Após 35 anos, Itália volta ao Santiago Bernabéu, palco do tri. Arnaldo Cezar Coelho lembra final da Copa do Mundo de 1982

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Chega de saudade… Após 35 anos, a seleção da Itália voltará a jogar neste sábado no Estádio Santiago Bernabéu — o templo da conquista do tricampeonato mundial. Em 11 de julho de 1982, Zoff; Gentile, Collovati, Scirea, Bergomi e Cabrini; Orialli e Tardelli; Conti, Paolo Rossi e Graziani derrotaram a Alemanha por 3 x 1, em Madri, sob o comando de Enzo Bearzot.

Depois daquela decisão, a Itália jogou três vezes na Espanha. Nenhuma no Santiago Bernabéu. Em 2000, as duas seleções se e enfrentaram no Camp Nou, em Barcelona. O confronto de 2008 aconteceu no Estádio Manuel Martínez Valero, em Elche. Há três anos, o duelo foi em Madri, mas no antigo estádio do Atlético de Madrid, o Vicente Calderón.  A Espanha venceu os três.

Juiz da última exibição da Itália no Santiago Bernabéu, o comentarista de arbitragem da tevê Globo Arnaldo Cezar Coelho lembra em entrevista por telefone ao blog três histórias da final da Copa de 1982. “Quando entrei em campo uma hora antes para ver o gramado, um fotógrafo brasileiro entregou um papel. Era recado assinado pelos jornalistas brasileiros lá presentes que dizia: apite por todos nós, você é o Brasil na final já que nossa seleção fracassou. Estava assinado por Sandro Moreira e outros”, conta Arnaldo.

O mediador da decisão de 1982 lembra de um outro lance crucial da partida, quando marcou um pênalti contra a Alemanha. “Foi cobrado para fora e eu respirei aliviado. Não seria culpado de nado”, brinca Arnaldo Cezar Coelho, referindo-se a Cabrini, que errou a cobrança.

Antes de apitar o fim do jogo, Arnaldo pegou a bola e levou para casa de recordação. Mas antes de trazê-la para o Brasil, pensou em fazer um mimo ao rei da Espanha. “Quis dar a bola para o filho do Juan Carlos e o João Havelange (presidente da Fifa na época) não deixou. Ele disse: ‘fica com ela, você merece’. Arnaldo foi o primeiro árbitro brasileiro a apitar uma final de Copa do Mundo. Depois dele, só Romualdo Arppi Filho na decisão de 1986, no México.

Trinta e cinco anos depois, a Itália voltará ao Santiago Bernabéu neste sábado para outra final. Espanha e Itália disputam o primeiro lugar do Grupo G das Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia em 2018. Os dois países têm 16 pontos. O vencedor praticamente assegurará presença direta no Mundial. O perdedor encaminhará vaga para a repescagem. Terceiros colocados, Albânia e Israel não podem mais alcançar os favoritos da chave.

A Itália que sonha com o penta é comandada por Giampiero Ventura. Deve começar o clássico no sistema tático 3-4-1-2, com Buffon; Barzagli, Bonucci e Rugani; Conti, De Rossi, Candreva e Darmian; Verratti; Immobile e Belotti. A Espanha, de Julen Lopetegui, vai no 4-3-3: De Gea; Carvajal, Piqué, Sergio Ramos e Alba; Koke, Busquets e Iniesta; David Silva, Asensio e Isco.

Marcos Paulo Lima

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