Salve-se quem puder: Libertadores começa na próxima semana entre as finais dos estaduais. Imagem: Conmebol
O Brasil acumula quatro títulos consecutivos na Libertadores com Flamengo, Palmeiras, Palmeiras e Flamengo novamente. Há possibilidade de o país quebrar recorde em 2023. Nunca antes na história do principal torneio de clubes da América do Sul, um país enfileirou cinco conquistas em série. É pouco provável que não haja ao menos um representante verde-amarelo na final única marcada para o Maracanã, em novembro.
O poder do investimento fala por si. O atual campeão Flamengo e o ex, Palmeiras, são favoritos. Logo atrás considero o Atlético-MG. Não descarto a conquista inédita do Fluminense. O time de Fernando Diniz me agrada. Fora do Brasil, vale prestar atenção no competitivo Independiente del Valle, embora eu considere que as camisas de Argentinos Juniors e Corinthians vão pesar na fase de grupos. Jamais menosprezemos o River Plate e o Boca Juniors, óbvio. A seguir, uma análise sobre os oito grupos da Libertadores sorteados na noite desta segunda-feira, em Luque, no Paraguai, a casa da Conmebol.
Chamo atenção para a força da escola ibérica de treinadores. Flamengo e Palmeiras são comandados por profissionais portugueses. Bolivar e The Strongest apostam em espanhóis.
Grupo A
Flamengo
Racing (Argentina)
Aucas (Equador)
Ñublense (Chile)
» O atual campeão terá oportunidade de revanche contra o Racing. O time argentino comandado pelo ex-volante Fernando Gago eliminou o Flamengo nos pênaltis nas oitavas de final de 2020, no Maracanã. Lembra do Paolo Guerrero? O centroavante peruano com passagem pelo Ninho do Urubu defende o Racing. Os outros dois adversários rubro-negros são estreantes nesta competição continental. O Aucas manda as partidas na altitude de Quito (2.850m). O time é comandado pelo bom técnico César Farias. Em 2011, ele guiou a Venezuela às semifinais da Copa América, na Argentina. O Ñublense também é debutante.
Palpite do blog: Flamengo e Racing
Grupo B
Nacional (Uruguai)
Internacional
Metropolitanos (Venezuela)
Independiente Medellín (Colômbia)
» Reencontro entre os finalistas de 1980. Naquela edição, o Nacional impediu o título do Internacional. O Colorado havia sido campeão invicto do Campeonato Brasileiro em 1979. Ídolo do Grêmio, o centroavante Luis Suárez vestiu a camisa justamente do Nacional antes de cruzar a fronteira para trabalhar em Porto Alegre. O Metropolitanos estreia. O Independiente Medellín é a terceira força. Tem como técnico o ex-goleiro colombiano David González, com passagem por Manchester City, e Leeds United na Premier League.
Palpite do blog: Internacional e Independiente Medellín
Grupo C
Palmeiras
Barcelona (Equador)
Bolívar (Bolívia)
Cerro Porteño (Paraguai)
» O Barcelona é tradicional. Vice-campeão da Libertadores em 1980 e em 1998. O trabalho da diretoria é um dos mais perenes do futebol equatoriano. O Barcelona foi semifinalista na temporada de 2021 e conta com o retorno de quem o levou até lá, o argentino Fabian Bustos, ex-Santos. O alviverde terá de subir o morro de La Paz (3.650m) para duelar com o tradicional Bolívar, que foi semifinalista em 1980 e em 2014. A equipe é comandada por um espanhol: Beñat San José Gil, um andarilho do futebol. O Cerro Porteño é um paraguaio traiçoeiro. Parece frágil, mas avançou às semifinais seis vezes, a última delas na temporada de 2011. Caiu diante do Santos, de Neymar.
Palpite do blog: Palmeiras e Cerro Porteño
Grupo D
River Plate (Argentina)
Fluminense
The Strongest (Bolívia)
Sporting Cristal (Peru)
» Atração fatal. River Plate caíram na mesma chave na temporada de 2021. Os dois times têm tudo para protagonizarem dois jogos deliciosos de ver. O time argentino vive a era pós-Marcelo Gallardo. Disputará a Libertadores sob o comando de Martín Demichelis, que teve como escola o Bayern de Munique. Portanto, o debate de ideias com Fernando Diniz será interessantíssimo. Finalista em 1997, quando perdeu o título para o Cruzeiro, o Sporting Cristal é comandado pelo técnico Tiago Nunes, campeão da Libertadores e da Copa Sul-Americana pelo Athletico-PR. O The Strongest é o time a ser batido na altitude de 3.600m de La Paz. Jamais foi além das oitavas, mas tira pontos dos rivais em casa. É comandado por um treinador espanhol: Ismael Rescalvo.
