É assim que se promove um Fla-Flu no DF?

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A faixa está lá, pendurada em uma passarela da Estrada Parque Taguatinga, a popular EPTG, uma das mais movimentadas do Distrito Federal. Outros leitores me contam de outras iguaizinhas na EPNB e na Estrutural. Todas divulgam o clássico entre Fluminense e Flamengo neste domingo, às 19h30, no Mané Garrincha, pela quinta rodada do Campeonato Carioca.

Não sei quem colocou a faixa lá, mas, numa boa: é no mínimo de mau gosto anunciar o clássico mais charmoso do país em um pedaço de pano amarelo, em uma daquelas faixas que a gente encomenda para anunciar uma festinha, apontar o local de um casamento, um churrasco, uma pelada de fim de semana ou vender uma casa ou apê. É impressionante como quem fez ou faz isso não tem noção da dimensão do evento que tem nas mãos. Do ponto de vista do marketing, é uma péssima impressão.

O interessante é que, 1km à frente, na mesma EPTG, tem um outdoor imenso escrito: “disponível”. E com o telefone para qualquer interessado negociar o aluguel do espaço. Ali, sim, era para ter um baita anúncio chamando para o Fla-Flu. Ou na tevê, como começou a ser veiculado ontem em chamadinhas, se não me engano, de 10 segundos.

Não cursei marketing esportivo, mas dava, no mínimo, para quem mandou confeccionar as tais faixas penduradas nas passarelas colocar a mão no bolso e espalhar pela cidade outdoors do tipo: “Prova dos 9”, com fotos em alta resolução do Paolo Guerrero e do Fred, uma imagem do Mané Garrincha ao fundo e a data, local e horário do jogo, com indicação de um ou dois pontos de venda. Sei lá, qualquer coisa diferente de uma faixa amarela improvisada pendurada em uma passarela. Não se trata de um partida entre o Bambala e o Arimateia ou de Solteiros x Casados. É um Fla-Flu!

Na minha humilde opinião, as faixas amarelas penduradas nas passarelas da EPTG, EPNB e da Estrutural são uma síntese de como tratamos os nossos eventos de futebol. Por menores ou maiores que sejam. Se futebol é um negócio, como disse um dia desses o atacante Robinho ao ser apresentado no Atlético-MG, é preciso tratar esse esporte com o profissionalismo que ele exige.

É por isso que, ano após ano, ficamos babando em frente à tevê assistindo ao Super Bowl, a organizada final da NFL. Ficamos de queixo caído vendo o All Star Game da NBA. Nos impressionamos com o nível de organização das competições da Uefa, seja a Champions ou a Europa League. O Distrito Federal tem um Fla-Flu nas mãos. O primeiro clássico do Campeonato Carioca fora do Rio de Janeiro. E não sabemos como promovê-lo. A faixa trata o duelo de domingo como se fosse uma partidinha de várzea.

Parabéns aos envolvidos.

Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima

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