Yuri Alberto comemora o primeiro gol do Timão contra o Santos. Foto: Rodrico Coca/Ag. Corinthians
No mundo real do Corinthians, o debate era sobre utilizar a força máxima contra o Santos e o Barcelona de Guayaquil em duas decisões importantes em um espaço de quatro dias. Na berlinda, Ramón Díaz escolheu mandar a campo o melhor time possível na semifinal do Campeonato Paulista e sofreu para vencer o Santos por 2 x 1 neste domingo, na Neo Química Arena. No Peixe, o debate orbitava em torno de Neymar. Pedro Caixinha sabia desde quinta-feira que não contaria com o craque imaginário dentro das quatro linhas.
Infelizmente, não sabemos hoje qual Neymar veremos em campo até o fim do contrato de seis meses com o Santos: aquele dos sonhos, terceiro colocado no prêmio de melhor do mundo da Fifa, em 2015, atrás do Bola de Ouro Lionel Messi e de Cristiano Ronaldo; ou o atacante real com limitações físicas, clínicas e impedido de participar de jogos grandes.
Na semifinal, o Corinthians do mundo real explorou a ausência do craque imaginário usando o velho método de Ramón Díaz: 4-3-1-2. Quando o treinador argentino tentou fazer algo diferente disso, ou seja, no 3-4-1-2 da derrota por 3 x 0 para o Barcelona, em Guayaquil, ele arrumou essa obrigação de, no mínimo, devolver o placar para forças os pênaltis.
O Corinthians venceu porque os protagonistas estavam em campo e fizeram a diferença. Que golaço de Yuri Alberto. O tempo de bola do atacante na jogada ensaiada em cobrança de escanteio é daqueles de dar “pause” no controle remoto ou na tela do celular e assistir em câmera lenta a movimentação inteligente do camisa 9. É inacreditável a ausência do artilheiro do país em 2024 na lista do técnico Dorival Júnior para as Eliminatórias.
O gol de Garro saiu da cartola. Que pintura o chute do argentino quando o Santos, sem Neymar, parecia convicto de que arrastaria a partida para a decisão por pênaltis. Não rolou também porque o destempero pesou nas expulsões de Zé Ivaldo e de Gabriel Escobar.
Enquanto isso, o craque imaginário se comportava à beira do campo como se fosse um dos assistentes de Pedro Caixinha. A vida como ela é do técnico português foi escolher Thaciano para assumir o papel de Neymar no sistema 4-2-3-1 e dar adeus ao sonho da final.
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