Colômbia não chegava à semi sob a batuta de um técnico colombiano desde 2004. Foto: Silvio Avila/AFP
Sem querer querendo, a Conmebol conseguiu agradar a todos. Anfitriões originais da Copa América 2020, adiada para 2021 devido à pandemia do novo coronavírus, Argentina e Colômbia deixaram de receber o torneio devido à crise sanitária e política em seus territórios, mas estão nas semifinais do torneio improvisado no Brasil. Para alegria da entidade máxima do futebol sul-americano, os donos da casa também estão entre os quatro. Os atuais campeões enfrentarão o Peru na outra semifinal da competição. Politicamente, salvou-se a Conmebol.
A classificação da Colômbia para a semifinal da Copa América nos pênaltis conta o Uruguai depois do empate por 0 x 0 no tempo normal neste sábado, no Mané Garrincha, devolve a autoestima aos técnicos da escola colombiana. De 2012 a 2020, o país apostou em um caminho que parecia sem volta. Entregou a seleção a treinadores estrangeiros. O argentino José Pékerman ocupou o cargo de 2012 a 2018. O português Carlos Queiroz o sucedeu por uma temporada de 2019 a 2020. Em janeiro deste ano, a prancheta voltou às mãos de um profissional do país. Reinaldo Rueda recoloca a Colômbia entre os quatro melhores do torneio.
A última vez que a Colômbia chegou a uma semifinal da Copa América sob o comando de um técnico do país foi justamente com Reinaldo Rueda. Em 2004, a seleção ficou entre os quatro na edição disputada no Peru. Curiosamente, foi eliminada pela Argentina, com quem voltará a disputar vaga na final na próxima terça-feira, às 22h, no Mané Garrincha.
Reinaldo Rueda terá sua revanche. Tinha 47 anos quando perdeu para a Argentina, de Marcelo Bielsa, nas semifinais de 2004, no Peru. Aos 64, tem a missão de classificar a Colômbia para a final pela primeira vez desde 2001, quando Francisco Maturana, um dos ídolos dele, levou o país à maior glória no futebol, em casa, na conquista da Copa América de 2001.
A Argentina tem Lionel Messi, mas a Colômbia também tem seus talentos individuais e uma seleção moderna, convicta de que, hoje, é preciso jogar coletivamente. Há talento no gol, como Ospina, do Napoli. Mina e Davison Sánchez são boas referências na zaga. O experiente Cuadrado é um dos líderes do elenco. Destaques da engrenagem da Atalanta, Zapata e Muriel são importantes no ataque. A lamentar apenas a ausência do maestro James Rodríguez.
Se havia dúvida entre Colômbia e Uruguai, a classificação da Argentina para a outra semifinal era barbada. O Equador não seria páreo contra a seleção de Lionel Scaloni. Principalmente, porque poucas vezes o outro Lionel, o Messi, esteve tão focado na conquista de um título como nesta Copa América. Ele até conta os passos rumo à final.
O jogador eleito seis vezes melhor do mundo está motivadíssimo. É o artilheiro isolado do torneio com quatro gols, dois deles em cobranças de falta dignas de Rogério Ceni mandar no grupo do Flamengo, que, se brincar, chegará a 2 mil dias sem marcar de falta. Messi também brinca de distribuir presentes. Lá se vão quatro assistência nesta Copa América.
Que a torcida brasileira não se aborreça comigo, mas a melhor notícia desta polêmica edição da Copa América seria o primeiro título de Lionel Messi com a seleção principal da Argentina. Sinceramente, ele merece. Mais do que isso: está fazendo por merecer.
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