Institucionalidade para ganhar tempo

Crédito: Kleber Sales
Publicado em 6x1, Banco Master, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, PP, Senado, STF, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

As relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e o confronto com o ministro André Mendonça, ficaram fora da sessão do Supremo Tribunal Federal esta semana, num jogo combinado para mostrar que a Corte não deixará de cuidar das suas obrigações, apesar da crise que se abate sobre o topo do Poder Judiciário. O que se diz no STF é que se os temas viessem à tona no colegiado, sem combinação prévia, será a terceira guerra mundial. A ordem é esperar a poeira decantar e viver cada dia com sua agonia, enquanto o Supremo tenta juntar os cacos.

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Pés no chão/ O fato de adiar as decisões não significa apatia. Os ministros sabem que será difícil preservar todo o colegiado. E dada a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para avaliar os pedidos de impeachment contra ministros do STF — em especial Moraes —, a Corte tem plena consciência de que não pode mais desconhecer as relações entre Moraes e Vorcaro e de Vorcaro com outros. Sabe que terá que tomar atitudes, especialmente, diante das pressões para a renúncia de Moraes. O problema, agora, é buscar a melhor forma de sair dessa crise, preservando a instituição. Essa ferramenta ainda está em construção.

É só o começo…

Nos bastidores do debate do Correio Braziliense/TV Brasília com os candidatos ao Governo do Distrito Federal, o que mais se comentava eram as delações que vêm por aí. A prometida pelo dono da Reag, João Carlos Mansur, que geria fundos de investimentos relacionados a Vorcaro, é no atual momento a que tem mais potencial para “quebrar a banca”.

… e vem mais

A avaliação geral dos atores no DF é de que o ministro Mendonça se precipitou ao tratar das denúncias envolvendo o ministro Moraes. Porém, para que tenha feito isso, estava muito pressionado. E ameaçado.

Mais uma vaga no TCU

A Câmara dos Deputados deve indicar mais um deputado para o Tribunal de Contas da União, em novembro. Fontes ligadas ao TCU afirmam, em conversas reservadas, que o ministro Augusto Nardes deve se aposentarem 13 de novembro, antecipando a saída em um mês. O que se comenta é que a vaga será do Progressistas e o partido não descarta indicar o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (AL).

Planos eprojetos

Lira, porém, tem outros planos para 2027. É candidato ao Senado em Alagoas e, se vencer, não deixará os tapetes azuis para assumir uma vaga no TCU. O que Lira almeja, obtido o mandato de senador, é uma cadeira no clube que comanda a Casa.

CURTIDAS

Perguntem para o Flávio/ Parlamentares do PL não conseguem esconder a irritação quando alguém lhes pergunta sobre a prestação de contas do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Dark Horse. Afirmam que há uma prestação de contas e não comentam mais a atuação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro nessa busca por investimento junto a Daniel Vorcaro. O senador que se vire para responder.

Abstenção e vantagem/ Aliados de Flávio avaliam que dois dos três segmentos que apoiam majoritariamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua reeleição terão uma alta taxa de abstenção: os mais pobres e idosos. Com isso, a campanha projeta que os números das pesquisas não estão captando algo em torno de 3% a 4% a mais de intenções para o filho 01.

Visões diferentes/ Enquanto a oposição reclamava da falta de audiências públicas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para discutir o fim da escala 6 x 1, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), divergiu, citando um projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) para o mesmo fim: “Fizemos duas audiências públicas no ano passado e só compareceram o autor, o relator e eu”, argumentou.

Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Enquanto isso, no Rio de Janeiro…/ A esquerda fluminense está bem animada com a campanha no estado. Candidatos avaliam que, após as investigações que retiraram o ex-governador Cláudio Castro (foto) da disputa, o desempenho dos esquerdistas tem sido além do esperado. O campo projeta conseguir eleger a deputada Benedita da Silva (PT) ao Senado e equilibrar as cadeiras na Casa.

“Polarização pode fazer parte da vida, mas não pode conduzir ao ódio, a olhar ao outro como inimigo. O anormal é demonizar quem pensa diferente de você e ver o outro como inimigo” Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, ao comentar a importância do debate Igreja e Politica — Diálogos dos Cardeais do Brasil, promovido pela Rede Vida de tevê, em parceria com outras emissoras católicas

A economia e as narrativas sobre o funcionalismo

Crédito: Maurenilson Freire
Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, IA, Orçamento, PL, Política, Reforma Administrativa, Segurança Pública, Senado, STF, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 1⁰ de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire
Crédito: Maurenilson Freire

Com a entrega do Orçamento da União ao Congresso esta semana e os projetos em pauta, o presidente Lula se prepara para dizer, no horário eleitoral, que seu governo acena com responsabilidade fiscal sem tirar de cena os programas sociais. Encaixará nesse discurso pontos levantados pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sobre uma reforma administrativa que “enfrente as corporações” . Durante a participação no Macro Day, do BTG Pactual em São Paulo, Marinho não esmiuçou a proposta de reforma administrativa, mas disse que é preciso enfrentar as corporações, algo que, na visão dele, o atual governo não fará. Há um receio, no poder público de forma geral, de que essa reforma administrativa reduza o ingresso por concurso em alguns cargos e que isso represente um afrouxamento nos mecanismos de controle. Incluídos aí a Receita Federal, a Polícia Federal, o Ministério Público, o próprio Coaf — o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que, hoje, alerta todas essas instituições a respeito das transações financeiras atípicas.

Retorno ao passado/ Um grupo pensa, inclusive, em recuperar a frase do então presidente Jair Bolsonaro, numa reunião em 2020, quando ele foi direto ao dizer que não esperaria “f.. a família” , para trocar alguém de segurança na ponta. “Se não puder trocar, troca o chefe, se não puder trocar, troca o ministro” . Aliás, com a campanha esquentando, as frases antigas de Bolsonaro serão revisitadas por todos os adversários.

