Sétimo pênalti defendido pelo goleiro no Corinthians. Foto: Ícaro Limaverde Marquesi/AE
O Parque São Jorge pode ser rebatizado, ao menos nesta sexta, de Parque São Hugo (Souza). Ou Showza, com o perdão do trocadilho infame. Brincadeiras à parte, o Corinthians volta a ser campeão com pelo menos três anos de atraso graças a ele. O fim da abstinência poderia ter sido na decisão por pênaltis da Copa do Brasil de 2022 contra o Flamengo, no Maracanã. Houve oportunidade novamente no mata-mata nacional e na Copa Sul-Americana do ano passado. As quedas nas semifinais frustraram a Fiel.
A abstinência de seis anos do Corinthians acabou nesta quinta-feira com autoridade: impedindo o inédito tetracampeonato consecutivo do arquirrival Palmeiras. A vitória por 1 x 0, no Allianz Parque, prevaleceu graças ao goleiro Hugo Souza na primeira conquista alvinegra depois da Era Cássio. O novo ídolo defendeu a cobrança de um dos melhores do país: Raphael Veiga falhou.
O zagueiro Félix Torres tentou roubar o protagonismo de Hugo Souza. Cometeu pênalti em Vitor Roque. Não satisfeito com o milagre do goleiro do Corinthians, o beque equatoriano cometeu infração por trás no camisa 9 alviverde e deixou o Timão com 10 na Neo Química Arena. Imaturidade e irresponsabilidade.
O contestado sistema 4-3-1-2 do Corinthians administrava a partida contra o 3-5-2 escolhido pelo técnico Abel Ferreira, outro personagem da partida. Sentado no banco de reservas com picos de ansiedade até o pênalti favorável ao Palmeiras, o lusitano recebeu cartão vermelho por excesso de reclamação. A fúria paralisou o clássico. Esfriou o jogo. Assim como Cuca prejudicou o Santos ao atrair a atenção para si na final da Libertadores de 2020 contra o Palmeiras e viu Breno Lopes fazer o gol do título alviverde, Abel tirou a concentração de Raphael Veiga e pilhou Itaquera. Abel desceu para o vestiário e não viu nada disso. Perdeu a razão em uma final.
Sem o desastrado Félix Torres, a Fiel trocou o papel de 12º jogador pelo de 11º. Só faltou entrar em campo para ocupar o váculo deixado por Félix Torres na defesa. Os decibéis de mais de 48.196 vozes pressionavam o Palmeiras a cada tentativa de ataque. Não havia mais sistema tático. O tempo ainda fechou em uma briga generalizada e o Corinthians ficou com dois jogadores a menos. O VAR dedurou agressão de José Martínez. Mesmo com nove, Yuri Alberto viu Weverton impedir o gol do título com um milagre.
O Corinthians incorporou o velho espírito. No passado, o sofrimento era uma bandeira. No presente, uma lição de resistência na final. O Timão volta a figurar entre os primeiros nos estaduais do nosso esporte bretão ao menos no Campeonato Paulista. Conquistou o título mais acessível 2025. Entrará com moral no Campeonato Brasileiro a partir de domingo contra o Bahia, na Arena Fonte Nova. A conversa é outra na Série A, na Copa do Brasil e na Sul-Americana. O sarrafo sobe. Se a ressaca do 31º titulo doméstico deixar, vai dar um bom jogo.
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