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Técnicos da Câmara foram orientados e já estão com tudo engatilhado para, no ano que vem, dar fôlego à discussão do semipresidencialismo. Caso Jair Bolsonaro vença a eleição, a ideia é sedimentar o poder do Parlamento, que, desde 2015, ampliou seu protagonismo na correção de forças entre os Poderes. Na hipótese de vitória de Lula, porém, que sempre teve mando de campo quando presidiu o país, a avaliação é de que será mais difícil. Entretanto, os congressistas ligados a Arthur Lira acreditam que será possível abrir esse debate.
Em tempo: o Congresso dos tempos em que Lula era presidente está muito diferente daquele de 2003, quando o petista chegou ao poder. O Parlamento aprendeu a lidar com o Orçamento, e a avaliação de caciques do Centrão é de que isso não vai mudar. Até porque, diante da polarização, quem vencer encontrará um país dividido, e a chance de pacificação estará no Congresso. E, embora o Brasil ainda esteja no início da campanha eleitoral, os políticos já estão planejando os próximos lances do xadrez pós-eleição.
Falta o teste
Na reunião com o ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Edson Fachin, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, tratou de esfriar a crise entre o candidato Jair Bolsonaro e a Justiça Eleitoral. Só tem um probleminha: antes do 7 de Setembro, ninguém acredita em promessas de paz.
Enquanto isso, na convenção do PP…
A ordem no partido do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, é focar a campanha presidencial nas obras do governo, na redução do preço dos combustíveis e deixar de lado essas dúvidas que Bolsonaro levantou em relação às urnas eletrônicas. Se Bolsonaro voltar sua campanha à toada da reunião dos embaixadores, o PP sairá de campo.
Apartidário
O manifesto pela democracia deve chegar a 500 mil assinaturas, mas muitos signatários avisam que isso não significa que todos eles vão votar em Lula. Aliás, tem ali um grupo que apoia Simone Tebet, lançada, ontem, candidata do MDB.
Por falar em MDB…
Alguns estados e o Distrito Federal votaram a favor da candidatura de Simone, mas isso não quer dizer trabalho em busca de voto para a emedebista. No caso do DF, Ibaneis Rocha estará dedicado à própria campanha. O candidato do PSDB, Izalci Lucas, avisa que o postulante a presidente dele será o “do eleitor”. Ou seja, não vai entrar na campanha presidencial.
O foco de Lula
Enquanto a campanha na tevê não vem, cada candidato dedicará mais tempo a tentar conquistar votos em segmentos mais refratários. Lula, por exemplo, já quebrou resistências entre os banqueiros e estará hoje com os empresários, na Confederação Nacional do Transporte.
Por falar em Lula…
O ex-presidente, a partir de agora, falará mais sobre mudança na política de preços da Petrobras, porque o PT, avisam alguns integrantes do partido, atribui o crescimento de Bolsonaro justamente à redução no valor dos combustíveis. Esse é um setor que o eleitor identifica muito com o governo federal.
Quase dá confusão/ O senador Izalci Lucas compareceu à reunião de uma pré-candidata a deputada distrital, Sônia, e, quando ouviu o sobrenome dela, perguntou se era prima de Paula Belmonte (Cidadania-DF). Não, o sobrenome é Delmonde. Depois da confusão da reunião desta semana, ele quase dá meia-volta. O momento é de esperar baixar a poeira para reconstruir as pontes com o Cidadania do DF.
Beleza no centro… / Hoje tem desfile na Praça dos Três Poderes. Calma, pessoal! É que o cabeleireiro e maquiador Ricardo Maia, uma das referências no mercado, especialmente quando o assunto é noiva, vai movimentar o local com um desfile de beleza (cabelo e maquiagem).
… do poder/ Um momento fashion bem pertinho dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, em meio às obras modernistas de Oscar Niemeyer. Coisas de Brasília. O evento será para cerca de 200 convidados, que serão recepcionados com um coquetel na Casa de Chá.
O Partido Liberal, de Valdemar Costa Neto e da ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, ofereceu ao presidente Jair Bolsonaro o seguinte acordo: A aula direção, leia-se Valdemar, continua a administrar os recursos dos fundos partidário e eleitoral e Bolsonaro fica com o direito de indicar os candidatos ao Senado. O presidente, que tem o convite do PP __ e muitos progressistas já têm essa filiação como fechada__, ficou de pensar e ainda não decidiu onde apoiará suas fichas.
