Suíça, o pesadelo das campeãs: segurou França (2006), Espanha (2010) e Brasil (2018) na estreia

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Sim, eu achei falta de Zuber em Miranda no jogo de ontem aqui em Rostov-On-Don. Mas não, o Brasil não tem o direito de sentir-se prejudicado, perseguido pela arbitragem. Logo quem!? Vamos refrescar a memória. Lembra da campanha do penta? Começou com apito amigo. Houve falta em Luizão fora da área e o juiz deu pênalti. Rivaldo, que também simulou agressão na bandeirinha de escanteio numa das cenas mais patéticas daquele Mundial, cobrou e decretou a virada sobre a Turquia. Não precisamos ir tão longe. Há quatro anos, o juiz deu pênalti polêmico em Fred lá na Arena Corinthians, em São Paulo. Enquanto o técnico Niko Kovac, da Croácia, esperneava, os brasileiros que não curtem levar vantagem em tudo saboreavam o “triunfo” por 3 x 1.

Não é só na Copa do Mundo. Recordemos o que aconteceu na estreia do Brasil na Copa América Centenário de 2016, nos Estados Unidos. Alisson engoliu um frango no Estádio Rose Bowl, mas foi salvo por um erro de arbitragem. O juiz apontou que a bola havia saído no cruzamento feito pelo jogador do Equador. Era para o Brasil ter perdido o jogo.

Acho bem mais justo reclamar do excesso de faltas em Neymar. Foram 10. Nos últimos 20 anos, ele só foi menos caçado do que o inglês Alan Shearer, que recebeu 11 faltas na vitória por 2 x 0 sobre a Tunísia, em 15 de junho de 1998. Neymar é o jogador brasileiro mais agredido em campo desde Pelé contra Portugal na Copa de 1966.

Em vez de recorrer ao chororô devido ao lance envolvendo Zuber e Miranda, admitamos que a Seleção jogou mal. Na minha opinião, houve erro de posicionamento no lance do gol. A área estava repleta de jogadores do Brasil e o único suíço colocou a bola para dentro. Chamei atenção diversas vezes aqui para o ponto fraco da era Tite: bola aérea.

Neymar é o jogador que mais sofreu faltas em um jogo de Copa desde Alan Shearer, na vitória por 2 x 0 sobre a Tunísia. O brasileiro sofreu 10 na estreia. O inglês foi parado 11 vezes em 1998

A embalagem pré-Copa anunciava um belo presente na estreia, mas quando abrimos o presente descobrimos que o produto ainda tem defeitos de fabricação. Sorte que Tite terá quatro dias para reler o manual, consertá-lo e dar garantias ao país de que não será surpreendido pela Costa Rica. Vale destacar que o próximo adversário eliminou Itália e Inglaterra na Copa de 2014.

É preciso dar à Costa Rica o respeito que faltou contra a Suíça. Não era um adversário qualquer. Para você ter uma ideia, o adversário de ontem não perde na estreia há cinco edições de Copa do Mundo. Em 1994, a Suíça empatou por 1 x 1 com os anfitriões Estados Unidos. Em 2006, segurou a França, por 0 x 0. Na edição de 2010, derrotou a Espanha por 1 x 0 na primeira partida. Na versão de 2014, bateu o Equador por 2 x 1. Notou uma coincidência? França e Espanha estrearam contra a Suíça e chegaram à final da Copa do Mundo.

O duelo contra a Costa Rica é de alto risco. O tempos são outros, o técnico é outro, mas os Ticos vão se inspirar, em São Petersburgo, com os feitos de 2014. Derrotaram o Uruguai por 3 x 1 na estreia, superaram a Itália por 1 x 0 e seguraram empate heroico por 0 x 0 com a Inglaterra. Há motivos para a Costa Rica acreditar. E razões para o Brasil ficar desconfiado.

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Marcos Paulo Lima

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