Crédito: Caio Gomez/CB/D.A Press
Dos 13 candidatos a presidente da República, sete não mencionam a palavra esporte no plano de governo. É o que mostra o estudo da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS). A entidade reúne 104 instituições que acreditam no esporte como fator de desenvolvimento humano e realizam mais de 200 mil atendimentos por ano. O blog Drible de Corpo teve acesso ao levantamento, que será um dos temas abordados no VIII Seminário de Gestão Esportiva FGV/FIFA/CIES, neste sábado (25), no Rio.
Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), João Goulart Filho (PPL) e Vera Lúcia (PSTU) ignoram o tema. Na contramão dos concorrentes, Ciro Gomes (PDT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSol), José Maria Eymael (Democracia Cristã) e João Amoedo (Novo) tocam no assunto. Alguns de forma protocolar, outros de forma rasa e alguns com quantidade de promessas sem qualidade.
Ciro Gomes fala em desenvolvimento de programa de incentivo ao esporte, como iniciativas regionais e o Bolsa Atleta; na implementação e qualificação do esporte nas escolas como ferramenta de entretenimento e amparo dos jovens estudantes; e promete promoção facilitada do acesso à cidade e espaços de lazer para que os jovens possam vivem a cidade em sua plenitude.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) batiza o plano de “Agenda de Futuro para o Esporte Brasileiro”. O texto destaca a criação do programa Bolsa Atleta durante a gestão do PT e a organização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. O candidato pretende criar o Sistema Único do Esporte, definindo o papel da União, Estados, DF, Municípios e das entidades esportivas na oferta de políticas de esporte (sistema quadripartite), a exemplo do que ocorre na saúde, com o SUS. Fala em implementar a Universidade do Esporte, articulando pesquisa, ensino e extensão com foco no futebol. Destaca ainda o Programa de Modernização da Gestão do Futebol e promete, de maneira genérica, investimento em todas as práticas esportivas tanto no esporte amador quanto no de alto rendimento.
Marina Silva (Rede) batiza o plano de “Esporte para a vida toda”. Para tanto nos comprometemos a um aumento substancial dos recursos federais destinado ao esporte que, apesar de sua importância fundamental para a saúde e a formação do espirito de cidadania, nunca recebeu o apoio adequado”. A candidata fala na criação de espaços públicos para a atividade física, na construção de ciclovias e na conquista de medalhas. “Criaremos mecanismos para tornar o esporte de alto rendimento menos dependente dos recursos públicos e incentivaremos a construção de trajetória estruturada de iniciação, especialização e aperfeiçoamento esportivo, com garantia de acesso a todas as crianças e adolescentes”, diz o programa de governo.
Guilherme Boulos (PSol) critica o alto investimento em eventos esportivos como o Pan-2007, a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio-2016 e estabelece 36 ações. Algumas delas são: constituir o Sistama Nacional de Esporte e Lazer, romper com a política de conciliação com a cartolagem dos clubes, federações e confederações esportivas e auditar as contas das entidades esportivas (CBF, COB e federações); criar a Lei Prata da Casa — uma taxa decrescente para as transferências internacionais de jogadores até 23 anos, forma legal para interferir no êxodo dos jovens atletas e proteger os clubes de formação, garantindo maior qualidade técnica para o futebol disputado no país; apoio apoio institucional e incentivo financeiro ao futebol feminino; e outros.
O plano de José Maria Eymael (Democracia Cristã) é “universalizar o acesso ao esporte amador”. A ideia dele é implantar o Plano Nacional de Apoio ao Esporte Amador Competitivo, “reconhecendo sua importância na formação do caráter dos Jovens e no combate às drogas, promovendo ainda políticas públicas para integração da criança e do adolescente na prática do esporte, em suas várias modalidades”.
João Amoedo (Novo) toca no assunto de forma protocolar. A proposta é “novas formas de financiamento de cultura, do esporte e da ciência com fundos patrimoniais de doações”.
Coordenador acadêmico FGV/FIFA/CIES, Pedro Trengrouse convidou os candidatos à presidência da República para o VIII Seminário de Gestão Esportiva. “O investimento público inteligente é aquele que potencializa a educação, a saúde, a segurança pública e o bem-estar social. Permite ainda obter resultados concretos e mensuráveis de redução de evasão escolar, do consumo de drogas e dos índices de criminalidade, melhora do desempenho acadêmico e prevenção de doenças”, diz o acadêmico.
Pedro Trengrouse lembra que os candidatos devem se espelhar na Constituição Federal, que há 30 anos determina que o Estado fomente o esporte, “incentivando-o como forma de promoção social, destinando recursos públicos prioritariamente à prática esportiva nas escola”. “O desafio é otimizar os recursos públicos em articulação com diversos setores do governo e da sociedade, principalmente nas áreas de esporte, cultura, educação, saúde e segurança pública. É uma forma de garantir o maior retorno possível dos investimentos, permitindo sonhar com um mundo onde todos possam aprender e se desenvolver continuamente”, comenta.
Esporte nos Planos de Governos dos Presidenciáveis
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