Com o PP, o minero Ciro Nogueira tem dito aos amigos que “está tudo certo e nada decidido”. Isso porque alguns estados estão co dificuldades em aceitar que o presciente indique os candidatos ao Senado. Em Goiás, por exemplo, Bolsonaro planeja ter como candidato ao Senado o ministro de Infra-estrutura, Tarcísio de Freitas, mas a vaga no PP já está reservada para Alexandre Baldy, hoje secretário de Transporte Urbano em São Paulo no governo do João Dória.
Em tempo: Para Flávia Arruda, pré-candidata ao Senado, e ministra com espaço no Palácio do Planalto, não há meios de dizer não ao chefe. Porém, as apostas são as de que Bolsonaro dificilmente repetirá os 70% que obteve no Distrito Federal em 2018. Até aqui, a incerteza reina quando o assunto é sucessão presidencial.
Para o presidente, porém, a escolha entre um e outro partido está complicada. Há o receio de, ao optar por um, perder o outro. a não ser, claro, que venha uma fusão capaz de resolver essa parada. O problema é que, se isso ocorrer, vai ser difícil Bolsonaro ter o direito de indicar todos os candidatos, como deseja.
Em conversas reservadas, aliados do presidente Jair Bolsonaro afirmam que ele está entre se filiar ao PP, ao PL ou ao PTB para concorrer à reeleição. Porém, a ida do presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), para a Casa Civil reforça a perspectiva de o presidente se filiar ao Progressistas, como o leitor do Blog da Denise já sabe. Desta vez, o presidente precisará de um partido grande e com estrutura que possa pagar as despesas de uso do avião presidencial e diárias de seguranças nos deslocamentos de campanha pelo Brasil afora. A ideia é transformar o PP no novo PFL, partido que deu lastro à aliança democrática que elegeu Tancredo Neves no colégio eleitoral de 1985 e, mais tarde, se tornou parceiro de Fernando Collor no governo — e, ainda depois, dos tucanos no governo de Fernando Henrique Cardoso.
O PP é a terceira maior bancada da Câmara, hoje, atrás do PSL e do PT. Com a própria filiação, e Ciro Nogueira como o grande articulador político do governo, o presidente espera evitar que o partido termine se juntando a uma terceira via em 2022 — além de segurar Arthur Lira (AL) em suas fileiras, como candidato a mais dois anos de mandato à frente da Câmara, em caso de reeleição de Bolsonaro. É a política em movimento para resolver os problemas políticos do governo.
Jogada de risco, com novos lances
De todos os presidentes que passaram por desgastes políticos imensos na história recente do país, apenas Fernando Collor cedeu a Casa Civil, mais precisamente ao PFL, com Jorge Bornhausen. Deu no que deu. Por isso, a ideia de Bolsonaro é voltar ao PP. É a forma de acoplar o partido de vez ao governo.
O quarto líder
Formado ainda no governo Dilma pelo então líder do MDB, Eduardo Cunha — que, depois, viria a ser presidente da Câmara —, o poder no Centrão já teve dois outros grandes comandantes depois dele: Rodrigo Maia e Arthur Lira. Agora, com Ciro Nogueira na Casa Civil, há quem diga que Bolsonaro tem tudo para ocupar esse posto informal.
Deu ruim
Na última reforma ministerial, o então ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, foi cuidar da Defesa, sua área. Luiz Eduardo Ramos saiu da Secretaria de Governo para dar lugar à deputada Flávia Arruda (DF), do PL. E, agora, deixa a Casa Civil para ceder a vaga a Ciro Nogueira. Sinal de que o generalato fracassou na coordenação política. E cabe aos políticos resolver os problemas da área. Aos poucos, cada um vai ocupando o seu quadrado.
Estreitou
Depois de Gilberto Kassab dizer, ontem, ao CB.Poder que tem em Rodrigo Pacheco (DEM-MG) a esperada candidatura à Presidência da República, o espaço para lançar um outro nome vai ficando mais apertado. A tendência é que outros partidos de centro terminem se aglutinando nesse projeto, caso o presidente do Senado empolgue a população disposta a fugir da polarização entre Bolsonaro e Lula.
“Eu tenho medo do Supremo”/ No programa Frente a Frente, da Rede Vida, que foi ao ar ontem à noite, a presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, Carla Zambelli (PSL-SP), disse com todas as letras que “tem medo do Supremo Tribunal Federal” e que mudou seu comportamento depois da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ).
Por falar em prisão… / Carla disse, ainda, que tem “medo de ser presa”, não porque considera que tenha feito algo errado, mas “porque, no caso Daniel (Silveira), ele extrapolou, mas não era motivo para prisão”. Diante desse temor em relação ao STF, a deputada diz que, agora, pensa melhor antes de falar e, ao gravar vídeos, espera sempre um tempo para refletir antes de postar.
