De volta ao Rio na Libertadores, Flamengo poupa US$ 7 mil da taxa de transferência para Brasília

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Trocar o mando de campo do Rio de Janeiro para Brasília como fez o Flamengo na fase de mata-mata desta edição da Copa Libertadores da América parece simples e barato aos olhos do torcedor, só que não. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) cobra taxa de US$ 7 mil estipulada no regulamento da competição, aproximadamente R$ 37 mil. O valor foi cobrado do Flamengo quando a diretoria decidiu transferir jogos do Maracanã para o Mané Garrincha a fim de ter público na arena contra o Defensa y Justicia e o Olimpia.

Antes do início da Libertadores, os clubes preenchem documento obrigatório da Conmebol chamado Carta de Conformidade e Compromisso. Um dos itens da planilha é a escolha do estádio (ou estádios) em que o time mandará as partidas. Obviamente, o Flamengo informou apenas o Maracanã como palco de suas partidas na competição continental. Esse era o plano original na largada do torneio, ou seja, enquanto não havia liberação de público.

Com a liberação da presença de público a partir de julho, pedidos de transferência do Rio para Brasília seguiram o ritual estabelecido no regulamento. Há exigências para troca de endereço das partidas estipulados no manual da Libertadores. Os clubes precisam solicitar as transferências com 15 dias de antecedência. Além disso, necessitam da aprovação do adversário e da Conmebol por escrito. Defensa y Justicia e Olimpia, por exemplo, aceitaram.

Depois disso tudo, é preciso arcar com o pagamento da taxa de US$ 7 mil para cobrir custos operacionais relativos à mudança do local da partida, logística e de eventual visita de inspeção, além do pagamento de eventuais custos adicionais referentes à produção de televisão derivados da troca do estádio, diz o regulamento da Libertadores.

Em tese, o Flamengo desembolsou pelo menos US$ 14 mil, aproximadamente R$ 74 mil, na transferência das partidas contra o Defensa y Justicia e Olimpia do Rio para Brasília. Isso sem contar com o custo de mandar os jogos no Mané Garrincha e o investimento no cumprimento do protocolo sanitário em tempos de pandemia. O aluguel da arena da capital saiu por R$ 180 mil contra o Defensa y Justicia. O clube também teve que pagar ao clube argentino a diferença do valor da contratação do voo fretado para o deslocamento de Buenos Aires ao Rio para Buenos Aires a Brasília. À época, o Flamengo decidiu mudar a partida para Brasília com menos de 15 dias de antecipação.

“O regulamento da Conmebol diz que o clube mandante precisa notificar a mudança com 15 dias de antecedência, mas no nosso caso foi menor. Pedimos apenas que nos pagassem a diferença do aéreo que havíamos contratado até o Rio. Só é possível viajar nas competições da Conmebol em voo fretado”, disse ao blog Guido Barolli, gerente geral do Defensa y Justicia.  No caso do Olimpia, o diretor Miguel Brunotte disse que o clube paraguaio aceitou jogar em Brasília, pagou as próprias despesas e não cobrou nada à parte do Flamengo.

Como o Maracanã é a casa original do Flamengo informada à Conmebol na Carta de Conformidade e Compromisso, a transferência do jogo contra o Barcelona de Guayaquil pelas semifinais do Mané Garrincha, em Brasília, para o Rio, teoricamente não teve custo para o clube carioca, ou seja, não houve obrigação de arcar com US$ 7 mil.

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Marcos Paulo Lima

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