Direto do Catar, um bate-papo com Diego Aguirre, ex-técnico do São Paulo, Atlético-MG e Inter

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Estive nesta sexta-feira no Estádio Al Gharafa, aqui no Catar, na cobertura da final da Supercopa da África entre Espérance, da Tunísia, e o Raja Casablanca, do Marrocos. Ao lado do setor de imprensa estava um ex-técnico do São Paulo respeitado no país da Copa 2022. Diego Aguirre conquistou quatro títulos no Al-Rayyan de 2011 a 2013. Em 2014, teve rápida passagem pelo Al Gharafa. Sucedeu Zico e comandou o time justamente no palco do confronto de ontem. Aguirre bateu um papo com o blog no intervalo do duelo em que o Raja Casablanca — aquele que eliminou o Atlético-MG do Mundial de Clubes em 2013 —, conquistou o título por 2 x 1.

A que se deve a visita ao Catar?

Eu trabalhei aqui por três anos. Fui convidado para acompanhar esse jogo e tenho amigos no Catar. Estou aproveitando as férias para estar aqui. É quando eu consigo ver as partidas (risos).

Você está no mercado desde a demissão no São Paulo. Quando voltará ao batente?

Eu tenho propostas para voltar a trabalhar, mas decidi que só retornarei a partir de junho. Agora, não é o momento. Recebi duas propostas do Brasil, mas prefiro não revelar os clubes.

Você teve saídas conturbadas do Inter, Atlético-MG e São Paulo. É frustrante?

Claro, claro, mas também aprendi muito. Só que agora eu preciso dar uma parada e analisar as possibilidades que tenho também em outras partes do mundo. Aí, daqui a um, dois meses, assumirei outro desafio.

“No Brasil é assim, tem que chegar sabendo que não se acredita muito no trabalho em longo prazo. É preciso acreditar mais na capacidade dos profissionais”

Qual das três interrupções de trabalho foi mais dolorosa?

Todas, mas as três são diferentes. Cada uma tem um sentimento. Porém, tento entender também a cultura brasileira. Tenho certeza de que fazia bons trabalhos. Do contrário, não estaria recebendo propostas. No Brasil é assim, tem que chegar sabendo que não se acredita muito no trabalho em longo prazo. É preciso acreditar mais na capacidade dos profissionais.

Um dos projetos é assumir o Uruguai após o fim da era Óscar Tabárez?

Sempre falam sobre essa chance e algum dia vai acontecer. Hoje, não penso nisso. No futuro, obviamente eu desejo, sim, trabalhar na seleção do Uruguai.

É ano de Copa América. Quem é o favorito?

Um dos favoritos é o Uruguai. O outro é o Brasil. Se eu não estiver trabalhando irei até lá acompanhar os jogos e estudar a competição.

O que está achando dos preparativos do Catar para receber a Copa 2022?

A Copa do Mundo no Catar vai dar certo. Estão se preparando faz tempo. São muitos profissionais trabalhando. Tem tudo para ser muito bonito.

*O blogueiro viajou a convite da Associação de Futebol do Catar.

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Marcos Paulo Lima

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