Final entre Boca e River repete o que Atlético e Real fizeram na Champions League. Foto: Alejandro Pagni/AFP
Se o Grêmio não reverter o resultado do campo no tapetão, Buenos Aires conseguiu igualar a proeza de Madri. Até a noite de quarta-feira, a capital da Espanha era a única cidade no mundo a emplacar dois times numa finalíssima de torneio continental de clubes — Champions League ou Libertadores. Real Madrid e Atlético de Madrid conseguiram o feito em 2014. Decidiram o título da Liga dos Campeões da Europa em Lisboa. Repetiram o feito em 2016, lá em Milão. Chegou a vez de os vizinhos Boca Juniors e River Plate, desde que o tricolor gaúcho não saia vencedor do julgamento de sábado, em Luque, na sede da Conmebol. O clube gaúcho exige a reversão do resultado devido ao descumprimento da suspensão no jogo da última terça, em Porto Alegre. O time também reclama da não utilização do VAR no primeiro gol dos Millonarios.
Finais entre clubes do mesmo país não é raridade. Alemanha, Itália, Espanha e Inglaterra conseguiram o prodígio na Champions League. O Brasil também na Libertadores, por duas vezes. O São Paulo decidiu com o Atlético Paranaense em 2005. Um ano depois, mediu forças com o Internacional. Decisões entre clubes da mesma cidade, somente Madri e, agora, Buenos Aires.
O Superclássico entre Boca Juniors e River Plate é centenário, mas ambos só decidiram o título em confronto direto duas vezes. A primeira no Campeonato Argentino de 1976. O Boca venceu por 1 x 0, gol de Rubén Suñé. Em 14 de março deste ano, o River deu o troco e triunfou por 2 x 0 na final da Supercopa da Argentina, em partida única no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza.
Na história da Libertadores, Boca e River Plate se enfrentaram 24 vezes, com 10 triunfos xeneizes, 7 dos Millonarios e sete empates. Até a decisão inédita, houve três duelos na fase de mata-mata do torneio continental. Deu Boca nas quartas de final de 2000 e na semi de 2004; e River nas oitavas de 2015, quando o Rival foi eliminado da competição devido ao mau comportamento da torcida em La Bombonera.
Hexacampeão da Libertadores, o Boca Juniors terá a chance de igualar o recorde do “Rei de Copas” Independiente, único hepta do torneio. O River Plate parte em busca do tetra para alcançar outro rival argentino, o Estudiantes.
A final é tão badalada que deverá ser disputada em dois sábados, 10 e 24 de novembro, e não na tradicional quarta-feira. Culpa da realização da reunião do G-20 em Buenos Aires, que demandará megaoperação de segurança na capital argentina. A cidade receberá chefes de estado como Donald Trump (Estados Unidos), Vladimir Putin (Rússia) e Angela Merkel (Alemanha). O evento será em 30 de novembro e 1º de dezembro. Originalmente, a o jogo de volta da final da Libertadores seria no próximo dia 28.
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