Lula e Alcolumbre I

Ao indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga de Bruno Dantas no Tribunal de Contas da União (TCU), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, garante um lugar de peso para o seu aliado, mas não sela a sua pacificação com Lula, uma vez que este posto já é de indicação dos senadores. O que falta para dar os 100% entre Lula e o senador amapaense é Alcolumbre desmontar as travas para a aprovação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal.

Lula e Alcolumbre II

Como o leitor da coluna já sabe, o presidente Lula não desistiu de indicar o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF) e planeja fazer isso depois da eleição. Porém, já tem gente apostando que Bruno Dantas não teria deixado o cargo sem a promessa de uma indicação ao STF. Com isso, duas das possíveis quatro novas vagas na Suprema Corte seriam destinadas a homens.

Vão dificultar

A oposição no Senado promete uma votação demorada da PEC do fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para isso, preparou um kit obstrução robusto para comissão e plenário, caso necessário, e garante que votará contra o texto, diferentemente do que ocorreu na Câmara. De acordo com senadores ouvidos pela coluna, a oposição não irá se “furtar” do compromisso com o Brasil e com quem gera emprego no país, diferente dos deputados que não bancaram o voto contrário. “Lula está buscando a bala de prata, que não ocorrerá” , diz o senador Rogério Marinho.

Convocação geral

Parlamentares da base do governo Lula estão a caminho de Brasília nesta semana para a possível votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 no Senado. Mesmo em período eleitoral, deputados e senadores estão confirmando presença no Congresso Nacional hoje e, principalmente, amanhã. A expectativa no Parlamento é a de que o texto seja aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) amanhã.

CURTIDAS

Efeito Cury/ Se as futuras pesquisas confirmarem o crescimento de Augusto Cury nas pesquisas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá que rever a sua disposição de não participar de debates. Pelo menos essa é a opinião de deputados que apoiam a candidatura do senador. É que, com vários representantes mais conservadores no páreo, quem não se apresentar corre o risco de perder a torcida.

O entusiasmo fala/ Se alguém tinha alguma dúvida sobre para que lado pende o coração de, pelo menos, parte dos barões do mercado financeiro nesta eleição, agora não tem mais. Na plateia do Macro Day, do BTG Pactual, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro, foi ovacionado ao dizer que era preciso tirar o PT.

Novos tempos/ Para a mesma plateia do BTG, o vice-presidente Geraldo Alckmin havia dito antes do senador potiguar que há uma tendência natural no mundo de redução da jornada (e/ou escala) de trabalho e que era possível a aprovação da PEC esta semana. Teve gente se remexendo na cadeira.

Crédito: Washington Costa

E a segurança, hein?/ Logo depois de se referir à segurança pública como algo que a Constituição atribui aos estados e não à União, o ministro da Fazenda, Dario Durigan (foto), se referiu ao aniversário de um ano da Operação Carbono Oculto, que desbaratou um esquema do crime organizado para lavar dinheiro usando postos de combustíveis e fundos de investimentos. E foi além, ao dizer que está-se montando um sistema de IA para a realização de uma Carbono Oculto a cada dois meses. Se for por aí, avaliam governistas, Lula pode ter um passe para entrar com o pé certo no discurso de combate ao crime organizado.

Colaborou Luiza Altoé

Fachin e os abusos antidemocráticos

Publicado em coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, STF, TCU, União Europeia

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 4 de julho de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Em Montevidéu, onde participou de um encontro jurídico internacional, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, voltou a abordar um tema que se tornou central nos últimos anos: as ameaças contemporâneas à democracia. Se antes conspirações militares e insurreições golpeavam os regimes democráticos, os perigos atuais ocorrem dentro do próprio regime, ou, como se dizia no Brasil em 2022, “dentro das quatro linhas da Constituição”.

Para Fachin, há um “constitucionalismo abusivo” a corroer as bases do ordenamento democrático. Essa erosão ocorre por meio de reformas legislativas, manipulação de instituições de controle e concentração progressiva de poder. Na realidade brasileira, esses desvios e distorções promoveram, ao longo dos anos, como uma hipertrofia do Parlamento no controle orçamentário, críticas crescentes a decisões judiciais e ao sistema de Justiça, tensionamento institucional entre os Poderes da República.

Há outros fatores de risco, como a disseminação do discurso do ódio nas redes sociais, a infiltração do crime organizado na política e na economia e as conexões internacionais do extremismo. Como guardião do ordenamento constitucional, o Judiciário é o Poder mais pressionado pela recessão democrática.

Lista de convocados

A Polícia Federal estuda quebrar os sigilos bancários e financeiros dos 20 nomes presentes na lista encontrada durante investigação contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. O documento foi encontrado na 5ª fase da Operação Unha e Carne, realizada na última quinta-feira. Iniciada em 2021, a investigação apura uma suspeita de lavagem de dinheiro da cúpula do jogo do bicho, além de conexões com parlamentares dos Poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

Custo Europa

O bloqueio sanitário à carne brasileira anunciado pela União Europeia acendeu um alerta para governo e agronegócio nacional. O medo é que haja um repique inflacionário nos preços das carnes, principalmente na de frango, a mais consumida no país. Internamente no setor, a avaliação é que as restrições devem elevar o custo da produção e isso será refletido no preço para o consumidor.

Melhor se preparar

Cálculos que circulam entre técnicos do governo e de representantes do setor, indicam que o impacto sobre a cadeia do frango pode chegar a R$ 0,15 por kg, totalizando R$ 2 bilhões repassados aos consumidores brasileiros.

E Bolsonaro, hein?