Palpite do blog: Fluminense e River Plate
Grupo E
Independiente del Valle (Equador)
Corinthians
Argentinos Juniors (Argentina)
Liverpool (Uruguai)
» A campanha do Corinthians pelo segundo título continental tem adversários duríssimos. O Independiente Del Valle acaba de ser campeão do São Paulo na Copa Sul-Americana e do Flamengo na Recopa Sul-Americana. Foi finalista da Libertadores em 2016 e acumula dois títulos na Copa Sul-Americana. Faz ótimo trabalho nas divisões de base e revela talentos. O Argentinos Juniors tem tradição. Campeão sul-americano e mundial em 1985, é comandado pelo bom técnico Gabriel Milito. O Liverpool do Uruguai participa da fase de grupos pela primeira vez. Foi reprovado duas vezes na Pré-Libertadores em 2011 e em 2021. Os times uruguaios não chegam à final desde 2011, quando o Penãrol perdeu para o Santos.
Palpite do blog: Argentinos Juniors e Corinthians
Grupo F
Boca Juniors (Argentina)
Colo-Colo (Chile)
Monagas (Venezuela)
Deportivo Pereira (Colômbia)
» Um grupo na medida para o hexacampeão Boca Juniors avançar. Resta saber se o técnico Hugo Ibarra chegará até a fase de grupos. O técnico é muito questionado. A segunda camisa mais pesada do grupo é a do Colo-Colo. Campeão em 1991, o time chileno pode aproveitar a instabilidade do Boca para brigar pelo primeiro lugar. Monagas e Deportivo Pereira são figurantes. O time colombiano estreia na competição. O Monagas disputa a fase de grupos pela segunda vez. A única aconteceu em 2018, ano da última vez em que o Boca Juniors alcançou a final. Perdeu o título para o arquirrival Real Madrid.
Palpite do blog: Colo-Colo e Boca Juniors
Grupo G
Athletico
Libertad (Paraguai)
Allianza Lima (Peru)
Atlético-MG
» Eis um grupo de alta periculosidade para todos os integrantes. O Athletico-PR foi duas vezes. Perdeu para o São Paulo em 2005 e diante do Flamengo no ano passado. Ostenta dois títulos da Copa Sul-Americana. Em 2021, decidiu o título da Copa do Brasil contra o Atlético-MG. É o duelo à parte do grupo. O Galo tem tudo para ser o favorito da chave devido ao alto investimento e a empolgação por mandar jogos na casa nova, mas é preciso ter cuidado com dois participantes históricos. O Alianza alcançou as semifinais nas edições de 1976 e 1978. O Libertad é um dos times mais enjoados do Paraguai. Acumula 21 participações no torneio. Ficou entre os quatro melhores em 1977 e em 2006.
Palpite do blog: Atlético-MG e Athletico-PR
Grupo H
Olimpia (Paraguai)
Atlético Nacional (Colômbia)
Melgar (Peru)
Patronato (Argentina)
» Bicampeão da Libertadores pelo Cruzeiro (1997) e à frente do São Paulo (2005), o técnico brasileiro Paulo Autuori comanda o Atlético Nacional da Colômbia. Em tese, terá uma vida tranquila. O adversário mais tradicional do clube bicampeão continental em 1989 e em 2016 é o tricampeão Olimpia. O gigante paraguaio tem como técnico um velho conhecido das torcidas do Internacional, São Paulo e Atlético-MG: o uruguaio Diego Aguirre. O Patronato é o estreante da turma. Classificou-se como campeão da Copa Argentina em 2022. Carrasco do Internacional nas quartas de final da última Copa Sul-Americana, o Melgar bate o ponto na competição continental pela sexta vez depois de participar na fase de grupos em 1982, 1984, 2016 e 2017 e 2019.
Palpite do blog: Olimpia e Atlético Nacional
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