Rafinha e Filipe Luís: há 14 anos, eram titulares da Seleção no Sul-Americano Sub-20. Fotos: Flamengo
Novo par de laterais do Flamengo, Rafinha e Filipe Luís não devem ter muitos problemas de adaptação dentro das quatro linhas. Ambos atuaram juntos pela primeira vez há 14 anos no Sul-Americano Sub-20 de 2005 na Colômbia. O lateral-direito pertencia ao Coritiba. O esquerdo havia sido emprestado pelo Figueirense ao Ajax da Holanda. O técnico das divisões de base da CBF na época, Renê Weber, foi o primeiro a escalar os dois juntos.
O treinador comandou o Brasil no Sul-Americano e no Mundial Sub-20 em 2005. Uma das ordens do ex-jogador Branco, coordenador da base à época, foi descentralizar a convocação dos atletas. Até então, a maioria vinha do eixo Rio-São Paulo. René Weber colocou o pé na estrada e pinçou os dois laterais para a Seleção Sub-20. “Fui a Curitiba e conheci o Rafinha. Depois vi também o Filipe Luís lá em Florianópolis no Figueirense”, conta ao blog.
Contemporâneos, Rafinha e Filipe Luís eram titulares na campanha do torneio continental. Disputaram juntos sete dos nove jogos do Sul-Americano. Rafinha ficou fora dos duelos com Uruguai e Chile. Filipe balançou a rede na vitória por 4 x 2 sobre os chilenos na fase de grupos.
“Fui a Curitiba e conheci o Rafinha. Depois vi também o Filipe Luís lá em Florianópolis no Figueirense”
Renê Weber mudou a defesa para o Mundial Sub-20 da Holanda. Rafinha continuou dono da lateral direita, mas Filipe Luís perdeu a posição para Fábio Santos, hoje no Atlético-MG. “Nós só perdemos o Mundial (terceiro lugar) porque estava nascendo um gênio”, ri Renê Weber, traumatizado com um argentino chamado Lionel Andrés Messi Cucittini.
Rafinha e Filipe Luís eram os laterais da Seleção na última rodada do hexagonal final do Sul-Americano de 2005. Messi saiu do banco de reservas e acabou com o jogo. “Ele fez um gol de falta e deu passe para o outro marcado pelo Zabaleta”, recorda. Apesar do resultado, o Brasil conseguiu a vaga para o Mundial como vice-campeão. O título ficou com a anfitriã Colômbia.
A Seleção voltou a encarar a Argentina nas semifinais do Mundial da Holanda. Rafinha era o lateral-direito titular. Filipe Luís acompanhou o jogo do banco. “O jogo estava indo para a prorrogação quando mandei o Filipe Luís aquecer. A ideia era colocá-lo na lateral esquerda e liberar o Fábio Santos. Não deu tempo. Eles começaram na frente com um gol do Messi, o Renato (Augusto) empatou, mas o Messi deixou o Zabaleta de novo na cara do gol e perdemos por 2 x 1”, lamenta Renê Weber, orgulhoso por ter trabalhado com os laterais do Flamengo.
“O Rafinha é muito acima da média. Ele tem uma característica: cruza a bola. Pode ter certeza que a bola vai chegar. E Filipe Luís é um ‘animal’. Ele sempre teve equilíbrio entre apoiar e marcar. Ambos vão agregar. São muito profissionais”, testemunha Renê Weber.
O treinador lembra que encontrou Rafinha em 2013 na Audi Cup, em Munique. Eu era assistente do Paulo Autuori. Depois “do jogo, o Rafinha me deu a camisa dele e disse: ‘você foi um cara espetacular’”, emociona-se. Uma das grandes lembranças da parceria é o gol de Rafinha na prorrogação do Mundial Sub-20 contra a Alemanha nas quartas de final. “Ele foi o cara da campanha. Fez o gol decisivo contra a Síria também (nas oitavas, vitória por 1 x 0)”.
“O Rafinha é muito acima da média. Ele tem uma característica: cruza a bola. Pode ter certeza que a bola vai chegar. E Filipe Luís é um ‘animal’. Ele sempre teve equilíbrio entre apoiar e marcar. Ambos vão agregar. São muito profissionais”
Reserva de Fábio Santos, Filipe Luís atuou em duas partidas. Substituiu o titular nos últimos 13 minutos da vitória sobre a Coreia do Sul na fase de grupos e entrou no segundo tempo da decisão do terceiro lugar contra Marrocos. “Rafinha e Filipe Luís provam que eu não estava errado nas minhas escolhas”, brinca Renê Weber, desejando boa sorte à dupla do Flamengo.
Rafinha e Filipe Luís voltaram a jogar juntos na Seleção na era Tite. Foram os laterais do Brasil na derrota por 1 x 0 para a Argentina no amistoso disputado na Austrália em 2016. A parceria está oficialmente refeita a partir deste semestre com a camisa do Flamengo.
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