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em manter a prisão domiciliar. Interlocutores próximos ao ex-presidente afirmam à coluna que ele e a esposa, Michelle Bolsonaro, cumpriram tudo o que foi exigido e prometido a Moraes. Muitos afirmam que Michelle está praticamente presa com Bolsonaro, e por isso não haveria motivos para o ministro negar o pedido da defesa.

Michelle curtiu

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) parabenizou, ontem, a comunidade surda após o governo Lula anunciar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos. Na postagem, Michelle avaliou que a medida lançada pelo MEC é “um sonho realizado” e que a educação bilíngue de surdos trouxe mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. “Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidades para todos”, escreveu a madrasta do principal rival de Lula na corrida presidencial.

Fome de poder

Partidos de centro têm manifestado incômodo com a postura do PL de querer todas as vagas majoritárias em chapas estaduais e nacionais. À coluna, interlocutores demonstraram insatisfação com a fome de protagonismo da legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em alguns estados, como no Distrito Federal, o PL tem forçado negociações e quebra de acordos previamente realizados. “Não dá para ter tudo”, dizem políticos em conversas reservadas.

Crédito: Reprodução TV Brasil

A vez de Zema

Mais um pré-candidato à Presidência será ouvido por parlamentares, lideranças empresariais e representantes do setor produtivo em Brasília. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo, foto) é o convidado desta semana na Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN) e no Instituto Unidos Brasil (IUB). A reunião-almoço será no próximo dia 8, a partir das 13h.

TCU e El Niño

Na próxima semana, o Tribunal de Contas da União (TCU) realizará o painel Impactos do El Niño e preparação do Estado para eventos climáticos extremos. O encontro reunirá especialistas e órgãos governamentais para confrontar, com base em cenários prováveis, riscos concretos para a população, a agricultura e a infraestrutura.

Governança ambiental

A Corte pretende analisar como a governança avalia riscos diante de eventos climáticos extremos. O ministro Augusto Nardes será o coordenador do debate na sede do TCU. O evento é terça-feira, das 14h às 17h30, com transmissão pelo YouTube.

Colaboraram Renato Souza e Luíza Altoé

Senado em dificuldades para segurar a 6 x 1

Publicado em 6x1, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, MDB, Política, Senado, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 10 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Maurenilson Freire

A contar pelo número de senadores que deseja aprovar o fim da escala 6 x 1, aqueles que pregam esperar mais para apreciar o texto terão problemas em fazer valer suas vontades. Muitos independentes já disseram que votam a favor e, para completar, as negociações para nomear logo um relator seguem quentes. Até aqui, o nome do líder do PSD no Senado, Omar Aziz (AM), tem sido considerado forte entre alguns parlamentares para relatar essa Proposta de Emenda Constitucional (PEC). Aziz chegou a se reunir com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD- BA), e tinha uma reunião marcada com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP).

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É ganha-ganha para Aziz/ O senador pelo Amazonas ganharia muito com a relatoria, uma vez que é pré-candidato ao governo do estado e amarraria os votos da bancada do partido de Gilberto Kassab em favor da proposta — diferentemente do que aconteceu na votação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

E o MDB do DF, hein?

O presidente do partido, deputado Baleia Rossi (SP), tem dito a amigos que a Executiva Nacional caminhará no sentido de pacificar seus integrantes no Distrito Federal. Hoje, essa pacificação seria mais sedimentada com o apoio à candidatura da governadora Celina Leão (PP) à reeleição. Porém, nada disso será definido agora.

Veja bem

O MDB não quer saber de ter que custear mais uma candidatura de governador. A prioridade aqui ainda é a eleição de deputados federais e de Ibaneis Rocha senador. Porém, muita gente diz que é preciso dar tempo ao tempo para que se saiba tudo sobre a relação BRB-Master. Assim como no Rio de Janeiro, onde Cláudio Castro foi obrigado a sair de cena para se defender, é necessário esperar para ver se algo semelhante ocorrerá no DF com os candidatos aos mais variados cargos.

Subiu o sarrafo para Vorcaro

A decisão da Justiça das Bahamas, que reconheceu a liquidação do Banco Master, deixa o ex-banqueiro Daniel Vorcaro um pouquinho mais distante da delação premiada. Até aqui, o principal ponto atrativo do acordo estava calcado na devolução de dinheiro. Com as autoridades brasileiras e a equipe de liquidação do banco podendo correr atrás dos recursos lá fora, oferecer esses recursos diminui de importância.

“Vamos aprovar”

Senadores ligados ao agronegócio afirmam que votam hoje a securitização das dívidas dos produtores rurais, com ou sem acordo. Em conversas reservadas, afirmam ter votos suficientes para aprová-la no Senado. E mais: derrubam um possível veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse foi, aliás, um dos assuntos comentados nos bastidores da festa junina da Frente Parlamentar do Agro.

CURTIDAS

Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press

Pauta de todos/ Com o fim gradual dos ICMS e ISS até 2032, quando a Reforma Tributária e as leis vinculadas a ela forem implementadas, deputados tentam construir apoio para aprovar mais uma PEC sobre o tema. A ideia é permitir que estados e municípios atualizem suas legislações de incentivo à cultura e ao esporte.

E para todos/ Atualmente, essas duas áreas recebem uma parte do ICMS e do ISS em várias unidades da Federação. E se não houver previsão legal para que isso seja mantido no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), essa provisão acaba. A PEC conta com 171 assinaturas de partidos, como PT, PCdoB, PSol, PSD, PSB, PDT, Novo, Republicanos, PP, União Brasil e PL.

