Bi em Tóquio-2020, Brasil é a seleção que mais utiliza jogadores olímpicos. Foto: AFP
Há quem faça discurso esbravejando com dedo em riste que o torneio de futebol nos Jogos Olímpicos não serve para nada. Não, mesmo?! Os mais atentos e detalhistas perceberão a blasfêmia esmiuçando a lista dos convocados de quatro potências finalistas em Pequim-2008, Londres-2012, Rio-2016 e Tóquio-2020. Há elos inquestionáveis entre a maior competição esportiva do planeta e a Copa do Mundo — com início daqui a seis dias, no Catar.
Como diria o presidente eleito, nunca antes na história deste país o torneio olímpico de futebol foi tão útil para a formação da Seleção principal como na relação dos eleitos por Tite para a caça ao hexa. Dos 26, 12, subiram ao pódio para receber medalha em ao menos uma das últimas três edições.
Neymar, Danilo, Alex Sandro e Thiago Silva participaram da campanha de prata em Londres-2012. O Brasil perdeu a final para o México por 2 x 1. A experiência ajudou Neymar a assumir o protagonismo na campanha do ouro inédito nos Jogos do Rio-2016. Foi dele o último gol na decisão por pênaltis contra a Alemanha. Aquele elenco também contava com o goleiro Weverton, o zagueiro Marquinhos e o atacante Gabriel Jesus.
Há 15 meses, mais um lote de convocados por Tite para a Copa conquistou o bicampeonato em Tóquio-2020. O evento foi disputado em 2021 devido à pandemia. O volante Bruno Guimarães e os atacantes Antony, Richarlison e Gabriel Martinelli estavam no grupo campeão sob a braçadeira do capitão Daniel Alves diante da Espanha, no Estádio Internacional de Yokohama por 2 x 1. Todos os 13 nomes citados se apresentarão a Tite neste fim de semana, em Turim, na Itália, para uma semana de pré-temporada no JTC Continassa — o Centro de Treinamento da Juventus.
Quantas vezes você ouviu que o Brasil derrotou a seleção C, D ou E da Alemanha na final dos Jogos do Rio-2016? Fake! O técnico Hansi Flick convocou seis jogadores medalhistas de prata na Cidade Maravilhosa: Ginter, Süle, Klostermann, Gnabry, Brant e Goretzka estão de malas prontas rumo ao Catar. Os germânicos também pinçaram Raum, destaque do país em Tóquio-2020. Outra prova de que há link entre Olimpíada e Copa na escola alemã.
Vice em Tóquio-2020 no amargo revés por 2 x 1 diante do Brasil, a Espanha levará sete medalhistas de prata ao Catar. Luis Enrique recrutou o goleiro Unai Simon, além dos homens de linha Pau Torres, Eric Garcia, Soler, Pedri, Asensio e Olmo. Os campeões mundiais de 2010 devem ostentar no Catar a menor média de idade do torneio: 25,6 anos.
Nem mesmo a Argentina abre mão dos remanescentes da geração dourada responsável pelo bi olímpico nos Jogos de Pequim-2008. Messi de Di María eram meninos na China. Ambos desembarcarão em Doha no papel de tios da turma responsável por tirar o país da fila de 36 anos. A Copa prova que o torneio olímpico de futebol tem, sim, seu valor.
Coluna publicada neste sábado (12.11.2022) na edição impressa do Correio Braziliense.
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