Um falso Bebianno na área/ Jornalistas e pessoas próximas que ainda mantêm em seus smartphones o contato do ex-ministro Gustavo Bebianno tomaram um susto, ontem, quando, de repente, Bebianno “entrou no Telegram”. A conta tinha, inclusive, a foto do ex-ministro. Bebianno morreu em 14 de março do ano passado, vítima de infarto fulminante.
Eu, hein!/ O repórter Renato Souza, do Correio Braziliense, perguntou ao usuário da conta se era alguém da família. A resposta foi: “Eu sou o Bebianno”. Ele ainda tentou entrar em contato com parentes do ex-ministro, mas não obteve resposta.
PP vê puxada de tapete e quer explicações de Maia após ruptura do Centrão
Coluna Brasília-DF
Com a saída do DEM, do MDB e de outros partidos do Centrão, o PP de Arthur Lira (AL) planeja cobrar do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o compromisso de que, em 2021, caberia ao PP indicar o sucessor ao comando da Casa.
Até aqui, o PP vê nesses movimentos de saída uma forma de puxar o tapete, não só de Lira, mas do seu partido como um todo — uma vez que no rol de candidatos pepistas está ainda o líder da Maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Só tem um probleminha, diz a turma do DEM: o “novo normal” mudou tudo, inclusive as circunstâncias em que os compromissos foram selados. O PP foi com tanta sede ao pote de senhor da relação com o governo que acabou perdendo musculatura.
Com isso, se foi também o poder de, a preços de hoje, obrigar Maia a alavancar um dos seus. E por mais que o presidente da Câmara insista em dizer que a saída do Centrão não tem nada a ver com sua sucessão, a leitura dos bastidores é a de que essa eleição sofrerá a maior consequência. E, no momento, quem mais perde nesse jogo é Lira e o PP.
A la Fundeb I
A única forma de o presidente Jair Bolsonaro sair vencedor da disputa pela Presidência da Câmara é abraçar aquele que obtiver mais votos lá na frente e se colocar como um dos partícipes da vitória. Se fizer como Dilma Rousseff, que lançou um candidato isolado, terá dificuldades.
A la Fundeb II
Foi assim que o governo fez na votação do Fundeb. Apostou na retirada de pauta, depois na mudança do texto. Quando viu que nada funcionaria, orientou o voto favorável para não ficar fora da foto.
“O que mais me entristece é a polarização. Decisões caprichosas devem ficar no âmbito privado. Decisões na vida pública devem ser tomadas à luz do espírito da Constituição, que é imutável”
Do procurador-geral da República, Augusto Aras
Aos lavajatistas
Augusto Aras foi além. Perguntado sobre a Lava-Jato, os processos do Conselho Nacional do Ministério Público e o comportamento dos procuradores, foi direto: “A lei impõe sigilo até a denúncia. Vazamento era uma arma de alguns segmentos que queriam dominar a nossa instituição. Não temo ser criticado, mas não aceito manipulação, não aceito intimidação de qualquer natureza”.
Mantenha distância I/ O cenário atual coloca Arthur Lira em desvantagem na corrida para presidente da Câmara. O vídeo que ele fez com Bolsonaro, no Planalto, todo sorridente, foi lido como uma quebra na independência que os deputados querem de seu futuro presidente em relação ao Planalto. Pode negociar, mas não pode ser subserviente ao Poder Executivo.
Mantenha distância II/ Outro que começa a perder força é o vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira. A filiação dos filhos de Bolsonaro ao Republicanos é lida por integrantes do próprio partido como um alinhamento muito grande ao Planalto para quem deseja comandar toda a Casa.
Vem reação/ Essa mexida na correlação de forças terá uma reação intensa mais à frente. Se Bolsonaro não tiver muito jogo de cintura –– e até aqui não demonstrou ter ––, essa briga respingará no colo do governo. Até porque, as mexidas estão diretamente relacionadas à vontade de negociar, leia-se cargos e emendas.
Hoje, a live é delas/ Advogadas do grupo “Elas Pedem Vista” participam hoje do 142º encontro do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), com o tema Visão feminina do Judiciário Pós-Pandemia. Entre as palestrantes, Anna Maria Reis, pós-graduada em Direito pela PUC/MG e sócia do escritório Trindade, Reis Advogados; a desembargadora federal do TRF-1 e pós-graduada em Direito Daniele Maranhão; a vice-presidente da Comissão OAB Mulher e da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, Flávia Ribeiro; e Vitória Buzzi, secretária-adjunta da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB. Na mediação, as advogadas Júlia de Baère e Carol Caputo.





