete campeãs classificadas para o evento na América do Norte. Somente a Itália ficou fora da festa.
Didier Deschamps é outro personagem impressionante. O mentor do título de 2018 é o dono da prancheta da França desde 2014. O mais estável entre os 48. Chegou às quartas de final em 2014 no Brasil, foi campeão quatro anos depois, vice em 2022 e ensaia a apoteose da carreira na despedida. Zinedine Zidane assumirá o cargo após o fim da era de 16 anos.
Chamam Deschamps de retranqueiro e cobram um futebol mais vistoso. Ele parece indiferente. Viciado em vencer, só não conquistou a Eurocopa. Bateu na trave em 2016, derrotado por Portugal em Saint-Denis. Em compensação, tem nas mãos uma máquina de jogar futebol e a chance de se juntar ao seleto clube de Vittorio Pozzo, o único treinador bicampeão mundial.
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