Semifinalista, Itália deixou a favorita Bélgica arrasada em Munique. Andreas Gebert/AFP
Ao eliminar a favorita Bélgica, a Itália repete o script de outras duas potências do futebol. Há 25 anos, França e Inglaterra chegaram à Euro-1996 em depressão. Falharam nas Eliminatórias para a Copa do Mundo dos Estados Unidos (1994), iniciaram processo de reconstrução e precisavam de uma resposta imediata na competição continental.
A França terminou em terceiro lugar na Eliminatórias para o Mundial dos EUA em um grupo que teve Suécia e Bulgária como classificados. A Inglaterra encerrou atrás de Noruega e Holanda. Castigo: os fanáticos torcedores franceses e ingleses tiveram de ver a Copa de 1994 da poltrona, pubs e bistrôs. Dois anos depois, chegavam às semifinais da Eurocopa.
O enredo da Itália é parecido. Em 2017, fracassou na repescagem das Eliminatórias para a Copa da Rússia contra a Suécia. Perdeu fora, por 1 x 0, empatou sem gols em casa e deu vexame. Não participou do Mundial pela primeira vez desde 1958.
Dois anos depois, a Squadra Azzurra ressurge forte. Assim como França e Inglaterra na Euro-1996, está classificada para as semifinais com uma vitória heroica diante da Bélgica. Dominou o primeiro tempo e soube sofrer, termo da moda, na etapa final. Há 25 anos, a França desbancou a Holanda nas quartas. A Inglaterra superou a Espanha.
França e Inglaterra foram eliminadas da Euro-1996 por República Tcheca e Alemanha, respectivamente, na decisão por pênaltis. A França contava com os jovens Zidane (23 anos), Thuram (24), Barthez (24), Karembeu (25) e Lizarazu (26), que levariam o país dois anos depois ao primeiro dos dois títulos na Copa do Mundo.
A Itália tem tudo para fazer melhor do que França e Inglaterra nesta Euro. Considero o estágio do trabalho de Roberto Mancini mais avançado do que o de Luis Enrique na Espanha, que eliminou a Suíça na decisão por pênaltis. A Squadra Azzurra é mais convicta.
Roberto Mancini faz belo trabalho. Completou 32 jogos de invencibilidade. Agora, são 14 triunfos consecutivos. Pessoalmente, o treinador teve sua revanche. Em 2013, o então técnico do Manchester City havia pardido a final da Copa da Inglaterra para o técnico da Bélgica, Roberto Martínez, comandante do Wigan. Um gol de Watson nos acréscimos da etapa final decretou a conquista, em Wembley.
Nesta sexta, a Itália confirmou a passagem de volta a Londres. Espera ficar por lá até o próximo dia 11, data da final do torneio. Tentará conquistar a Euro dois anos depois de ficar fora da Copa do Mundo. Seria um senhor feito que somente duas seleções do Velho Continente conseguiram. Nenhuma delas campeã mundial.
A Tchecoslováquia não bateu o ponto na Copa de 1974 e deu a volta olímpica na Euro-1976. A Holanda não foi à Copa de 1986 e ganhou a Euro em 1988. A Dinamarca não esteve no Mundial de 1990 e levou a taça em 1992. A Itália tem tudo para ser o quarto exemplo.
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