"Santa Klaus" presentou o Vozão com triunfo sobre o rival. Foto: Felipe Santos/cearasc.com
Dentro das quatro linhas, Fortaleza e Ceará disputavam vaga para a decisão da Copa do Nordeste. No campo das ideias, os técnicos Guto Ferreira e Rogério Ceni foram protagonistas de uma “guerra de vaidades”. Apenas um deles teria o direito de tentar igualar o feito de Arturzinho — recordista de títulos do torneio com duas conquistas em sequência por Vitória (1997) e América-RN (1998). Com média de quase um título por ano a contar de 2012, Guto Ferreira desbancou o atual campeão e venceu a queda de braço.
Em 2017, o “Pep Gordiola”, como é carinhosamente chamado pelos torcedores, levou o Bahia ao tricampeonato. O treinador de 54 decidirá o título deste ano contra o próprio Bahia ou Confiança depois de desbancar o atual campeão por 1 x 0, em Pituaçu, gol do zagueiro Klaus com uma cabeçada indefensável no primeiro tempo do primeiro clássico disputado fora do estado do Ceará. Em meio à pandemia, a Bahia foi escolhida para abrigar a reta final do torneio.
Muitas vezes questionado, Guto Ferreira tem quase um título por ano em oito temporadas. Ganhou o Campeonato Paulista do Interior pelo Mogi Mirim em 2012 e com a Ponte Preta em 2013 e em 2015; o Catarinense em 2016 pela Chapecoense; a Copa do Nordeste em 2017 com o Bahia, o Baiano em 2018 novamente com o tricolor; e o Pernambucano em 2019 à frente do Sport. Nos últimos sete ano, só fechou o ano sem troféu em 2014 e em 2015.
De 2012 para cá, Guto Ferreira só não conquistou título em 2014
Homem de confiança de Guto Ferreira na campanha do Internacinal na Série B do Brasileirão de 2017, Klaus é um dos ex-colorados que reforçaram o Ceará nesta temporada. No Vozão, reencontrou Charles e o colecionador de títulos Rafael Sobis. Bicampeão da Libertadores pelo Inter (2006 e 2010), bi da Copa do Brasil no Cruzeiro (2017 e 2018) e campeão brasileiro no Fluminense (2012), o atacante pé-quente de 35 anos pode faturar a inédita Copa do Nordeste. O goleiro Fernando Prass é outro jogador cascudo no elenco com DNA vencedor.
Finalista pela terceira vez, o Ceará tentará o segundo título em cinco anos. Sob o comando de Silas, conquistou a taça em 2015 contra o Bahia, possível adversário na decisão. Um ano antes, amargou o vice-campeonato ao perder o título para o Sport.
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