FBL-WC-2026-MATCH19-ARG-ALG Reverência dos súditos ao maior artilheiro das Copas ao lado de Klose. 16 gols. Foto: Juan Mabromata/AFP Reverência dos súditos ao maior artilheiro das Copas ao lado de Klose. Por enquanto... Foto: Juan Mabromata/AFP

Messi, Mbappé e Haaland: pretérito imperfeito, presente e futuro da Copa

Publicado em Esporte

New Jersey — A Copa do Mundo teve uma terça-feira de passado, presente e futuro com atuações mágicas de três personagens: Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland.

 

Eleito oito melhor do mundo, o argentino é cada vez mais um pretérito imperfeito. Um passado inacabado na Copa do Mundo. Há 20 anos, Lionel Messi iniciava a trajetória na Copa do Mundo com um gol na edição disputada na Alemanha.

 

Não balançou a rede na África do Sul em 2010, fez quatro no Brasil em 2014, 1 na Rússia em 2018, 7 no Catar em 2022 e inicia a turnê do adeus ao torneio com 3 na vitória dos atuais campeões contra a Argélia. Alcançou Klose como maior artilheiro das Copas: 16 x 16. Pode ultrapassá-lo e abrir enorme vantagem contra a Jordânia e a Áustria. Questão de tempo.

 

Messi está prestes a se tornar o maior artilheiro das Copas, mas o reinado pode durar pouco por causa do presente chamado Kylian Mbappé. Em um só jogo, ele descolou do Rei. Iniciou a Copa com 12 gols, empatado com Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé.

 

Balançou a rede duas vezes na vitória da favorita França contra Senegal e chegou a 14. Alcançou Gerd Müller. Entre os jogadores em atividade, é o maior perseguidor de Lionel Messi, um dos desafetos dele quando trabalharam juntos no Paris Saint-Germain. É incrível como Cristiano Ronaldo e Mbappé elevam ainda o padrão de excelência do Messi.

 

Se Messi é o pretérito imperfeito e Mbappé o presente, Erling Haaland significa o futuro do presente. O norueguês debutou na Copa do Mundo marcando dois gols na goleada de 4 x 1 contra o Iraque. Tem 25 anos e pelo menos mais duas Copas pela frente levando-se em conta o aumento do número de participantes para 48 seleções, talvez 64 na edição centenária de 2030 para celebrar o torneio criado em 1930 por Jules Rimet.

 

Privilégio nosso testemunhar um dia como esse na Copa do Mundo: 16 de junho de 2026, o dia em que o pretérito imperfeito Messi, o presente Mbappé e o futuro do presente Erling Haaland ofereceram um banquete aos deuses e humanos do planeta bola.

 

Em tempo: Cristiano Ronaldo estreia nesta quarta-feira. Sí!

 

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