Eles foram rebaixados para a Série B, ficaram na Juventus e podem conquistar a Champions League

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Gianluigi Buffon e Giorgio Chiellini podem escrever neste sábado uma página histórica, mas não inédita na Liga dos Campeões da Europa. Ambos foram rebaixados para a segunda divisão do Campeonato Italiano com a Juventus na temporada de 2005/2006, no escândalo de manipulação de resultados batizado de Calciopoli. Ou Moggiopoli se preferir, sobrenome de Luciano Moggi, um dos cartolas da Velha Senhora envolvidos no esquema.

Apesar do vexame, Buffon e Chiellini não abandonaram a Juventus. Onze anos depois, podem brindar o clube com a conquista da Liga dos Campeões na decisão contra o Real Madrid, às 15h45, no Millennium Stadium, em Cardiff, no País de Gales, repetindo o feito de colegas do Milan — fiéis ao clube rubro-negro depois de rebaixamentos nos anos 1980.

Além de Buffon e de Chiellini, outros 10 jogadores permaneceram na Juventus, disputaram a Série B do Campeonato Italiano e conquistaram o título da segunda divisão: Birindelli, Zalayeta, Nedved, Camoranesi, Del Piero, Trezeguet, Zebina, Kovac, Balzaretti e Boumsong. Nesta temporada, Buffon e Chiellini são os remanescentes.

Depois do rebaixamento administrativo para a segunda divisão, Buffon e Chiellini conquistaram pela Juventus a Série B de 2006/2007, foram hexacampeões do Campeonato Italiano de 2012 a 2017, foram tricampeões da Copa Itália de 2015 a 2017 e tri da Supercopa da Itália em 2012, 2013 e 2015.

Nos anos 1980, outros três jogadores italianos protagonizaram um caso semelhante ao de Buffon e Chiellini. Na temporada de 1981/1982, o Milan foi rebaixado pela segunda vez em sua história — a primeira havia sido em 1979/1980. No elenco, estavam jogadores como Franco Baresi, Mauro Tassotti e Alberigo Evani.

Em uma impressionante prova de fidelidade ao clube, o trio não desertou. Deu ao Milan o bicampeonato da Série B na temporada de 1982/1983 do Campeonato italiano. Seis anos depois, o trio brindou o clube com o título da Copa dos Campeões da Europa — como era chamada a Champions League à época — vestindo a camisa do próprio Milan.

Marcos Paulo Lima

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