Messi corre para celebrar classificação nos pênaltis contra a Colômbia. Foto: Minvervino Júnior/CB.DA.Press
Lionel Messi sofreu contra uma excelente Colômbia, no Mané Garrincha, em Brasília, na noite desta terça-feira, ao empatar por 1 x 1 no tempo normal e triunfar por 3 x 2 nos pênaltis, mas terá uma final para chamar de sua no sábado, às 21h, contra o Brasil, no Maracanã.
Eliminado nas oitavas de final da Champions League, terceiro colocado no Campeonato Espanhol e campeão da Copa do Rei da Espanha, Messi não fez por merecer sequer indicação ao sétimo prêmio de melhor do mundo com a camisa do Barcelona. Entretanto, pode revolucionar as história dos prêmios Fifa The Best e Bola de Ouro da revista France Football, e mudar o patamar da desvalorizada Copa América. Enquanto a Eurocopa é o torneio do futebol coletivo, o torneio sul-americano segue refém de super-heróis.
A decisão de domingo parece ter sido combinada. Está marcada para o dia 10. Entre dois camisas 10: Neymar e Messi. Vale o 10º título para o Brasil. O popular deca. Em um estádio nota 10, o Maracanã. Com duelo entre as duas seleções dos melhores 10 da história — Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, e Diego Armando Maradona. A um gol de igualar os 77 de Pelé reconhecidos pela Fifa em exibições contra combinados nacionais, Messi pode equiparar-se ao 10 justamente no país do Rei do futebol.
O superclássico de sábado é a vitrine perfeita para Messi sensibilizar os jurados de que merece o hepta de melhor do mundo porque comeu a bola na Copa América. Tem quatro gols e cinco assistências. Participou diretamente de nove das 11 bolas na rede da Argentina. Se derrotar o Brasil no sábado, dará ao país o primeiro título em torneio profissional desde 1993, quando a Argentina venceu o México e ganhou a Copa América no Equador. São 28 anos na fila.
O título seria o primeiro de Messi pela Argentina depois de três vices na Copa América, em 2007, 2015 e 2016; e um na Copa do Mundo, em 2014. Este último justamente no Maracanã, na derrota para a Alemanha. Não faltam ingredientes para Messi convencer o colégio eleitoral da Fifa e da France Football de que seu título na Copa América tem valor.
Quer mais um? Messi pode ser campeão continental na condição de desempregado. Está sem vínculo com o Barcelona e qualquer clube desde a 0h do último dia 1º de julho. Neste momento, o único cordão umbilical é com as cores azul e branca do uniforme celeste. E ele nunca esteve tão pilhado para conquistar o título coletivo e pessoal numa temporada sem referências, até agora, na Europa. A Champions League teve um campeão, o Chelsea, com futebol coletivo. A Eurocopa segue o mesmo caminho depois das eliminações precoces de Lewandowski (Polônia), Cristiano Ronaldo (Portugal), Mbappé (França) e De Bruyne (Bélgica).
Por tudo isso, não seria aberração Messi fazer do possível título inédito na Copa América seu palanque político para fazer uma Argentina que, há nove meses, chorava a dor da perda de Diego Armando Maradona, sair às ruas para celebrar Messi e o fim dos 28 anos de jejum.
Siga no Twitter: @mplimaDF
Siga no Instagram: @marcospaulolimadf
A repetição é a mãe da retenção. Abel Ferreira manteve a escalação inicial do…
Gustavo Marques conseguiu piorar uma das semanas mais vergonhosas do futebol nesse sábado na eliminação…
A tolerância zero com técnicos de futebol chegou ao futebol feminino. Atual pentacampeão da…
As entrevistas coletivas de Filipe Luís são ótimas. Dificilmente deixam perguntas sem respostas. No entanto,…
Luiz Carlos Souza tinha um tabu pessoal. O técnico do Gama jamais havia passado da…
O Botafogo acumula seis derrotas consecutivas na temporada. Perdeu duas vezes para o Fluminense e…