Da gestão a David Luiz: o orgulho da torcida do Fortaleza visto in loco

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Ceará — Passo férias com a rainha Elisabete e a princesa Isabela na Praia de Cumbuco, bairro do distrito de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Antes do desembarque no paraíso, passeamos uns dias pela capital. Deu para aferir a satisfação do torcedor tricolor com um combo perfeito: gestão exemplar e resultados dentro das quatro linhas. Vestir a camisa do clube é um orgulho em todo o lugar.

Chegamos ao Aeroporto Internacional Pinto Martins com a sensação de que havíamos viajado em um voo da delegação do Fortaleza. Sem brincadeira: havia uma dezena de passageiros com variadas camisas de treino, jogo e passeio do time quarto colocado no Campeonato Brasileiro do ano passado, classificado para a fase de grupos da Libertadores.

Entramos em um taxi por aplicativo e lá estava um motorista orgulhoso com o Leão. Saímos para uma caminhada pela Beira-Mar de Fortaleza e as camisas do time comandado por Juan Pablo Vojvoda se multiplicavam no calçadão, nas ciclovias do ponto turístico e no tradicional Mercado do Peixe do Mucuripe. Tudo parece óbvio, só que não.

A contrapartida não corresponde. Embora tenha festejado o retorno à Série A, o torcedor do Ceará parece desconfiado. Vi menos camisas alvinegras por onde passei. A prosperidade do Fortaleza impõe respeito e até mesmo intimida.

No sábado, o Fortaleza apresentou o zagueiro David Luiz. Estávamos no Beach Park. Havia muitos residentes em Fortaleza no parque aquático. As conversas na fila eram monotemáticas: a expectativa pela apresentação do reforço bem distante dali, na Arena Castelão. Uns acompanhavam em tempo real. Outros escutavam pelo rádio ou na telinha usando aplicativos do smartphone. Amor que não se mede pelo clube.

Apresentado pelo CEO Marcelo Paz em parceria com o presidente do clube, Rolim Machado, David Luiz encerrou a ansiedade com um discurso convicto da decisão tomada após o encerramento do contrato com o Flamengo.

A partir do momento que eu estava livre, e tive algumas propostas, em nenhum momento cogitei em ir para outro lugar, porque a do Fortaleza era a única que ardia o meu coração, porque eu gosto de sempre fazer aquilo que está dentro do meu coração. Acho que a vida é muito mais prazerosa em fazer aquilo você está sentindo. Foi fácil de decidir e resolver porque eu estou onde eu queria estar”, afirmou o paulista de Diadema.

Em Cumbuco, funcionários do nosso hotel volta e meia passavam um pelo outro e se provocavam como se fosse um dia de clássico. O Fortaleza é referência no Nordeste. Um exemplo de gestão a ser seguido.  Competência administrativa e satisfação são sinônimos de credibilidade. Funcionários do hotel com os quais conversei exaltam a gestão moderna.

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Marcos Paulo Lima

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