Fred comemora o gol de pênalti que garantiu o empate no Maracanã. Foto: Lucas Merçon/Fluminense
O grande barato da campanha do Fluminense nesta Libertadores é a imprevisibilidade dos resultados do clube carioca. Um barato, sim, menos para o torcedor tricolor, óbvio. O time de Roger Machado é especialista em dar volta em palpiteiros. Inclusive neste blogueiro. Quando você diz que não vai rolar, aí é que rola.
Veio o sorteio da fase de grupos e logo batizaram o D de mais forte. Houve quem duvidasse da classificação tricolor na chave contra River Plate, Junior Barranquilla e Independiente Santa Fe. A desconfiança existia desde a estreia contra o time argentino, no Maracanã. Pois Fred e companhia arrancaram empate por 1 x 1 no primeiro jogo. Poderiam até ter vencido.
O Fluminense fez mais. Terminou em primeiro lugar no grupo. Fez 11 pontos contra 9 do badalado River Plate. Inclusive com triunfo por 3 x 1 na última rodada, em Buenos Aires. Por falar na capital argentina, vale lembrar que os melhores resultados do Fluminense foram longe do Rio de Janeiro. Derrotou Independiente Santa Fé, River Plate e Cerro Porteño e empatou com o Junior Barranquilla. Está invicto fora do Maracanã. Em casa, perdeu para o Barranquilla.
Diante disso, o empate por 2 x 2 com o Barcelona de Guayaquil na noite desta quinta-feira, no Maracanã, não deve ser interpretado como mal resultado. Longe disso. Era ruim até o pênalti marcado a favor do tricolor. Afinal, o Fluminense sofreu a virada com um jogador a mais. Bastou Fred converter a cobrança para simplificar a matemática. Uma vitória no Equador confirmaria o inédito Fla-Flu no torneio continental. O Flamengo goleou o Olimpia na ida por 4 x 1. Dificilmente perderá a vaga no confronto de volta, em Brasília, no Mané Garrincha.
Sim, o Barcelona atropelou todos os adversários em casa. Goleou o The Strongest, superou o Boca Juniors, passou pelo Santos e eliminou o Vélez Sarsfield. Embora tenha perdido o expulso Emmanuel Martínez, o Barcelona tem um time muito ajustado pelo técnico Fabián Bustos.
O Fluminense precisa tratar dois temas com seriedade até a partida de volta: trabalhar o lado psicológico do goleiro Marcos Felipe depois da falha no gol do Barcelona e, com o perdão do trocadilho, deixar o zagueiro Nino “ninar”. O cara chegou do Japão no início da manhã de segunda-feira e jogou na quinta. O fuso horário ainda está no corpo dele. Isso explica um tiquinho o pênalti atabalhoado cometido por ele a favor do Barcelona.
O mais importante para o Fluminense foi chegar vivo a Guayaquil. A derrota por 2 x 1 seria baita prejuízo. Aliás, seu eu tivesse de escolher um craque do jogo apontaria o árbitro Venezuela Alexis Herrera. Ele teve convicção na expulsão de Emmanuel Martínez e na marcação dos pênaltis a favor do Barcelona e do Fluminense no segundo tempo. Se houve influência do VAR foi no nível Eurocopa: rápida. Parabéns ao senhor Herrera.
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