Bruno Henrique comemora o gol de empate com o Vasco após validação do VAR. Foto: AdrianoFontes/CRF
A sétima classificação consecutiva do Flamengo para a final do Campeonato Carioca não é resultado do título simbólico da Taça Guanabara nem das duas vitórias contra o Vasco nas semifinais por 3 x 1 no placar agregado. Muito menos do gol de Bruno Henrique, validado em 10 segundos pela Arbitragem de Vídeo (VAR) — e contestado pelo presidente Pedrinho.
O Flamengo trabalha desde 2013 para atingir esse patamar. Deu um passo atrás na gestão de Eduardo Bandeira de Mello para avançar na própria administração de Bandeira, Rodolfo Landim e agora Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
Enquanto o Vasco se apegava às últimas gotas de euriquismo, com práticas retrógradas, o rival se modernizava sem ajuda de um mecenas ou à espera de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O Flamengo cortava na própria carne, pagava contas, amortizava dívidas, assumia a incapacidade financeira para honrar os compromissos caríssimos como o salário de Vagner Love. Bandeira o devolveu ao CSKA Moscou da Rússia no início do longo processo de reconstrução financeira do clube rubro-negro.
Este preço, poucos clubes do país, para não dizer nenhum outro, quiseram pagar. Claro, é mais fácil endividar-se irresponsavelmente e depois esperar que um anjo caia do céu cheio da grana disposto a comprar a SAF, turbinar as contas do time e assumir o rombo.
Pedrinho administra anos de desmando no Vasco. Tenta consertar um gigante depois do mau negócio celebrado pela diretoria anterior com a 777 Partners. Os erros do passado cometidos por Eurico Miranda com aplausos da claque dele combinada com os erros do presente transformaram o clube de São Januário em um Gigante ingovernável, indomável. As boas intenções de Pedrinho parecem insuficientes diante de tantos maus resultados.
Um milímetro a mais ou a menos no VAR pode mudar (ou não) a história de um jogo, mas não a vida de um clube castigado por anos de desmando. As raízes euriquistas no Vasco são profundas. Eliminá-las demanda tempo. Não se muda a cultura com a classificação ou não para a final do Campeonato Carioca em cima do Flamengo. Recomenda-se olhar com lupa o que fez o rival nos últimos 12 anos e humildade para admitir e copiar o que é bom.
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