Luiz Henrique e Igor Jesus: os caras da vitória do Botafogo contra o Palmeiras. Foto: Vitor Silva/Botafogo
O Botafogo mostrou repertório na vitória por 2 x 1 contra o Palmeiras no estádio Nilton Santos na partida de ida das oitavas de final da Libertadores: transição rápida, velocidade nas costas da defesa alviverde e um ataque poderoso. Talvez, o risco alvinegro tenho sido não decidir a partida em casa. Digo isso porque o Palmeiras também deixou claro ao adversário uma das principais características da era Abel Ferreira: a resistência.
A trupe alviverde dificilmente sai eliminada do primeiro confronto em mata-mata. Uma das virtudes do Palmeiras é “saber perder” para ter a garantia do segundo jogo. Foi assim contra o Flamengo nas oitavas da Copa do Brasil. A série não foi decidida nos pênaltis por muito pouco, no Allianz Parque, depois de a equipe paulista perder por 2 x 0, no Rio. A resistência é uma virtude para o duelo de volta. Hoje, o Botafogo joga melhor do que o Flamengo, porém a vantagem é mínima contra um Palmeiras com incrível capacidade de reinvenção.
A essa altura da temporada, arrisco afirmar que o Botafogo lembra os bons tempos do Liverpool de Jürgen Klopp. Aquele do título da Uefa Champions League em 2019. O técnico alemão fazia transições rápidas com o egípcio Mohamed Salah, o brasileiro Roberto Firmino e o senegalês Mané. Fabinho, Henderson e Wyjnaldum eram os responsáveis por esticar bolas nas costas da defesa adversária. Os laterais Alexander-Arnold e Robertson também ofereciam essa característica. Era uma tormenta para os adversários. O Flamengo foi minado assim na decisão do Mundial de Clubes. Firmino sai na cara do gol.
Não tive oportunidade de perguntar ao Arthur Jorge, mas considero o Liverpool de Klopp uma das inspirações do Botafogo. Gregore, Marlon Freitas são programados para lançar o ataque em profundidade. Os zagueiros e os laterais também. Sorte do quarteto formado por Luiz Henrique, Savarino e os recém-chegados Thiago Almada e Igor Jesus. Eles ainda desperdiçam chances em excesso, mas impressiona a facilidade como ganharam disputas com a defesa alviverde.
Em um dos gols desperdiçados pelo Botafogo, Luiz Henrique recebe um lançamento longo na direita nas costas do ala Vanderlan, dribla o zagueiro Murilo e o faz cair sentado no tapetinho, dá mais um corte em Gustavo Gómez e finaliza rasteiro para fora. O lance explica a facilidade alvinegra para agredir o Palmeiras.
Há quem tenha na memória aquele Botafogo da temporada passada. Esqueça. O time de Arthur Jorge é consistente. Não compete apenas em jogos. É capacitado para disputar títulos e tem elenco para isso. Para quem gosta de resultados, há uma prova definitiva do potencial alvinegro. Do início do Brasileirão para cá, o Botafogo venceu o Flamengo dentro do Maracanã, por 2 x 0; derrotou o Palmeiras por 1 x 0 no primeiro turno da Série A e superou o time paulista por 2 x 1 no confronto de ida da Libertadores. Merece no mínimo respeito.
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