TCU e o Master/ No dia 17, o ministro Augusto Nardes (foto), do Tribunal de Contas da União (TCU), participa do tradicional “Café com Autoridade”, promovido pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Falará sobre governança e relações de poder em tempos de crise. O debate deve abordar o caso Master, marcado por problemas de governança, corrupção e da relação promíscua com o BRB.

Rodada de presidenciáveis/ A Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) pretende ouvir os pré-candidatos à Presidência nas próximas semanas. O primeiro será o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que estará no almoço da entidade no dia 16. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ainda está acertando a data. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula também foram convidados, mas ainda não confirmaram presença.

Reformas estruturais na saída para 2027

Publicado em coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Orçamento, Política, TCU

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 17 de maio de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Crédito: Pacífico

Enquanto a corrida eleitoral para as eleições presidenciais deste ano parece dar sinais de que vai ter tiro, porrada e bomba, investidores estrangeiros estão mesmo de olho no que o vencedor das urnas pretende fazer para resolver os problemas fiscais do Brasil a partir de 2027, quando a dívida pública bruta pode encostar em 100% do Produto Interno Bruto (PIB) pelas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). O discurso de campanha dos pré-candidatos certamente evitará esse assunto espinhoso, o que não vai evitar um “estelionato eleitoral” após a posse, porque as reformas estruturais serão inevitáveis no início do próximo ano, de acordo com os fundos.

Um economista de um grande banco brasileiro conta que conversou com vários representantes de fundos norte-americanos nos últimos dias e contou que eles estão acompanhando o Brasil nos detalhes e conhecem tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que seguem empatados tecnicamente nas pesquisas recentes. “Sinto que eles não veem muita diferença nos cenários econômicos entre ambos os candidatos, e a principal preocupação desses fundos é com as reformas. Acham que quem vencer vai ter que fazer, e não vai ter saída”, afirma o economista em conversa reservada ao Correio.

Enxugando gelo

O especialista em contas públicas Gabriel Lealde Barros, economista-chefe da ARX Investimentos, também faz alerta sobre os riscos fiscais crescentes após novo pacote de subsídios sobre combustíveis anunciado pelo governo federal na semana passada. Para ele, isso não vai ajudar a resolver o problema da questão das pressões inflacionárias. “Subsídios e subvenções não estão funcionando, é enxugar gelo. Os preços seguem subindo. Não resolvem”, disse.

Impacto dos subsídios

Conforme estimativas da Warren Investimentos, a retirada da taxa das blusinhas e nova subvenção no preço da gasolina têm impacto fiscal de R$ 1,2 bilhão e de R$ 4,3 bilhões, respectivamente, ambos para vigência em parte dos meses de 2026. Com essa nova providência, a entidade projeta um custo de R$ 35,14 bilhões do conjunto de medidas destinadas a conter os efeitos da alta do barril de petróleo sobre os preços internos dos combustíveis. O custo líquido é calculado em R$ 15,86 bilhões, “deduzidos os R$ 19,28 bilhões que estimamos para as medidas que elevam a tributação, notadamente a introdução de alíquota sobre a exportação de petróleo”.

Cuidado com os números

De acordo com o relator da revisão do teto do Microempreendedor Individual (MEI), Jorge Goetten (Republicanos-SC), os cálculos da Receita Federal sobre a renúncia fiscal, caso o projeto seja aprovado, estão errados. A Receita estima a perda de R$ 65 bilhões, enquanto os técnicos da Comissão Especial calculam algo em torno de R$ 20 bilhões a R$ 25bilhões. E para Goetten, se o Executivo conseguiu R$ 15 bilhões para o Desenrola 2.0, poderia conseguir o valor estimado para os MEI.

Só tem um probleminha…

O relator espera aprovar o texto ainda este ano, gostaria de votar em junho, mas existe a possibilidade de ser apreciado somente em novembro, após as eleições. Contudo, o prazo para que os MEI possam aderir ao Simples Nacional acaba em setembro, então, mesmo que se vote em novembro, quem seria beneficiado não poderá ingressar no sistema por não ter previsibilidade do que vai acontecer

PT define nomes no DF

O diretório do PT no Distrito Federal escolheu, na última sexta-feira, a nominata de pré-candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. Serão eles: o ex-governador do DF Agnelo Queiroz, a ex-reitora da Universidade de Brasília (UnB) Márcia Abrahão, o ex-secretário do Ministério da Justiça Marivaldo Pereira, o ex-deputado Roberto Policarpo, ex-diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) Rosilene Corrêa, a drag queen e militante do MST Ruth Venceremos e a ex-diretora dos Direitos dos Animais do Ministério do Meio Ambiente Vanessa Bicho Negrini. O advogado Marivaldo foi candidato ao Senado em 2018, alcançando mais de 83 mil votos e é uma das apostas petistas para a Casa.

Posse no TCU

O deputado federal Odair Cunha (PT-MG) toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), na próxima quarta-feira (20), à partir das 14h30. O novo integrante da Corte de Contas assume a vaga aberta em razão da aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. A solenidade será transmitida pelo canal do TCU no YouTube e contará com a presença do presidente Lula.

No comando na Anbima

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) tem um novo presidente, o administrador Roberto Paris. Graduado pela Universidade Paulista (Unip) e com MBA em Finanças pelo Insper, o executivo tomará posse, nesta segunda-feira (18), na renomada Casa Fasano, em São Paulo. A cerimônia terá, na abertura, o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly. Diretor executivo do Banco Bradesco desde 2019, Paris acumula mais de 38 anos no mercado financeiro, período integralmente dedicado ao grupo Bradesco, onde ingressou em 1987.

