Contra foto não há argumento: a imagem da imposição do PSG contra o Real

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Menos de cinco minutos do primeiro tempo. Abro a câmera do meu aparelho celular para registrar um instante eterno no MetLife Stadium: O Paris Saint-Germain encurrala o recordista de título mundiais. São 21 jogadores no campo do Real Madrid. O PSG dispara um alerta: só saio daqui quando fizer gol. Aliás, golas. Lá atrás, o goleiro italiano Donnarumma sente vontade de se mandar também, mas guarda posição: vira um espectador privilegiado.

Lá de trás, ele assiste a um concerto dos companheiros. Um Real Madrid hipnotizado pela velocidade, intensidade, superioridade técnica e física do adversário toma um, dois, três gols em 25 minutos com Fabián Ruiz (2) e Dembélé. Gonçalo Ramos consumou a goleada na etapa final.

O resultado pode ser explicado assim: o PSG sofreu muito por tentar acomodar todo mundo em campo nos tempos de Neymar, Messi e Mbappé. Jamais conseguiu ser um time com eles. Vivia da boa vontade e das individualidade de cada um em jogos pequenos, médios e grandes. Dificilmente um deles brilhava nos maiores duelos por uma razão: o adversário funcionava como equipe.

Quando os três foram embora e o PSG deixou Luis Enrique trabalhar, um time saiu do papel. Hoje, os atuais campeões do Campeonato Francês, da Copa da França e da Champions League disputará o quarto título na temporada porque funciona coletivamente pelas individualidades. Daí o brilho de astros como Dembélé, candidatíssimo a melhor do mundo em 2025.

O Real Madrid é o inverso. Desde o início da política de galáticos iniciada por Florentino Pérez, a regra é acomodar todos em campo, independentemente do risco de um vexame como o desta quarta-feira contra o PSG. Xabi Alonso vestiu a camisa do Real, sabe disso e cometeu o pecado.

A equipe era uma com Vinicius Junior e Gonzalo García no ataque nesta Copa do Mundo. o coração de pai do técnico Xabi Alonso quis acomodar mais um no ataque, o fora de série Mbappé, até então reserva no torneio, e deixou o time vulnerável defensivamente. Viveu de individualidades em um jogo cujo planejamento demandava um funcionamento coletivo.

Impossível exigir isso de Xabi Alonso em um mês e sete dias de trabalho, mas fica a lição: o PSG tentou agradar a todos e sofreu antes de virar o melhor time do mundo. Xabi Alonso ajudou Luis Enrique a goleá-lo a partir do momento em que tirou Mbappé do banco para formar um trio com Vinicius Junior e Gonzalo García e simplesmente matou não somente o ataque merengue, mas o sonho do décimo título mundial.

O PSG é favorito ao título inédito e deve impedir o bi do Chelsea no domingo. Em condições normais de temperatura e pressão, o derrotado pelo Botafogo na fase de grupos tem tudo para golear a vítima do Flamengo na mesma etapa da Copa. A primeira edição do torneio da Fifa não terá um vencedor invicto porque os brasileiros não permitiram.

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Marcos Paulo Lima

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