Barcelona e Liverpool ajudam a explicar dúvida de Dorival Jr. na Seleção

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A Seleção Brasileira não joga há 120 dias. Nesse intervalo, Dorival Júnior e a comissão técnica viram jogos pela tevê e no estádio em uma turnê pela Europa. Dois times agradaram muito o dono da prancheta verde-amarela: o Barcelona, comandado pelo alemão Hansi Flick, e o Liverpool, liderado pelo holandês Arne Slot. A diferença entre os dois modelos apreciados por ele ajuda a explicar a dúvida entre Savinho e João Pedro para a partida desta quinta-feira contra a Colômbia, às 21h45, no Mané Garrincha, pelas Eliminatórias da Copa.

Dorival esteve no Estádio Olímpico em 17 de fevereiro com o filho, Lucas Silvestre. Viu a vitória do Barcelona por 1 x 0 contra o Rayo Vallecano pelo Campeonato Espanhol. O time catalão dificilmente renuncia a um centroavante: Robert Lewandowski. Naquele dia, a trupe azul-grená usou o sistema 4-2-3-1. Lamine Yamal estava aberto na direita, Gavi no centro e Raphinha na ponta esquerda. A distribuição agradou a comissão técnica.

Se optar por esse sistema, Dorival Júnior pode emular o Barcelona com Raphinha em uma ponta, Vinicius Junior na outra, Rodrygo centralizado e o favorito João Pedro ou o concorrente Endrick na função de camisa 9. Obviamente, sem a expertise do polonês.

João Pedro tem oito gols, todos na Premier League, e sete assistências em 25 jogos na temporada com a camisa do Brighton na temporada europeia. Reserva no Real Madrid, Endrick acumula seis bolas na rede em 28 exibições. O “Lewandowski” preferido de Dorival Júnior se recupera de uma grave lesão e estará de volta em breve: o centroavante Pedro. Em tese, a versão dos sonhos seria Raphinha, Rodrygo, Vinicius Junior e Pedro.

Um outro time encanta Dorival Júnior: o Liverpool. Uma formação alternavativa do virtual campeão da Premier League justifica a possibilidade de o Brasil iniciar a partida contra a Colômbia com Savinho. Em 23 de fevereiro, os Reds encantaram ao derrotar o Manchester City com autoridade por 2 x 0 no Etihad Stadium, pelo Campeonato Inglês.

Arne Slot configurou o Liverpool sem camisa 9 fixo. O quarteto ofensivo tinha os meias Curti Jones e Szoboszlai por dentro, e Mohamed Salah e Luis Díaz nas pontas. O centro da área era ocupado por Curti Jones e Szoboszlai. Salah abriu o placar e Szoboszlai ampliou. Dorival viu foi a Anfield Road em 16 de fevereiro. Viu o Liverpool derrotar o Wolves por 2 x 1 com Diogo Jota no papel de nove à frente de Salah, Szoboszlai e Luis Díaz, mas o coração dele bateu mais forte pela versão de duas partidas seguintes contra o Manchester City.

Com as devidas adaptações, o Brasil teria Savinho e Vinicius Junior nas pontas. Rodrygo e Raphinha se revezariam no papel de um ou dois falsos nove, como se formassem uma dupla de ataque. No Brasil, o Flamengo faz isso com Plata e Michael abertos e Arrascaeta e Bruno Henrique de “centroavantes”. O Bahia tem amplitude com Everaldo e Thaciano. Consequentemente, Jean Lucas e Cauly pisaram na área como se fossem nove autênticos.

Dorival Júnior não ficou 120 dias de pernas para o ar. Buscou inspiração em bons times como aquele Santos de 2010. Lembram? O Peixe tinha Robinho na ponta direita, Neymar na esquerda, Paulo Henrique Ganso centralizado e André na frente. Ganhou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil. Inspirações para um novo Brasil contra Colômbia e Argentina.

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Marcos Paulo Lima

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