Como o Chile superou o trauma da Copa 2014 e virou máquina de vencer decisões por pênaltis

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São Paulo — A última decisão por pênaltis de Reinaldo Rueda foi traumática. Final da Copa do Brasil no Mineirão, em Belo Horizonte. O treinador do Flamengo tinha um goleiro que só pulava para um lado só e não defendia nenhuma cobrança: Alex Muralha. Para completar, falhou quem o treinador menos esperava. O camisa 10 Diego viu Fábio defender sua cobrança e garantir o título celeste. O técnico colombiano amargou o vice.

Ao trocar o clube carioca pela seleção do Chile, em janeiro de 2018, Rueda escolheu a melhor terapia. La Roja se tornou uma seleção especialista em decisões por pênaltis desde a traumática eliminação na marca da cal contra o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo 2014. O Chile fez uma partida histórica, heroica, no Mineirão. Poderia ter vencido na prorrogação se não fosse o travessão. Mas deu Brasil nos pênaltis: 3 x 2. Pinilla, Alexis Sánchez e Jara falharam e apenas Aránguiz e Marcelo Díaz converteram.

Desde então, o Chile virou máquina. É impiedoso nos pênaltis. O blog levantou que a seleção venceu todas as últimas cinco disputas. Foram 21 cobranças e apenas um erro. Aproveitamento de 95%. O último revés na marca da cal faz cinco anos. Aquela derrota para o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo 2014. De lá para cá, La Roja conquistou dois títulos da Copa América nos pênaltis contra a Argentina (2015 e 2016); desbancou a Croácia em um torneio amistoso disputado na China, em 2017; desbancou Portugal na semifinal da Copa das Confederações 2017; e bateu a Colômbia nesta sexta-feira nas quartas de final da Copa América 2019. São cinco triunfos consecutivos.

Um ano depois da eliminação contra o Brasil, em Belo Horizonte, o Chile deu início ao fim da maldição dos pênaltis. Empatou por 0 x 0 com a Argentina em casa no tempo normal da finalíssima da Copa América e conquistou o título inédito por 4 x 1 nos pênaltis. Os quatro batedores eleitos por Jorge Sampaoli acertaram: Fernández, Vidal, Aránguiz e Alexis Sánchez.

5 decisões por pênaltis depois da eliminação contra o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo 2014

5 vitórias sobre Argentina (2015 e 2016), Croácia e Portugal (2017) e Colômbia (2019)

Na temporada seguinte, mais uma vitória nos pênaltis sobre a Argentina na decisão da Copa América Centenário disputada nos Estados Unidos. A final novamente terminou empatada por 0 x 0 e o Chile faturou o bicampeonato por 4 x 2. Dos cinco cobradores escolhidos por Juan Antonio Pizzi, apenas Vidal desperdiçou a cobrança. Castillo, Aránguiz, Beausejour e Francisco Silva converteram e decretaram a segunda conquista.

No início de 2017, o Chile embarcou para a Copa da China. Empatou por 1 x 1 com a Croácia no tempo normal e eliminou a seleção que seria vice-campeã da Copa 2018 nos pênaltis por 4 x 1. Os quatro batedores acertaram: Vargas, Galdames, Beausejour e Álvaro Ramos.

21 cobranças de pênalti nas últimas cinco decisões

20 acertos

1 erro de Vidal na final da Copa América Centenário 2016, mas o Chile faturou o bi da Copa América

Veio a semifinal da Copa das Confederações em 2017, na Rússia. Chile e Portugal empataram no tempo normal e na prorrogação. Vidal, Aránguiz e Alexis Sánchez acertaram as cobranças da seleção chilena. Quaresma, Moutinho e Nani erraram e a trupe sul-americana se classificou para a decisão contra a Alemanha. Perdeu o título por 1 x 0, em São Petersburgo.

Nesta sexta-feira, o Chile deu mais uma prova de que tem um elenco especializado em cobranças de pênalti. Empatou por 0 x 0 com a Colômbia no tempo normal e teve 100% de aproveitamento nas cobranças de pênalti. Vidal, Vargas, Pulgar, Aránguiz e Alexis Sánchez classificaram o Chile para as semifinais da Copa América.

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Marcos Paulo Lima

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