A seleção de Camarões é uma das representantes da África nas oitavas de final da Copa. Foto: AFP
No dia em que a África celebra o início do seu principal torneio— a Copa Africana de Nações 2019 (equivalente à Copa América, Eurocopa) — a melhor notícia não é o desfile de astros como Mohamed Salah (Egito), Mahrez (Argélia), Achraf (Marrocos) e Mané (Senegal) pelos gramados do Egito, mas a evolução (e revolução) das seleções femininas. Pela primeira vez na história da Copa do Mundo, o continente classificou duas seleções para a fase de mata-mata da competição da Fifa. O recorde era apenas uma nas edições de 1999 e de 2015.
A África enviou três seleções para a Copa da França. A África do Sul é a única reprovada na fase grupos. Terminou em último lugar no Grupo B, atrás de Alemanha, Espanha e China.
A Nigéria desembarcou na França com status de atual tricampeã africana. Empilhou os títulos em 2014, 2016 e 2018. Potência do continente, o país conquistou 11 dos 13 títulos disputados na Copa Africana de Nações feminina. Apesar da hegemonia local, a Nigéria só havia avançado ao mata-mata em 1999. Naquela edição, caiu nas quartas de final contra o Brasil. O próximo desafio será contra a Inglaterra nas oitavas.
Protagonista de uma classificação heroica na vitória por 2 x 1 sobre a Nova Zelândia por 2 x 1. Camarões jamais conquistou o título africano. Amargou o vice em 1991, 2004, 2014 e 2016, mas é a primeira seleção do continente a avançar ao mata-mata em duas edições consecutivas. Em 2015, vendeu caro a eliminação nas oitavas de final contra a China. Desta vez, terá pela frente a Alemanha no início do mata-mata.
As duas seleções africanas fizeram apostas diferentes neste ciclo. Camarões entregou a prancheta a um treinador nacional. Alain Defrasne Djeumfa nasceu em Bangou. Começou como preparador físico e herdou o cargo de Joseph Ndoko em janeiro. Em cinco meses, realizou o milagre de levar Camarões às oitavas na chave que tinha a campeã europeia Holanda e o Canadá. Terminou na frente da Nova Zelândia.
A Nigéria confiou a seleção ao policial sueco Thomas Dennerby, responsável pela classificação tem terceiro lugar no Grupo A, atrás da anfitriã França e da Noruega. Pode até ser que as oitavas de final sejam o limite para Nigéria e Camarões, mas a história está escrita: a África emplacou pela primeira vez duas seleções entre as 16 melhores do mundo.
Se você conhece (ou não) um pouquinho a história da África, tem que respeitar o que elas fizeram!
Valeu, Camarões e Nigéria.
Presença africana no mata-mata da Copa feminina
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