Libertadores põe geração 2006 na vitrine: Estêvão, Lorran e Kauã Elias

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Estêvão fez o terceiro gol do Palmeiras na virada contra o Liverpool do Uruguai aos 16 anos, 11 meses e 19 dias. É o sétimo jogador mais jovem a balançar a rede na história torneio. Entre os brasileiros, só fica atrás do recordista Ângelo Gabriel, autor de um gol aos 16 anos, 3 meses e 17 dias pelo Santos contra o San Lorenzo, em 2021, e do colega Endrick. Ele estufou a rede aos 16 anos, 10 meses e 18 dias contra o Barcelona de Guayaquil, em 2021.

A exibição de Estêvão encerra uma semana fora da caixinha de três treinadores até certo ponto conservadores ao lidar com promessas das divisões de base, Na última terça-feira, Fernando Diniz colocou em campo Kauã Elias pela segunda vez nesta Libertadores. O centroavante da fábrica de Xerém nasceu em 26 de março de 2006. Tem apenas 17 anos.

Tite deu moral ao menino Lorran. O autor da cobrança de escanteio na cabeça de Léo Ortiz no lance do segundo gol da vitória do Flamengo contra o Palestino, na quarta-feira, nasceu durante a Copa do Mundo de 2006. Três dias depois de a França eliminar o Brasil nas quartas de final com aquele recital de Zinedine Zidane, em Frankfurt, na Alemanha.

Estêvão é mais jovem do que Kauã Elias e Lorran. A certidão de nascimento aponta 24 de abril de 2007. O paulista de Franca completará 17 aninhos daqui a 12 dias e ganhou presente antecipado de Abel Ferreira. Escalado desde o início, o moleque brilhou aberto na ponta-direita. Tocou o terror naquele pedaço do campo e foi recompensado com o gol.

Kauã Elias, Lorran e Estêvão têm uma frustração em comum. No ano passado, o trio disputou o Mundial Sub-17, na Indonésia. Fracassaram juntos no torneio. Foram eliminados pela Argentina nas quartas de final. Os nossos vizinhos venceram por 3 x 0.

A Libertadores ajuda a cicatrizar feridas. Quando uma seleção é eliminada precocemente como foi o Brasil, os dedos apontam para o fracasso dos adolescentes. Estêvão, Lorran e Kauã Elias ganham espaço no Palmeiras, no Flamengo e no Fluminense na Libertadores. Uma grande oportunidade de conquistarem os corações pragmáticos de Abel, Tite e Diniz.

O time alviverde ficará órfão do garoto Endrick no meio do ano. O fora de série está de malas prontas para se apresentar ao Real Madrid para a temporada de 2024/2025. A equipe rubro-negra perderá meio time na convocação de Dorival Júnior para a Copa América no meio do ano, nos Estados Unidos. Kauã Elias era o dono da camisa 9 do Brasil no Mundial Sub-17. Com a lesão de Lelê, ele passa a ser a primeira opção nas ausências de Cano e John Kennedy. A Seleção foi eliminada em novembro. Cinco meses depois, os três atraem holofotes na fase de grupos da competição continental.

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Marcos Paulo Lima

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