Cruzeiro 2 x 2 Vasco: melancólico e nostálgico empate no Mineirão vazio

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O empate por 2 x 2 entre Cruzeiro e Vasco teve uma mistura de melancolia e nostalgia em um vazio Mineirão. Que desperdício uma partida tão bacana disputada com portões fechados. Assim determinou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, portanto cumpra-se a lei. A nostalgia diz respeito aos treinadores dos dois times no duelo em Belo Horizonte.

Em 1996, Ramón Díaz guiou o River Plate ao título da Libertadores. O técnico tinha um timaço na prancheta. Juan Pablo Sorín, Marcelo Gallardo, Enzo Francescoli, Ariel Ortega e Hernán Crespo constavam na escalação no triunfo contra o América de Cáli.

Vinte e sete anos depois, Ramón Díaz convence a torcida do Vasco, jogo a jogo, rodada a rodada, de que o Gigante da Colina não será rebaixado para a segunda divisão. O time carioca saiu na frente no Mineirão com o gol de Pumita, sofreu a virada e foi salvo pelo gongo graças ao menino da base Gabriel Pec.

Por sinal, bela temporada do atacante. Candidato a figurar na lista final para o Pré-Olímpico na Venezuela, ele participava da etapa de treinos em São Paulo sob o comando de Ramón Menezes e voltou antecipadamente ao Vasco para fazer a diferença. São 14 gols e cinco assistências em 46 exibições neste ano.

Do outro lado estava Paulo Autuori. Em 1997, o técnico levou o Cruzeiro ao título da Libertadores. O clube mineiro sucedeu o River Plate, de Ramón Díaz, na galeria dos campeões continentais. A Raposa tinha Dida, Wilson Gottardo, Palhinha, Marcelo Ramos, e superou o Sporting Cristal do Peru na final com o gol de Elivélton.

Lá se vão 24 anos do bicampeonato continental do Cruzeiro. Paulo Autuori tenta o milagre de evitar a queda do Cruzeiro para a Série B. Mesmo sem o apoio da china azul, começou a partida atrás no placar, virou o jogo liderado Arthur Gomes e Bruno Rodrigues — autor de 13 gols e seis assistências em 45 jogos na temporada, porém cedeu o empate.

Ramón Díaz e Paulo Autuori são exemplos de técnicos que viveram dias de glória e experimentam dias de luta na profissão. O êxito no trabalho do meio para o fim dos anos 1990 projetou ambos a assumir seleções. O argentino foi técnico do Paraguai. O brasileiro comandou o Peru e o Catar.

A quatro rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, Vasco e Cruzeiro têm 41 pontos cada. Três a mais do que o Bahia, o primeiro time enquadrado na zona do rebaixamento. Os currículos pessoais de Ramón Díaz e Paulo Autuori pesam. Serão suficientes para evitar a queda? O empate no Mineirão foi um péssimo negócio. Um vencedor certamente daria grande passo para a permanência na elite em 2024.

O que resta ao Cruzeiro

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O que resta ao Vasco

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Marcos Paulo Lima

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