Entenda como a mudança na regra dos direitos econômicos afetará o mercado do futebol

Compartilhe

A Fifa publicou na última quarta-feira alterações importantes no artigo 18ter do Regulamento sobre Status e Transferência de Jogadores (RSTP na sigla em inglês). Anteriormente, a entidade máxima do futebol proibia a participação de terceiros nos direitos dos jogadores. A mudança entende que os atletas não se encaixam nessa categoria. Consequentemente, podem ser detentores de parte dos direitos econômicos. O blog bateu um papo com um especialista no assunto para explicar de que forma a alteração causará impacto no mercado da bola.

A alteração entrará em vigor em junho. “Em termos práticos, direitos econômicos são os valores recebidos pelo clube que transfere um atleta, é o valor da venda do atleta. Podemos imaginar que, em uma negociação para contratação de um jogador, ele pede ao clube um salário de R$ 300 mil, mas o clube não pode pagar esse valor. Como contrapartida por um valor de salário mais baixo, o clube pode oferecer ao atleta um percentual sobre o valor de uma futura transferência”, explica Daniel Kalume, sócio do escritório Mota Kalume advogados.

  • O que era assim… “Terceiro: qualquer parte que não seja os dois clubes transferindo o jogador de um para outro, ou qualquer clube no qual o jogador tenha sido registrado anteriormente.
  • …ficou assim “Terceiro: qualquer outra parte que não seja o jogador sendo transferido, os dois clubes transferindo o jogador de um para o outro, ou qualquer clube no qual o jogador tenha sido registrado anteriormente”

Ele recorda a origem da queda de braço. “Em 2015, a Fifa alterou o regulamento para incluir o artigo 18ter, que vedou a participação de terceiros sobre os direitos econômicos, de forma que apenas os clubes poderiam ser titulares desses direitos”, explica Daniel Kalume.

Com a novidade apresentada nesta semana, os jogadores deixam de ser considerados “terceiros”. Logo, passa a ser permitido ao atleta ser titular dos direitos econômicos. “Isso impactará positivamente as futuras negociações entre clubes e atletas. Os direitos econômicos passam a configurar mais uma alternativa negocial para os clubes no momento da discussão das condições dos novos contratos com os atletas”, esclarece Kalume.

Siga o blogueiro no Twitter: @mplimaDF

Marcos Paulo Lima

Posts recentes

  • Esporte

Champions League vs Copa: o abismo que engoliu Ancelotti e Tuchel

Dallas — A Copa do Mundo puniu dois técnicos campeões da Champions League. Ambos estreantes…

2 dias atrás
  • Esporte

Espanha x Argentina: 1ª final de Copa entre os campeões da Europa e da América

Dallas — A Copa do Mundo terá pela primeira vez uma final entre os campeões…

3 dias atrás
  • Esporte

Copa 2030: Brasil mira títulos supérfluos e ignora a crise de identidade

  Dallas — Depois de cobrir a classificação da Espanha contra a França, no Texas,…

3 dias atrás
  • Esporte

Espanha transforma prata e ouro olímpico em final de Copa do Mundo

Dallas — A Espanha não fez rodeio na terra dos cowboys. Atual campeã olímpica nos…

4 dias atrás
  • Esporte

Semifinais da Copa ajudam a explicar por que o Brasil caiu nas oitavas

  Dallas — As semifinais da Copa do Mundo ajudam a explicar por que o…

4 dias atrás
  • Esporte

Podcast | Fast Foot #8: Balanço das quartas e a prévia das semifinais

  Chegamos com mais um episódio do Podcast Fast Foot do Correio Braziliense na Copa do…

4 dias atrás