Bi da Libertadores feminina, Ferroviária não tem direito a Mundial de Clubes. Motivo: só há versão masculina do torneio da Fifa

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Quando um time de futebol masculino conquista a Libertadores, o assunto logo em seguida à festa do título é a expectativa pela participação do campeão sul-americano no Mundial de Clubes da Fifa. As mulheres não têm esse privilégio. O teto delas ainda é o título continental.

A Ferroviária conquistou a Libertadores na noite deste domingo ao derrotar o América de Cáli por 2 x 1, no Estádio José Amalfitani, casa do Vélez Sarsfield, por 2 x 1. Sochor e Aline Milene fizeram os gols do título. Por sinal, o segundo na história do clube paulista (2015 e 2020). A Libertadores é o limite para o time de Araraquara.

As comandadas da técnica Lindsay Camila não terão oportunidade de medir forças, por exemplo, com o badalado Lyon, pentacampeão consecutivo da Women’s Champions League. Motivo: a Fifa ainda não tirou do papel a criação do Mundial de Clubes feminino.

O presidente Gianni Infantino planeja criar o torneio. Segundo informou no ano passado o colega Marcel Rizzo no blog dele no UOL, a entidade máxima do futebol aposta no aumento da receita para os torneios femininos. A nova competição teria direito a uma fatia do montante de US$ 1 bilhão que a Fifa pretende investir no futebol feminino até 2022.

O Mundial de Clubes feminino pode ser anual ou a cada dois anos. Os classificados, assim como no atual formato da competição masculina, viriam das seis confederações, ou seja, os campeões continentais. Lindo na teoria. Na prática, não.

Algumas confederações simplesmente não têm torneios continentais femininos de clubes. A Ferroviária é atual campeã da Libertadores. O Lyon, da Champions League. A Ásia suspendeu o torneio do ano passado devido à pandemia do novo conronavírus. O último campeão título ficou com o Tokyo Verdy Beleza em 2019. O time japonês terminou o quadrangular final em primeiro contra Jiangsu Suning (China), Hyundai Steel Red Angels (Coreia do Sul) e Melbourne Victory (Austrália).

Embora tenha duas seleções fortíssimas, a Concacaf não tem campeonato continental de clubes. Segundo Jonathan Tannenwald, do The Philadelphia Inquirer, a Concaf planeja estruturar uma competição feminina de clubes na América do Norte, América Central e Caribe. O objetivo seria a criação de uma Liga dos Campeões da categoria com o objetivo de acompanhar o crescimento do futebol feminino no continente. Costa Rica, Jamaica e México são outros países da região com times que investem na categoria. A África também pretende inaugurar uma competição continental feminina neste ano.

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Marcos Paulo Lima

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