Inspirado na Universidad de Chile, Sampaoli segura Bolívar na altitude

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O único título de Jorge Sampaoli na Copa Sul-Americana começou a ser construído na altitude. Em 2011, a Universidad de Chile sobe o morro para enfrentar a LDU a 2.850m do nível do mar no confronto de ida da decisão. Com um time organizado no 5-3-2, ele vence a partida por 1 x 0, gol de Eduardo Vargas, ex-Galo, e retorna a Santiago com a vantagem do empate para conquistar o torneio continental. La U derrota a equipe equatoriana por 3 x 0, fecha a série em 4 x 0 e leva o troféu.

Aquela Universidade de Chile iniciou a partida distribuída assim:

Johnny Herrera;

Acevedo, Osvaldo González, Marcos González, Rojas e Mena;

Matías Rodriguez, Aránguiz e Díaz;

Eduardo Vargas e Canales.

Catorze anos depois, Jorge Sampaoli deve ter buscado inspiração naquela Universidad de Chile para montar um Atlético resistente no empate com o Bolívar por 2 x 2 nessa quarta-feira, na altitude de 3.600m de La Paz. O Galo também iniciou o jogo de ida pelas quartas de final da Copa Sul-Americana configurado no 5-3-2.

Em um polêmico ato de coragem, Jorge Sampaoli deixou o ídolo Hulk no banco de reservas. Dividiu opiniões ao optar pela seguinte formação:

Éverson;

Natanael, Lyanco, Victor Hugo, Junior Alonso e Guilherme Arana;

Alan Franco, Alexsander e Gustavo Scarpa;

Rony e Cuello.

Além de montar um time coeso, é preciso ter posse de bola e eficiência nas oportunidades. O Atlético teve duas chances no primeiro tempo e converteu. O volante Alexsander abriu o placar aos 45 minutos do primeiro tempo. O zagueiro Victor Hugo ampliou aos 51. Ambos contratados neste ano pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

O Bolívar se lançou ao ataque no segundo tempo para explorar o cansaço do Galo. Sampaoli foi renovando o gás do time aos poucos. Colocou Caio Paulista, Igor Gomes, Hulk, Fausto Vera e Reinier nos lugares do lesionado Cuello e dos exaustos Alexsander, Scarpa, Natanael e Reinier.

Os donos iniciaram o segundo tempo encurralando o Galo no campo de defesa e diminuíram o placar com um gol de cabeça de Robson Matheus. Mesmo com um a menos depois da expulsão de Cariglio, o Bolívia partiu para o abafa e conseguiu duas cobranças de pênalti. Na primeira, Cauteruccio acertou o travessão do goleiro Everson. Aos 40 da etapa final, a arbitragem acusou mais um pênalti. Dorny Romero bateu e empatou o confronto.

Hulk teve a bola da vitória nos pés nos minutos finais em uma arrancada de Igor Gomes. A bola chegou ao ídolo, de frente para o gol, mas ele isolou a oportunidade do terceiro gol.

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Marcos Paulo Lima

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