Os respingos em Messias

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, emendas, Política, Senado, STF, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 16 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A crise aberta entre Legislativo e Judiciário, depois da apresentação do relatório da CPI do Crime Organizado, terá reflexos nos votos de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. É que começa a se cristalizar na Casa a ideia de que, diante da tensão entre Senado e STF, com pedidos de indiciamento de ministros — algo já rejeitado no Senado —, e a reação da Corte — com pedido de investigação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) —, o melhor no momento é pisar no freio quanto à escolha de um ministro para o Supremo. Ainda mais em se tratando de um indicado tão afeito a um lado da política. Nesse sentido, o trabalho do governo daqui até 28 de abril, data da sabatina de Messias no Senado, será separar essas estações e acalmar os ânimos entre os dois Poderes. Serão 11 dias para cuidar da relação entre a “Casa dos Onze” e o Senado, a fim de garantir maioria dos 81 senadores favoráveis a Messias, o que ainda está incerto.

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Quem chega para ajudar/ Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) entrou em campo para tentar ajudar Messias. Quem ainda não entrou de corpo e alma nesse barco foi o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda tem dificuldades em abraçar a campanha do advogado-geral da União para o STF.

Conselhos para Sidônio

Aliados de Lula foram ao ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, dizer que o discurso do governo sobre o fim da escala 6 x 1 não pegou e que o povo nem sabe do que se trata de conceder uma folga a mais aos trabalhadores que só têm o domingo, ou outro dia na semana. A ideia desses amigos do presidente é que o governo fale mais que o objetivo da proposta é que as pessoas tenham dois dias de folga para cuidar da vida e… orar. De quebra, ajuda até a chamar a atenção do eleitorado evangélico.

Por falar em 6 x 1…

Enquanto o Centrão defende que não é hora para se discutir sobre o fim da escala 6 x 1, o governo tenta convencer os parlamentares a optarem pelo projeto de lei: é que, em caso de criarem muitos problemas com a nova escala de trabalho, o PL é de mais fácil tramitação do que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A base governista vai usar esse argumento para defender a discussão do texto com urgência constitucional, enviado pelo Planalto esta semana.

A cobrança da Reforma Administrativa

O 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, com o tema eficiência na gestão pública, trouxe à baila a Reforma Administrativa e a necessidade de destinação das emendas parlamentares a obras estruturantes. “São R$ 50 bilhões em emendas e cadê as obras estruturantes?”, perguntou o ex-governador do Mato Grosso Mauro Mendes.

Por falar em emendas…

O ministro Antonio Anastasia, do Tribunal de Contas da União (TCU) — que já foi senador —, defendeu as emendas como instrumento de gestão. “É um recurso para localidades que, muitas vezes, não recebem recursos”, afirmou. Ele acredita que não se deve criminalizar as indicações, mas que o TCU deve fiscalizar e punir os desvios. “O grande empenho neste momento é que seja identificado um plano de trabalho adequado para que essas emendas tenham, de fato, sua origem, seu destino, e qual será seu percurso. E será objeto de avaliação permanente pelo TCU, que tem capacidade, legitimidade e estrutura administrativa para fazer isso em relação aos recursos federais”, disse, logo após o 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense.

CURTIDAS

Crédito: TV PT/Reprodução

Cálculos na ponta do lápis I/ Davi Alcolumbre foi incisivo ao afirmar que não pautará mais nenhum projeto de lei que cria piso ou impacto financeiro nas contas do governo federal, estaduais ou municipais. A fala vem em meio à votação, na Câmara dos Deputados, de uma PEC que destina 1% da receita corrente líquida dos entes federados à Assistência Social.

Cálculos na ponta do lápis II/ “A minha decisão é não botar na pauta nenhum (piso), mas ouvir vossas excelências para agente buscar entendimento com o governo federal, estados brasileiros, municípios e decidir em conjunto quais as matérias vamos deliberar no plenário do Senado que impactam, direta ou indiretamente, as finanças públicas no Brasil, para que a gente possa manter o equilíbrio das contas”, justificou Alcolumbre.

Contagem de votos/ Após a aprovação da indicação do deputado mineiro Odair Cunha (PT-MG) ao TCU, seus aliados estão contando os votos. Alguns relataram à coluna que antes de chegarem ao Plenário eram esperados cerca de 280 votos, mas, com a porcentagem dos “traidores”, acreditavam que ficaria entre 250 votos. Já perto da votação, o partido contou 308 votos, cinco a mais do que o resultado final, e são justamente esses “traidores” que os aliados de Cunha procuram para cobrar o combinado.

Mineiros no TCU/ Depois dos pernambucanos, chegou a vez dos mineiros. O ministro Antonio Anastasia deu boas-vindas ao futuro novo ministro Odair Cunha. Inclusive, lembrou que os dois são da mesma região de Minas Gerais, algo que não ocorria há algum tempo na corte. O TCU, há alguns anos, chegou a ter três ministros de Pernambuco: o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ex-ministro da Educação e de Minas e Energia, José Jorge; e a ex-deputada Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco e ex-ministro Eduardo Campos, e avó do presidente do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos (foto).

Muito além do TCU

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Eleições, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 15 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

A disputa em torno da vaga ao Tribunal de Contas da União (TCU) foi lida por muitos como uma prévia sobre a disputa da Câmara, em fevereiro de 2027 — o verdadeiro objetivo de Elmar Nascimento (União-BA). Quando da eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB), em 2025, o parlamentar baiano chegou a lançar uma pré-candidatura, mas desistiu no meio do caminho. Agora, nesse intrincado jogo político que envolveu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tentando demonstrar influência na Câmara como partícipe de uma derrota do PT, Elmar bateu o pé. Não quis saber de desistir. Queria testar a sua capacidade de angariar votos no Plenário. Obteve 96. Ficou demonstrado que, sem o apoio dos demais partidos de centro e só com os bolsonaristas, Elmar não faz verão.

