Aos 73 anos, Arrigo Sacchi não banca o teimoso. Obediente, está recluso em Fusignano. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Conheci Arrigo Sacchi no início deste ano, em Fortaleza. Foi um excelente bate-papo no hotel com o ex-técnico do Parma, Milan, Atlético de Madrid e Itália antes do evento Seleções de Lendas Brasil x Itália 94’, o duelo retrô da final da Copa dos Estados Unidos.
No último domingo, mandei mensagem para o senhor de 73 anos a fim de saber sobre a saúde dele em tempos de coronavírus na Itália — o segundo país mais afetado pela pandemia com mais de 53 mil casos até a publicação deste post. Atrás apenas da China, com mais de 81 mil.
O treinador que revolucionou o futebol no fim dos anos 1980 e início da década de 1990 com o fantástico Milan bicampeão europeu nas temporadas de 1988/1989 e de 1989/1990, empilhou oito títulos em três anos, e levou a Itália ao vice na Copa de 1994, está recluso em Fusignano, cidade natal dele, próximo à província de Ravenna. De lá, respondeu:
“Olá, Marcos, estou trancado em casa, estou bem, estou descansando. Obrigado, Arrigo”. Questionado sobre a rotina diária, Arrigo Sacchi contou que lê, pratica esporte em uma quadra no próprio condomínio, caminha pelo jardim e assiste televisão.
Arrigo Sacchi é o estrategista que brindou a torcida do Milan com uma goleada por 5 x 0 sobre o Real Madrid na semifinal da Copa dos Campeões (atual Champions League) de 1989, em 19 de abril, no San Siro. O timaço de: Galli; Tassotti, Baresi, Costacurta e Maldini; Donadoni, Rijkaard, Ancelotti e Colombo; Gullit e Van Basten humilhou a trupe de Butragueño. Na final, desbancou o Steaua Bucaresti de Gheorge Hagi por 4 x 0 em um concerto, no Camp Nou.
“Estou trancado em casa, estou bem, estou descansando. Lemos, praticamos esportes em uma quadra, caminhamos pelo jardim e assistimos televisão”
Arrigo Sacchi, ex-técnico de Parma, Milan, Atlético de Madrid e seleção da Itália, ao blog
Arrigo Sacchi é o estrategista que brindou a torcida do Milan com o bicampeonato na vitória sobre o Benfica de Sven-Goran Eriksson, Ricardo Gomes, Aldair e Valdo por 1 x 0 na decisão de 1990, no Paterstadion, em Viena. O baita feito de dois títulos europeus em sequência demorou a ser repetido. O Real Madrid do técnico Zinedine Zidane do astro Cristiano Ronaldo quebrou o jejum na fantástica série de 2016, 2017 e 2018.
Arrigo Sacchi, o homem que levou o povo italiano às ruas para torcer pela Squadra Azzurra liderada por Roberto Baggio na final da Copa do Mundo de 1994 é obediente. Está em casa.
Pedi que mandasse uma mensagem aos brasileiros em meio à pandemia, e ele recomendou em espanhol a seguinte tática de jogo para o nosso país não perder a batalha contra o coronavírus: “Quedate em casa!”. Portanto, faça como Arrigo. Fica em casa.
Siga o blogueiro no Twitter: @mplimaDF
Siga o blogueiro no Instagram: @marcospaul0lima
Siga o blog no Facebook: https://www.facebook.com/dribledecorpo/20
A repetição é a mãe da retenção. Abel Ferreira manteve a escalação inicial do…
Gustavo Marques conseguiu piorar uma das semanas mais vergonhosas do futebol nesse sábado na eliminação…
A tolerância zero com técnicos de futebol chegou ao futebol feminino. Atual pentacampeão da…
As entrevistas coletivas de Filipe Luís são ótimas. Dificilmente deixam perguntas sem respostas. No entanto,…
Luiz Carlos Souza tinha um tabu pessoal. O técnico do Gama jamais havia passado da…
O Botafogo acumula seis derrotas consecutivas na temporada. Perdeu duas vezes para o Fluminense e…