Shinzo Abe e Thomas Bach finalmente deram as costas à ideia de manter os Jogos neste ano. Foto: AFP
Corretamente adiado nesta terça-feira para 2021, numa decisão conjunta do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, devido à pandemia do novo coronavírus, os Jogos Olímpicos de Tóquio protagonizam momento inédito na história do maior evento esportivo do mundo. Até então, somente as guerras, no século passado, havia alterado radicalmente o planejamento. Desta vez, o inimigo é invisível: a Covid-19 se espalhou por todos os continentes do planeta. E mata. O COI até demorou a tomar posição. Cartolas de coração bem duro, como da Uefa e da Conmebol, haviam adiado Eurocopa e Copa América para 2021, e paralisado badalados torneios como a Champions League e a Copa Libertadores da América.
A contar de Atenas-1896, os Jogos sofreram múltiplos boicotes de grandes e pequenas nações, quase sempre por questões políticas e ideológicas. Suportou ainda dois atentados terroristas com o evento em andamento. Mesmo assim, seguiu em frente, não parou durante a celebração do esporte. Adiamento é inédito. Há registros de cinco cancelamentos: três em edições dos Jogos de Verão — Berlim-1916, Tóquio-1940 e Londres-1944 — e dois nos Jogos de Inverno — Sapporo-1940 e Cortina d’Ampesso-1944. Todos devido às guerras mundiais.
Sede dos Jogos Olímpicos de Verão em 1916, Berlim superou Amsterdã, Bruxelas, Budapeste, Cleveland e Alexandria em 1912 para abrigar o evento. A capital alemã até inaugurou o principal estádio em 1913, a construção de outras instalações estava em andamento, mas o início da I Guerra Mundial, em 1914, forçou o cancelamento. Na época, a sede do COI, que era rotativa, instalou-se definitivamente na Suíça, país neutro que até hoje abriga a entidade.
A segunda edição dos Jogos Olímpicos, em Tóquio, foi adiada, mas a primeira teve decisão mais drástica: o cancelamento. Os japoneses insistiram para manter o evento em meio à guerra Sino-Japonesa (1937-1945), mas perderam o direito para Helsinque, na Finlândia, que havia sido uma das derrotadas na escolha feita em 1932 ao lado de Roma e Barcelona. No fim das contas, Tóquio ficou sem os Jogos, mas Helsinque também. A II Guerra Mundial inviabilizou totalmente as edições de 1940 e de 1944, que seria em Londres.
Historicamente, todos os países que tiveram Jogos Olímpicos de Verão cancelados organizaram o evento mais tarde. Foram os casos de Berlim-1936, Tóquio-1964 —e agora 2021 —, Helsinque-1962 e Londres-1948 e 2012. Desta vez, a doença postergou o evento.
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