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Motta larga na frente/ A votação de Odair Cunha(PT-MG) foi resultado de um trabalho que envolveu todos os aliados do governo. E colocou o presidente da Câmara como um player para fevereiro do ano que vem, caso seja reeleito deputado. Se a votação fosse apertada — ou seja, menos da metade da Câmara — ou num caso de derrota, Motta estaria fora do jogo de 2027. Não está. E, ao que tudo indica, a parceria com o PT está em construção.

Água mole em pedra dura

Dessa vez, os senadores conseguiram enterrar o relatório da CPI do Crime Organizado, que propunha o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal(STF). Mas, dado o andar da carruagem, ocerco está se fechando. A oposição levaráesse assunto para os palanques eleitorais —físicos e eletrônicos.

A escolha de Alcolumbre

Ao quebrar o jejum de comparecimento às solenidades do Palácio do Planalto, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), tenta se colocar como uma opção à esquerda de Tereza Cristina(PP-MS) para presidir a Casa, a partir de fevereiro de 2027. Em seu discurso, ainda puxou Hugo Motta para uma dobradinha, ao sair em defesa do deputado.

Operação resgate

O PL e aliados do ex-deputado Alexandre Ramagem não desistiram de tentar ajudá-lo a ser solto nos Estados Unidos. O plano agora é realizar uma apresentação aos embaixadores norte-americanos no Brasil e convencê-los de que o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é um perseguido político. É dessa forma que esperam que o asilo político de Ramagem seja aceito.

Noves fora…

Flávio Bolsonaro chegou a telefonar para Elmar Nascimento para pedir-lhe que desistisse da candidatura e abrisse caminho para o nome do PL, Soraya Santos (PL-RJ). Contudo, com a negativado deputado, só restou ao PL partir para apoiá-lo e tentar dificultar a vida de Odair Cunha. Nisso tudo, fica uma lição: Flávio pode até controlar seu próprio partido, mas não tem poder de mando em outras legendas.

CURTIDAS

Crédito: Elaine Menke/Câmara do Deputados

Soou esquisito I/ Representantes da bancada feminina estranharam o discurso do deputado Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) no plenário, criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter trocado ministras mulheres por homens no Executivo. Sobretudo porque, ao término, ele pediu o voto útil em Elmar Nascimento, a fim de derrotar Odair Cunha na corrida à vaga do TCU.

Soou esquisito II/ Sóstenes lembrou que “o governo atual, que falou que ia valorizar mulheres, trocou sete delas por homens”. Só que o grupo mais alinhado a Flávio Bolsonaro pressionou e conseguiu rifar a postulação da deputada Soraya Santos (PL-RJ, foto) para encorpar a frente contra Cunha.

O corpo fala/ As apostas de que Soraya desistiria de concorrer ao TCU começaram quando ela saiu quase que “bufando” da reunião do PL. Nos bastidores, os parlamentares mais experientes diziam que ela era a candidata mais “perigosa” contra Odair Cunha. Afinal, em fevereiro de 2019, derrotou o deputado Giacobo (PR-PR), que era o candidato oficial para a Primeira-Secretaria da Câmara naquele ano.

Gestão desafiadora/ O presidente do BRB, Nelson Souza, confirmou presença hoje no 6º Summit Lide-Correio Braziliense, cujo tema é “Eficiência na Gestão Pública”. O seminário começa às 8h,no hotel Brasília Palace.

Um mantra na eleição para o TCU

Publicado em coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, Política, Senado, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 14 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

A defesa das emendas parlamentares ao Orçamento e cobranças para a redução do volume de Restos a Pagar (RAPs) formam a base do discurso de todos os candidatos a ministro do Tribunal de Contas da União(TCU). Da situação à oposição, todos defenderam esses dois pontos, num sinal de que, quem quer que ocupe o Poder Executivo, terá que conviver com o desejo dos congressistas de controlar o Orçamento. “Não podemos ser criminalizados no ato de indicar”, defende o deputado Odair Cunha (PT-MG), candidato com as bênçãos do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e fruto do acordo para a eleição da Mesa Diretora, em 2025. “Só para terem uma ideia, em 2025 nos Restos a Pagar, acumulamos um déficit orçamentário da ordem de R$ 62,8 bilhões. Ou seja, mesmo sendo oriundo de uma emenda impositiva, esse pagamento fica ao critério da priorização do Poder Executivo”, completa o deputado Danilo Forte (PP-CE), indicado pelo PSDB para o TCU.

Por falar em Restos a Pagar…/ O estoque de RAPs dos anos anteriores chega a R$ 390 bilhões. A briga dos deputados — e o que faz parte do discurso para o TCU — é no sentido de liberar tudo o que estiver relacionado a emendas. A defesa das emendas está diretamente relacionada ao aumento das investigações sobre essas propostas. A avaliação geral é de que um ministro do TCU que entenda o trabalho legislativo é essencial para evitar a criminalização do instrumento.

Ajude…

A inclusão do deputado José Guimarães (PT-CE)no primeiro escalão do governo como ministro de Relações Institucionais leva para mais perto de Lula um nome que dialoga bem com o Centrão, grupamento dividido hoje entre os vários postulantes ao Planalto. A função dele será assegurar essa proximidade dos partidos ao governo Lula.

… e não atrapalhe

A nomeação de Guimarães tira do PT a indicação de um candidato de peso ao Senado no Ceará. Agora, as duas vagas de senador estão livres para que o governador-candidato, Elmano de Freitas (PT), possa atrair aliados.

O teste da amizade

A prisão de Alexandre Ramagem pelas autoridades norte-americanas levará o bolsonarismo a modular o discurso em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Por enquanto, a ordem é tratar a prisão como “meramente migratória”, conforme definiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mas, se Ramagem for deportado, será um sinal de que a amizade com o governo dos EUA tem limites.

