Queda do Fortaleza nos acréscimos é a mais lamentada. Foto: AFP
A triste eliminação do Fortaleza ao sofrer um gol nos acréscimos do tradicional Independiente da Argentina nesta quinta-feira, no Castelão, fez o Brasil quebrar um recorde: nunca antes na história desse país tivemos tantos clubes eliminados na primeira fase da Copa Sul-Americana no atual formato. Vale lembrar que, até 2015, havia uma fase nacional. De 2016 para cá, a primeira etapa da competição passou a ter duelos entre clubes de países diferentes.
Dos seis representantes brasileiros no torneio, quatro se despediram precocemente: Fortaleza, Goiás, Atlético-MG e Fluminense. Os times mineiro e carioca são protagonistas dos maiores vexames. O Galo não passou pelo Unión Santa Fé da Argentina. O tricolor esbarrou no modesto Unión La Calera do Chile. O Goiás deu adeus no duelo com o Sol de America do Paraguai. Nenhum deles teve adversário mais forte do que o Fortaleza. O Independiente é o recordista de títulos da Libertadores com sete troféus e bi da Sul-Americana. Restam Bahia e Vasco a partir da segunda fase da segunda competição mais relevante da América do Sul.
A derrocada brasileira tem alguns argumentos. O maior deles é a empáfia. Todo ano você ouve dizer que os adversários brasileiros na primeira fase são fracos, as tradicionais babas. Outro inimigo é a pré-temporada. Os principais clubes do futebol nacional iniciaram o ano há um mês. Pouco tempo para entrar em forma equipes minimamente entrosadas e, sobretudo, preparadas fisicamente. O Flamengo, por exemplo, conseguiu três troféus neste início de ano, porém, manteve 10 titulares da temporada anterior. Perdeu apenas o zagueiro Pablo Marí.
Fortaleza, Goiás, Atlético-MG e Fluminense passaram (ou atravessam) perrengues. O Galo e o tricolor trocaram de treinador. Rafael Dudamel assumiu o Galo em janeiro. Pouco mais de um mês depois, está demitido. Odair Hellmann vive perigosamente no Fluminense.
Goiás e Fortaleza apostaram na continuidade. Rogério Ceni e Ney Franco iniciaram o ano nos respectivos cargos. Os dois clubes pecaram no quesito experiência internacional. O Goiás foi vice da Copa Sul-Americana, mas faz tempo. Perdeu o título nos pênaltis para o Independiente em 2010. O tricolor do pici era simplesmente estreante em competições internacionais. Mesmo assim, quase passou de fase por questão de minutos.
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