IMG_7841 A base de apoio a Samir Xaud entrou em cena diante da crise. Foto: Divulgação/CBF A base de apoio a Samir Xaud entrou em cena diante da crise. Foto: Divulgação/CBF

Federações blindam Samir Xaud em meio a crise política na Copa do Mundo

Publicado em Esporte

New Jersey — De um lado, a mobilização da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para curar Neymar da lesão de grau 2 na panturrilha e provar a condição de jogo dele na Copa depois do êxtase na convocação em 18 de maio no Museu do Amanhã, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Nos bastidores, uma correria para apagar o incêndio causado por mais uma crise política no alto escalão da entidade máxima do futebol na Copa do Mundo.

 

Acusado de um suposto uso de recursos da entidade para gastos pessoais luxuosos em reportagem do portal Léo Dias, o presidente da entidade, Samir Xaud, tem o apoio das federações no primeiro desgaste desde a posse na eleição em 25 de maio do ano passado. A entidade contesta a publicação, inclusive detalhes sobre vida privada do dirigente.

 

“A Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, rejeita as informações de suposto uso indevido de verbas da entidade divulgadas pelo Portal Leo Dias. As despesas realizadas pela entidade são vinculadas exclusivamente às atividades institucionais”, inicia o documento.

 

“As despesas particulares dos dirigentes são arcadas pelos próprios. A atual gestão da CBF tem como pilares a transparência, a responsabilidade administrativa e o compromisso com a integridade. A CBF reforça que permanece à disposição para qualquer esclarecimento adicional”, pontua a entidade máxima do futebol brasileiro.

 

O episódio é interpretado nos bastidores como novo fogo cruzado na disputa interna pelo poder. De 2012 para cá, quando Ricardo Teixeira deixou a CBF, a entidade acumula cinco presidentes diferentes em 14 anos: José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Rogério Caboclo e Ednaldo Rodrigues. Samir Xaud seria o próximo alvo da fogueira de vaidades, mas as federações responsáveis pela indicação dele no pleito do ano passado decidiram blindá-lo.

 

Uma delas é a do Distrito Federal. O blog entrou em contado com o presidente Daniel Vasconcelos para saber o posicionamento do dirigente diante da turbulência. “O presidente Samir tem o apoio total das federações. Em pouco mais de um ano de mandato, ao lado de sua diretoria, ele tem demonstrado coragem e compromisso ao enfrentar temas fundamentais para o desenvolvimento do futebol brasileiro”, respondeu.

 

Daniel Vasconcelos apontou virtudes da gestão. “A profissionalização da arbitragem, a implementação do fair play financeiro e a criação de grupos de trabalho para debater e fortalecer o futebol de base, entre outras importantes iniciativas. São ações que mostram uma gestão moderna, responsável e preocupada com o futuro do nosso futebol”, afirmou.

 

Em Nova Jersey, porém, a ordem é separar os assuntos. A prioridade esportiva segue sendo recuperar Neymar a tempo de colocá-lo em condições de ajudar a Seleção na reta decisiva do Mundial. Fora das quatro linhas, a missão é impedir que mais uma batalha pelo poder desvie a atenção do objetivo maior: a conquista da sexta estrela.

 

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