Autor: Dad Squarisi
Pleonasmos “Nenhum país do mundo oferece um sistema de saúde universal como o nosso”, alardeia Dilma no rádio e na tevê. Ouvintes e telespectadores ficam com o pé atrás. “Existem países fora do mundo?”, perguntam os curiosos. Ora, se todos os países são do mundo, basta o substantivo pra dar o recado: Nenhum país oferece um sistema de saúde universal como o nosso. Olho vivo! […]
Pronúncia Candidatos prometem remédios e passagens gratuitos. Mas, em vez de pronunciar o ditongo ui como em fortuito e circuito, acentuam o i. Dizem gratuíto. Bobeiam. Quebram o ditongo perdem eleitores. * Radicais juram de pés juntos: “Não daremos subsídios a ricos”. Convencem? Não. Eles dizem “subzídio”. Esquecem-se de pormenor pra lá de importante. Subsídio e subsolo jogam no mesmo time. O s soa ss. […]
Somos sortudos. Eis o recado do programa eleitoral. Independentemente do eleito, o paraíso será aqui. Dilma, Marina, Aécio & cia. louquinha pelo Planalto são gente de casa. Parece que nos encontram todos os dias. Falam conosco a toda hora. Conhecem pai, mãe, irmãos e filhos dos 200 milhões de brasileiros. Aquela história do José Maria Alkcmin podia ter sido protagonizada por qualquer um deles. Lembra-se? O político mineiro encontra […]
“A frase tem de ser construída de tal forma que não só se entenda bem, mas que não se possa entender de outra forma.”
Pontapé inicial é pleonasmo? Não. É lugar-comum. No futebol, a expressão é pra lá de bem-vinda. O jogador dá o pontapé inicial e inicia-se a partida. Acontece que jornalistas, escritores, advogados, professores, estudantes & cia. da escrita adoraram a duplinha. E passaram a usá-la a torto e a direito. Resultado: com a repetição, a novidade perdeu o frescor. Virou chavão. Xô!
Recado “A frase tem de ser construída de tal forma que não só se entenda bem, mas que não se possa entender de outra forma.” Íñigo Dominguez Entre tapas e beijos Somos sortudos. Eis o recado do programa eleitoral. Independentemente do eleito, o paraíso será aqui. Dilma, Marina, Aécio & cia. louquinha pelo Planalto são gente de casa. Parece que nos encontram todos os dias. Falam conosco a toda hora. […]
Gulliver em Liliput Que tempestade! As ondas do mar ficam enormes e violentas. Ops! O navio em que Gulliver viaja afunda. Ele, bom de braçadas, nada até a ilha Liliput. Exausto, dorme. Quando acorda, está amarradinho no chão. Surpresa! Um bando de pessoas pequeninas escalam o corpo dele. Nenhuma tem mais de 20cm. É mais ou menos o tamanho da caneta BIC. Gulliver tenta se […]
Você é pronome de 2ª ou 3ª pessoa? (Cláudia Sereno) A dúvida é sua e do mundo, Cláudia. Sabe o porquê do nó nos miolos? O você (originalmente Vossa Mercê), como Vossa Excelência e Vossa Senhoria, é pronome de tratamento. Leva o verbo para a 3ª pessoa. Mas é de 2ª pessoa. Incoerência? Não. Quando usamos você ou tu, estamos nos dirigindo a alguém, não? […]
Me engana, que eu gosto Dad Squarisi Ufa! Mais do mesmo? É chavão. A palavra tem sinônimos. Um é lugar-comum. Outro, clichê. Alguns dizem ladainha. Também vale estribilho. Às vezes falatório. Ou bordão. FHC ressuscitou o nhem-nhem-nhem. O povo lhe dá outro nome — discurso de político. Na origem, chavão é chave grande ou molde de metal. Serve pra imprimir adornos em bolos ou marcar […]
“Os quatro anos da chegada da Gambiarra em Brasília foram comemorados em novo local”, escrevemos na pág. 8 de Diversões & Arte. Vamos combinar? Com a preposição em, ninguém chega a lugar nenhum. Melhor fazer as pazes com o a. Assim: Os quatro anos da chegada da Gambiarra a Brasília foram comemorados em novo local.

