Gustavo Morinigo na festa da classificação para a final da Libertadores de 2014. Foto: Conmebol
Em condições normais de temperatura e pressão, um treinador vice-campeão da Libertadores estaria empregado em algum clube de ponta da América do Sul, mas Gustavo Eliseo Morinigo Vázquez escolheu ensinar. Nascido em Coronel Blas Garay, o técnico do Paraguai, que estreia nesta segunda no Mundial Sub-17 contra o México, às 20h, no Bezerrão, fez história em 2014.
Gustavo Morinigo era o comandante do modesto Nacional do Paraguai na histórica campanha do vice-campeonato na Libertadores. Na fase de grupos, avançou em segundo lugar atrás apenas do Atlético-MG. Superou Zamora e Independiente Santa Fe. Na fase de mata-mata, desbancou Vélez Sarsfield, Arsenal de Sarandí, Defensor Sporting e chegou à final contra o San Lorenzo. Empatou na ida por 1 x 1 em Assunção, mas perdeu para o time do coração do papa Francisco por 1 x 0 em Buenos Aires. Edgardo Bauza, ex-São Paulo, conquistou a taça. Morinigo é um dos dois treinadores paraguaios a chegar à final da Libertadores. Aurélio González foi o outro na primeira edição da competição continental de clubes, em 1960.
O professor dos adolescentes do Paraguai começou a brilhar em 2013. Levou o Nacional ao título do Torneio Apertura com cinco rodadas de antecedência. Venceu 15 jogos, empatou um e perdeu seis. Foram 46 pontos em 22 partidas. Em alta, ganhou o prêmio de melhor técnico do futebol paraguaio em 2012, 2013 e 2014. Porém, o santo de casa não fez milagre. A Associação Paraguaia tem investido em treinadores estrangeiros na seleção principal. Morinigo só assumiu a seleção guarani no papel de interino no ano passado, contra EUA e Japão.
O dono da prancheta assumiu a seleção sub-17 do Paraguai em 2016. Classificou o país para o Mundial de 2017, na Índia. Avançou ao mata-mata em primeiro lugar no Grupo B contra Mali, Nova Zelândia e Turquia. Fez nove pontos. No mata-mata, foi goleado por 5 x 0 pelos norte-americanos e deu adeus precocemente nas oitavas.
Persistente, Gustavo Morinigo está de volta ao Mundial Sub-17 depois de se classificar em terceiro lugar no Sul-Americano. Só ficou atrás da Argentina e do Chile. A experiência para comandar os meninos do Paraguai vem dos tempos de jogador. Entrou em campo uma vez na Copa do Mundo de 2002. Participou do empate por 2 x 2 com o Japão. Jogou a Copa América 2001 e o Mundial Sub-20 de 1997, na Malásia. Fez gol na derrota para a Espanha por 2 x 1.
O comandante paraguaio aposta em pelo menos dois adolescentes neste Mundial Sub-17. O camisa 10 Fernando Ovelar, promessa do Cerro Porteño que fez gol aos 14 ano no clássico contra o Olimpia no ano passado; e Frabrizio Peralta, autor de três gols no Sul-Americano.
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