Da assistência contra o Real Madrid na Champions ao protagonismo diante do Inter na Libertadores: Bruno Henrique gosta de jogo grande

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Seis de abril de 2016. Wolkswagen Arena, Alemanha. Bruno Henrique tem a melhor exibição no futebol europeu na vitória do Wolfsburg por 2 x 0 sobre o Real Madrid na partida de ida das quartas de final da Uefa Champions League. Posicionado aberto pela direita no 4-1-4-1 do treinador alemão Dieter Hecking para tirar a paz de Marcelo e do treinador Zinedine Zidane, deu assistência para Max Arnold fazer o segundo gol. Tirei esse jogo do fundo do baú para dizer o seguinte: Bruno Henrique gosta de jogo grande como a vitória desta quarta-feira sobre o Internacional no duelo de ida das quartas de final da Copa Libertadores da América.

Em oito meses, o atacante de 28 anos tem oito gols em clássicos contra Botafogo, Fluminense e Vasco. Estufou a rede dos três pelo menos uma vez na temporada. A exibição contra o Internacional é mais uma prova da motivação em partidas desse tamanho. Bruno Henrique teve foco. Leitura de jogo para entender que o lado esquerdo do ataque rubro-negro estava vigiado pelo time colorado para não dar espaço. Percebeu que o parceiro Gabriel Barbosa não estava em uma noite segura, inspirada. Sabiamente assumiu o papel de falso centroavante e acabou com o jogo.

Enfiado na área, aproveitou o passe de Gerson no lance do primeiro gol. Posicionado entre os zagueiros, recebeu a assistência de Gabriel Babosa na jogada do segundo. Alto, forte e veloz, superou a bela dupla de zaga do Inter formada por Moledo e Cuesta. Bruno Henrique não fez gol na passagem pelo futebol europeu, porém, voltou da Alemanha com muita bagagem tática. Interpretou a partida taticamente e encontrou o atalho para romper o ferrolho do Internacional.

Os gols, a leitura de jogo e os aplausos da torcida ao ser substituído por Piris da Motta fizeram valer a aposta de Tite em Bruno Henrique. O técnico da Seleção Brasileira estava lá para vê-lo. Falo de Bruno Henrique, mas poderia destacar também o versátil Gerson e os laterais Rafinha e Filipe Luís. Impressionante atestar que esses jogadores saíram jovens o futebol brasileiro e foram lapidados, moldados na… Europa!

A assimilação do que é praticado no Wolfsburg, Fiorentina, Bayern Munique ou Atlético de Madrid, respectivamente, justifica a facilidade do treinador Jorge Jesus para mexer em tantas posições no segundo tempo. Gerson aberto na direita, Fiipe Luís armando o time por dentro, Everton Ribeiro caindo pela esquerda, Bruno Henrique deslocado da ponta canhota para a referência do ataque no papel de centroavante, Gabriel Barbosa mais recuado para puxar contra-ataque e virar o garçom de Bruno Henrique.

No fim, as trocas de posição perturbaram o Internacional. A qualidade dos jogadores de Jorge Jesus foi o diferencial para superar um adversário extremamente organizado defensivamente. O Inter só desmontou o 4-1-4-1 ofensivo alternado com o 4-5-1 sem a bola depois que o rival abriu o placar Bruno Henrique — o atacante dos jogos grandes, pesados, decisivos. Que assim seja também na Seleção.

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Marcos Paulo Lima

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