Mão na massa

A liderança do governo no Senado, junto coma consultoria da Casa, produziu um material mostrando como a Lei da Dosimetria vai modificar as progressões e os cumprimentos de pena, caso o veto seja derrubado no fim do mês. Os dados apontam que, em casos de réus primários de crime hediondo, o cumprimento da pena cai de 70% para 40%. Em caso de feminicídio, um condenado na mesma condição cumpriria 55% da pena e não 75%.

Ajuda para Bolsonaro

Os especialistas apostam que o principal instrumento da dosimetria que pode ajudar a regressão de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro é a mudança no regime domiciliar, em que os presos poderão abater da pena dias de trabalho ou de estudo.

CURTIDAS

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Na lida…/ Afastado do governo do Pará para concorrer ao Senado, o ex-governador Helder Barbalho aproveita o tempo com uma agenda externa. Ele se reuniu com a economista franco-americana Esther Duflo, Prêmio Nobel de ciências econômicas. Trataram da implantação da proposta construída na COP30, sobre a criação do “Pix do clima”. O uso desse instrumento ajudaria a garantira transferência direta de recursos financeiros a famílias impactadas pelos efeitos das mudanças climáticas, especialmente, na Amazônia. Helder está empenhado em transformar esse projeto em realidade.

…e nos eventos/ O encontro com Esther se deu por ocasião da participação do ex-governador no Brazil Project, em Harvard. O Brazil Project é uma iniciativa de estudantes brasileiros na universidade norte-americana e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT.

Gestão Pública…/ A governadora doDistrito Federal, Celina Leão (foto), abre amanhã, no Brasília Palace Hotel, o 6ºBrasília Summit Lide-Correio Braziliense, com o tema “Eficiência na Gestão Pública”, assunto desafiador para todos aqueles que concorrem ou pretendem concorrer a um mandato eletivo.

… em debate/ O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, participará do painel “Infraestrutura e Inovação: as boas práticas na administração pública”, ao lado do ministro do TCU, Antonio Anastasia, e os CEOs Giuseppe Mendes, do escritório Pinheiro Mendes Advogados, e Gustavo Montezano, fundador da Yvy Capital.

Uma confusão que requer esclarecimentos

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Eleições, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 12 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Pacífico

É assim que alguns juristas têm se referido à tramitação do caso do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo, que hoje está em pauta no Supremo Tribunal Federal (STF), gerou mal-estar entre a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, e o ministro Gilmar Mendes ao longo da semana passada, quando discutia-se se a escolha do substituto deve ser feita por eleição direta ou indireta. Mendes acusou o TSE de “lentidão” no julgamento do caso, o que causou “dúvidas” sobre como deve ser a eleição. Cármen disse que o TSE agiu com rigor. Uma olhada na tramitação do processo indica que a então ministra-relatora, Isabel Gallotti, liberou o tema para pauta em 27 de junho do ano passado. O processo entrou em 4 de novembro. Gallotti apresentou seu voto pela cassação e inelegibilidade de Castro por oito anos em 05 de novembro. A votação final, porém, só veio a ocorrer em 24 de março deste ano. A maioria acompanhou a relatora, que deixou o tribunal em 18 de novembro de 2025, meses antes da renúncia de Castro, em 23 de março, na véspera do desfecho do caso, o que levou a ressalvas em muitos votos. Entre a liberação do processo e a conclusão do julgamento, transcorreram cerca de dez meses.

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A certidão de julgamento, incluída no sistema do TSE, é alterada em 25 de março, e só a última versão menciona a eleição indireta, que não estava no voto de Isabel Gallotti, uma vez que ela havia determinado a cassação do diploma de Castro, com o cumprimento imediato da decisão. Essa deliberação, a favor da eleição indireta, não estava no voto vencedor, proferido por Gallotti em novembro do ano passado. Essas questões é que fizeram o ministro Flávio Dino pedir vistas à espera do acórdão. Enquanto esse documento não for publicado, Dino não votará. Que venha o documento do TSE, com todos os votos detalhados, para que as dúvidas sejam esclarecidas e esse caso tenha um desfecho.

Aliás…

O caso Cláudio Castro é visto por muitos como a certeza de que esses processos sobre perda de mandato e cassação de diplomas precisam de uma reforma. Os pedidos de vistas precisam ser mais céleres no TSE, uma vez que esse julgamento final ocorreu sem a presença da relatora, mencionada do início ao fim, com uma chuva de agradecimentos. Por isso, já tem gente se referindo de forma irônica àquela reunião como uma sessão espírita. E, se não houver uma reforma sobre essas tramitações, muitos processos correm o risco de virar caso de polícia.

Pressão sobre Lula…

A pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana deixou claro que o presidente Lula corre o risco de derrota para qualquer um dos três que chegue ao segundo turno, seja o senador Flávio Bolsonaro, seja os ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado, ou de Minas Gerais Romeu Zema. Flávio aparece um ponto à frente do petista e os outros dois muitos próximos.

…e sobre Flávio

Dada a alta rejeição do senador, o filho de Jair Bolsonaro também não está deitado em berço esplêndido. Ele chegou até aqui com o recall do bolsonarismo. Mas as performances de Caiado e de Zema num segundo turno indicam que, se Flávio não apresentar capacidade de gestão, corre o risco de ver essa amplitude do primeiro turno migrar para outros nomes da direita, uma vez que, na pesquisa espontânea, 42% dizem não saber em quem votar.

