Cruzeiro 0 x 2 Atlético: Gabigol estendeu o tapete para Hulk desfilar

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Aplaudir jogador expulso é um contrassenso. Gabriel Barbosa não merecia esse gesto da torcida do Cruzeiro depois de agredir o zagueiro Lyanco, comprometer o plano de jogo do time e se apresentar da pior maneira possível ao técnico Leonardo Jardim. O novo treinador viu o papelão do camisa 9 — e a vitória do Atlético-MG por 2 x 0 — de um dos camarotes do Mineirão. Amostra grátis de uma das missões dele no clube: lidar com um gênio indomável. Ao comportar-se como juvenil, Gabigol estendeu o tapeta para Hulk desfilar com autoridade diante da torcida única celeste.

Nos 30 minutos em campo, Gabriel Barbosa fez o que não deveria. Desperdiçou a melhor chance de gol do Cruzeiro. Marquinhos partiu em velocidade pela direita, chegou à linha de fundo e cruzou para trás. Gabi estava sozinho na altura da pequena área. Em vez de encher o pé e abrir o marcador, ele finalizou fraquinho e facilitou a defesa do goleiro Everson.

Gabriel Barbosa voltou a aparecer no lance da expulsão. A bola havia passado no instante em que ele atingiu Lyanco com o cotovelo na tentativa de vingar o companheiro Dudu. Minutos antes, o beque atleticano deveria ter sido expulso. Para mim, ele teve a intenção de pisar no braço de Dudu. O jogador do cruzeiro estava caído. O árbitro ignorou a agressão. Nem sequer chamou o Árbitro de Vídeo para checar as imagens.

A permanência de Lyanco em campo e a expulsão juvenil de Gabriel Barbosa ao cair na pilha do adversário mudou a história do jogo. Agressões à parte, a permanência de Lyanco fez bem ao Atlético. O zagueiro fez uma boa partida. A ausência de Gabi deixou o Cruzeiro vulnerável. Aos poucos, o Galo achou espaço e viu Givanildo virar Hulk em campo.

O vingador contou com a contribuição do goleiro Cássio no lance do primeiro gol. A finalização era defensável. No lance do segundo gol, ele desmitifica uma tese do zagueiro Fabrício Bruno. Ele costuma dizer que na corrida não perde para nenhum atacante. Hulk ganha do defensor na corrida e na força ao iniciar e concluir a jogada. Basta observar a desolação de Fabrício Bruno em direção à rede enquanto Hulk sai para comemorar.

Hulk colocou o clássico no bolso. O Atlético de Cuca não foi brilhante. Houve equilíbrio e até uma certa superioridade do anfitrião Cruzeiro no 11 contra 11. A expulsão de Gabriel Barbosa e a falha do goleiro Cássio custaram caro. Hulk deu boas-vindas a Gabigol no primeiro clássico mineiro oficial entre eles na temporada com autoridade. Como disse o camisa 9 celeste, eles ainda vão se reencontrar.

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Marcos Paulo Lima

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