Apresentado em agosto de 2023, Neymar deixa o Al Hilal depois de 15 meses. Foto: Nureldine/AFP via Getty Images
Faltam 500 dias para a Copa do Mundo no Canadá, Estados Unidos e no México. Neymar deseja disputar o torneio pela quarta vez e o Santos pode ajudá-lo por um motivo simples: a quantidade de jogos na temporada. A série de lesões não permite mais ao atacante enfileirar sequência de partidas em alto rendimento. Menos é mais para um fora de série de 32 anos marcado por cirurgias e longos tempos de recuperação.
O Santos acaba de retornar à Série A. A agenda tem três torneios: Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Se disputar as 16 partidas no Estadual, as 12 no mata-mata nacional e as 38 na primeira divisão, o Peixe disputará 66 jogos oficiais em 2025. No ano passado, o Botafogo entrou em campo 75 vezes em 12 meses.
Neymar deve desembarcar no Brasil nesta quarta-feira. Obviamente, entrará no time com o bonde andando e não participará de todos os compromissos do Santos. Bom para ele. O Alvinegro Praiano terá poucos duelos na sequência domingo-quarta-domingo, ou seja, mais intervalos para cuidar do corpo e da mente a cada semana.
Há quem considere a carreira internacional de Neymar um fiasco, principalmente, por não ter sido eleito o melhor jogador do mundo. Discordo. Costumo dizer que ele foi o número 1 do planeta em 2015. O craque encerrou a campanha do título do Barcelona na Champions League com 10 gols ao lado simplesmente de Cristiano Ronaldo e de Lionel Messi. O português e o argentino são hors-concours em qualquer premiação individual.
Portanto, como diria o saudoso técnico Cláudio Coutinho, Neymar foi o melhor do mundo moral em 2015 vestindo a camisa azul-grená. Depois, o craque levou o Paris Saint-Germain à final da Champions League pela primeira vez na história do clube. Perde a final para o Bayern de Munique no Estádio da Luz, em Lisboa, durante a pandemia. O maior desperdício dele no clube francês foi não ter conquistado a Europa ao lado de Mbappé e de Messi.
O retorno de Neymar ao país lembra o esforço do Santos para ter Robinho por empréstimo em 2010. Insatisfeito no Manchester City e escanteado pelo técnico italiano Roberto Mancini no clube inglês, o atacante voltou justamente ao Peixe para seis meses de contrato. Apresentado em 28 de janeiro de 2010, ficou no clube até 4 de agosto de 2010.
Deu tempo de levar o Santos ao título do Campeonato Paulista contra o Santo André no Pacaembu e ao título da Copa do Brasil no duelo à parte com o Vitória e de ser convocado pelo técnico Dunga para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Valorizado nas conquistas sob o comando de Dorival Júnior, Robinho foi comprado pelo Milan na metade daquela temporada e deu início à trajetória no Milan no meio da temporada de 2010.
Neymar é mais um ídolo a retornar ao clube do coração. Oscar reencontrou o São Paulo. Philippe Coutinho voltou ao Vasco. Thiago Silva trabalha no Fluminense. Fernandinho passou duas temporadas no Athleico Paranaense antes de deixar o clube. Rafinha se apresentou ao Coritiba.
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