O que o Brasil quer ser em2050? Ninguém sabe. Agente se comporta como um país rico, está longe de ser essa realidade. Não temos projeto nacional, estamos sem visão e com deficit de lideranças capazes de ir atrás de soluções para o nosso país” Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR

CURTIDAS

Crédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Semana de tensão/ A votação para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) vai provocar muita confusão esta semana na Câmara dos Deputados. O Centrão não se entende e colocou o tema como um teste da correção de forças na Casa. O presidente Hugo Motta, porém, só pensa em cumprir o acordo que permitiu a sua eleição, dando uma ajuda ao candidato do PT, Odair Cunha (MG / foto).

Os sabatinados/ Esta semana o Senado pretende ouvir cinco indicados para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dois para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Para o CNJ, são a ministrado TST, Kátia Magalhães Arruda, e os juízes Ilan Presser, Andréa Cunha Esmeraldo, Paulo Regis Machado Botelho e Noemia Aparecida Garcia Porto. E para o CNMP, Márcio Barra Lima, indicado na vaga do Ministério Público Federal, e Carl Olav Smith, indicação do Superior Tribunal de Justiça.

Preparo pras eleições/ O RenovaBR, instituição que auxilia na formação de pessoas que pretendem exercer cargos na política, está com uma turma dedicada ao pleito deste ano. A turma tem 77 alunos distribuídos em 20 partidos e com média de idade de 38 anos. Mais da metade pretende disputar para deputado estadual (54,5%), enquanto 36,4% miram a Câmara Federal e 2,6% desejam a Câmara Distrital.

Legado/ Um dos alunos do RenovaBR é o neto do ex-deputado Rubens Paiva. Chico Paiva, será candidato pelo PSB do Rio de Janeiro para a Câmara dos Deputados. Paiva quer ressaltar o legado do avô, de defesa da democracia.

Alcolumbre abre o jogo de 2027

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 10 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales 

Com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) colocada como uma potencial pré-candidata à Presidência do Senado à direita e aliados de Lula começando a se movimentar à esquerda, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu atender a dois senhores. Em relação aos lulistas, marcou a sabatina de Jorge Messias para 29 de abril. E, com a intenção de deixar os conservadores satisfeitos, pautou o veto da dosimetria para o dia seguinte.

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Alcolumbre sabe que, a preços de hoje, não é o preferido para comandar o Senado a partir de fevereiro de 2027. Porém, começa a construir pontes para esse objetivo. Vai na linha de que mais vale um independente que dialogue e abra espaço para os projetos que interessam aos dois lados do que aquele que faz a balança pender para apenas um lado da polarização.

A toada da sabatina

A oposição pretende aproveitar a sabatina de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal, este mês, e cobrar uma investigação rigorosa sobre os magistrados da Corte e o caso Master. Prometem repisar, em todos os discursos, o fato de a mulher do ministro Alexandre de Moraes ter recebido R$ 80 milhões do banco de Daniel Vorcaro.

Fonte 5

Depois que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, foi citado como um dos beneficiários de recursos do Master no valor de R$ 2,1milhões, entre 2024 e 2025,os deputados do partido planejam esconder a legenda na campanha. Vão usar apenas o próprio nome e o número da sigla. A ideia é apresentar a agremiação como menor tamanho possível nos “santinhos” eleitorais.

Hora dos testes

A eleição para ministro do Tribunal de Contas da União(TCU), na semana que vem, será o momento de verificara fidelidade dos partidos aos acordos firmados. Como parte da eleição de Hugo Motta para presidente da Câmara, Republicanos e Progressistas prometem votar no petista Odair Cunha (MG). Já o União Brasil, o PSD, o PSDB e o PL vão testar a capacidade do PT de cabalar votos em prol do seu candidato. Os três partidos registraram nomes para o pleito.

Elmar na roda

O deputado Elmar Nascimento, que concorrerá pelo União Brasil, se não for eleito, quer verificar se tem condições de empreender uma campanha para presidir a Câmara no ano que vem. Ele não gostou nada de ter que abrir mão lá atrás porque o Centrão preferiu Hugo Motta.

Votos no escuro

Ao pedir vista no caso do Rio de Janeiro, o ministro Flávio Dino indica que prefere mais luz para proferir o seu voto. É que o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral começou antes da renúncia do governador Cláudio Castro e terminou depois. Na análise do ministro, é preciso avaliar com lupa cada voto naquele processo que cassou o governador para poder decidir um tema tão importante para o futuro do Rio.

CURTIDAS

Crédito: RENATO PIZZUTTO

Grandes metas/ Com Nikolas Ferreira encabeçando a nominata de candidatos a deputados federais do PL de Minas Gerais, o partido está mais otimista com a perspectiva de bons resultados este ano. É esperado que a legenda conquiste 20 vagas para a Câmara federal, só no território mineiro. Se esse número se confirmar, ainda não será o maior da história. Em 1986, o PMDB elegeu 26 deputados federais no estado.

Nada combinado/ O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pode esperar sentado a aprovação da PEC que amplia a autonomia da instituição. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Otto Alencar, disse que não há prazo para tratar desse tema no Senado.

Termo proibido/ De acordo com a pesquisa da Quaest, qualquer coisa que vincule a “taxa” será complicada em ano eleitoral. Um exemplo foi a alta rejeição sobre haver uma taxa mínima para corridas e entregas por aplicativos: 71% afirmaram que não gostariam e 78% acreditam que o preço mínimo aumentará os preços. O assunto deve entrar na pauta da Câmara em breve.

Professor Marçal/ Pablo Marçal (foto) está trabalhando com o União Brasil para fortalecer e posicionar os deputados e candidatos à Câmara e ao Senado nas redes sociais. Depois do resultado na eleição para Prefeitura de São Paulo, o trabalho de Marçal na internet foi visto como uma ferramenta para ajudar a aumentar o número de parlamentares para o ano que vem. Apesar de não revelar a meta, o ex-coach quer fazer da próxima bancada do União a maior de todos os tempos. Difícil superar o antigo PFL e o PMDB.