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Bolsonaro ainda não bateu o martelo para o comando da Infraestrutura, área crucial

Publicado em coluna Brasília-DF

Com mais da metade dos ministros definida, Jair Bolsonaro está com dificuldades de fechar uma área crucial para alavancar a economia: a Infraestrutura. Ao que tudo indica, ele vai deixar para anunciar mais ao final. Assim, quando o futuro ministro chegar, o desenho de estatais a serem preservadas e as que serão extintas rapidamente estará pronto. Nesse sentido, é bom muitos dos alinhados ao atual governo ficarem espertos, porque, quem for se mexer para determinadas estatais, pode terminar sem nada. A EPL, por exemplo, como aliás já foi dito aqui na coluna, está com os dias contados.

O jeitão de Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, colocou a necessidade de equilíbrio dentro do Poder Legislativo como principal bandeira de campanha. Assim, pretende atrair todos os partidos, em especial, os da oposição. Até aqui, as legendas que se reuniram ontem, PSB, PV, PPS, PDT e PCdoB, que não abandonou o bloco, admitem esse desenho.

Faltam os “russos”

O PT ainda não definiu. Seus líderes consideram que ainda é cedo para fechar qualquer apoio a candidaturas. Por enquanto, os petistas caminham sozinhos.

PSL resiste a Maia

A reunião do PSL, ontem, deixou transparecer a dificuldade do partido em apoiar a reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Significa que o deputado do DEM será, a cada dia, mais empurrado para o jogo com os partidos fora do governo Bolsonaro. Só tem um probleminha: Bolsonaro quer o DEM no chamado “núcleo duro” do seu governo. Logo, precisará fazer algum agrado à legenda, uma vez que a escolha de ministros não é considerada um gesto partidário. Gesto partidário se faz no Parlamento.

Turismo pressiona

A demora do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em definir os setores de Infraestrutura e de Indústria e Comércio fez aumentarem pressões para manutenção de alguns ministérios. Na área de Turismo, por exemplo, o Conselho Nacional do setor enviou uma carta ao futuro chefe de Estado com uma moção de apoio à permanência da atual estrutura com status de ministério. O documento diz ser um “retrocesso” extinguir ou fundi-lo com outra pasta uma área responsável pela criação de um a cada cinco empregos no mundo e que representa ainda 10,4% do PIB global.

Palacianos da “primeira fase”

Quem conhece bem o funcionamento da política aponta que dos ministros palacianos pelo menos um tem prazo de validade: Onyx Lorenzoni. Nos últimos 25 anos, nenhum ministro da Casa Civil permaneceu todo o período de governo no cargo. A exceção é nesse pequeno período de dois anos, Eliseu Padilha. Quanto ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e secretaria-geral da Presidência da República, a longevidade parece maior.

Noiva ilustre I/ Advogados e médicos com escritório no complexo Brasil XXI, no coração de Brasília, ficaram intrigados, dia desses, com a presença de uma noiva no heliponto do Hotel Meliá. Era Denise Veberling, que se casa, hoje, com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, no Clube do Congresso.

Noiva ilustre II/ Denise não chegou de helicóptero. Advogados que foram pesquisar, descobriram que a noiva de Lorenzoni pediu e obteve autorização para usar o heliponto como cenário para as fotos com o vestido que usará no casamento. No local, ficaram apenas ela, o fotógrafo e um segurança. As fotos, aliás, dizem na transição do governo, estão guardadas a sete chaves. Afinal, o noivo não pode ver o vestido antes da hora.

Palácios do poder I/ A primeira-dama, Marcela Temer (foto), apresentou o Alvorada inteiro a Michelle Bolsonaro, porém, não mencionou por que preferiu morar na Granja do Torto, residência do vice-presidente. É que tanto Marcela quanto o presidente não gostaram da energia do local.

Palácios do poder II/ A alguns amigos, Temer contou que ele e Marcela ouviam barulhos estranhos na madrugada, como se o local fosse mal-assombrado. Eu, hein.

Hoje tem!/ A festa de premiação do prêmio Engenho de Comunicação, o dia em que o jornalista vira notícia. O Correio é finalista em várias categorias: melhor veículo impresso, melhor cobertura de Brasília, melhor coluna (com dois finalistas, Brasília-DF, assinada por mim, e Entrelinhas, assinada por Luiz Carlos Azedo). Esta 15ª edição do prêmio terá, ainda, uma homenagem especial à jornalista Liana Sabo, que comanda a coluna Favas Contadas e completa 50 anos de bom jornalismo nas mais diversas áreas. Aos jurados, nossos agradecimentos.