Segura, gente

Publicado em Deixe um comentárioGeral

Pra baixo todo santo ajuda? Dizem que sim. Mas o Brasil não precisou de mãozinhas. Ele mesmo se encarregou de descer a escada que vinha subindo havia 12 anos. Mentiu. Inventou dados e maquiou números. Esqueceu-se de pôr ordem na casa e nas contas. Não deu outra: como diz o conselheiro Acácio, as consequências vêm depois. Vieram: o país perdeu a credibilidade. E agora? Trilhemos […]

Tragédia no ar e na língua

Publicado em Deixe um comentárioGeral

Adeus, esperança! Depois de duas semanas de busca, acendeu-se a luz sobre o destino do avião que saiu da Malásia e não chegou ao destino. Ele caiu em região remota do Oceano Índico. Ninguém sobreviveu. As autoridades avisaram pais, mães, filhos, maridos, mulheres. Fizeram-no pela via mais rápida e simples — mensagem de celular. A imprensa fez o que deve fazer. Anunciou o fato. Site de […]

Mais tragédia

Publicado em Deixe um comentárioGeral

José Fernandes da Costa, de Recife, é leitor atento. Percebe tropeços com a facilidade de quem anda pra frente. Outro dia, ao ler o jornal, bateu os olhos nesta chamada: “O Ministério Público de Pernambuco decidiu, por enquanto, não denunciar o sanfoneiro César Carvalho por lesão corporal leve à Justiça”. Ops! O texto informa que a Justiça foi ferida. Bobeou. A ex-namorada do sanfoneiro é […]

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é¿

Publicado em Deixe um comentárioGeral

“Falemos francamente: aborrece-me ouvir falar corretamente em particular. Deixemo-lo aos conferencistas. O discurso é um quadro: pintura completa e acabada. A conversação é uma série de croquis. Pois bem, meus gostos em conversação são os mesmos que meus gostos em desenho. Peço a um croqui que seja livre, rápido, incisivo, mordaz, forçado. Peço-lhe que passe da medida, que exagere a verdade para a melhor fazer […]

Leitor pergunta 1

Publicado em Deixe um comentárioGeral, Leitor pergunta

A palavra enchapelar é formada por derivação parassintética? (Nadir Pereira) A língua é pra lá de versátil. Ao formar palavras, dá asas à criatividade. Ora recorre a prefixo (autoescola, supermercado, contra-ataque). Ora a sufixo (martelar, mulherzinha, gostosura). Às vezes apela para a dose dupla. Prefixo e sufixo se colam ao radical ao mesmo tempo: joelho (ajoelhar), chapéu (enchapelar), porco (emporcalhar).

Olho no contágio, gente

Publicado em Deixe um comentárioGeral

Moisés Morais, de BH, é voraz leitor de jornais. Na viagem por letras, palavras, períodos e parágrafos, presta atenção ao fato e ao texto. Nada escapa ao olhar atento e à crítica perspicaz. É dele o comentário: “Constato que, gradativamente, há aumento considerável no número de erros grosseiros de português em reportagens, crônicas e até em editoriais. Os deslizes são tantos que não me animo a […]