Autor: Dad Squarisi
Pôr candidatos frente a frente é pedagógico. A gente aprende com eles. Alguns apresentam propostas. Outros fazem balanço do que fizeram. Todos, gastando sorrisos e palavras, esbanjam vocábulos sem economia. O confronto da CNBB, na segunda-feira, não foi diferente. De olho no governo do Distrito Federal, os louquinhos pelo Buriti corriam atrás de votos. Na disparada, pisaram a língua sem compaixão. Luiz Pitimam “É importante que […]
“…o Correio Braziliense vai ajudar os alunos se prepararem”, escrevemos na pág. 21. Cadê o a? Melhor devolvê-lo ao lugarzinho dele: o Correio Braziliense vai ajudar os alunos a se prepararem.
A maioria pede verbo no singular ou plural? (Marcelo Souza) Ops! Trata-se do partitivo. No caso, o verbo fica em cima do muro. Ora olha pro núcleo do sujeito. Concorda com ele. Ora joga charme pro complemento. Flexiona-se como ele manda. Veja: A maioria dos candidatos falou bem. A maioria dos candidatos falaram bem. Metade das maçãs apodreceu. Metade das maçãs apodreceram. Um grupo de […]
O rádio? A rádio? Como acertar sempre? Luísa Cardoso) O aparelho é machinho da silva. A estação, feminina de carteirinha: Meu rádio não sintoniza a Rádio Tupi. Mas sintoniza a Rádio Clube. E o seu?
Conserto ou concerto? Nunca sei.(Sandra Cavalcanti) Depende. Ambas as grafias merecem nota 10. O xis da questão é empregá-las como manda a boa norma: Conserto: assim, com s, a trissílaba quer dizer remendo, reparo. O carro pifou? Vai pro conserto. A estrada está cheia de buracos? Cadê conserto? O vestido se rasgou? A costureira conserta. Concerto: com c, a palavra joga em time que todos […]
MARCELO NAVARRO Membro eleito da Academia Rio-Grandense de Letras (mndantas@uol.com.br) Os absurdos do ultimo acordo ortografico – em espesial, os atinentes ao uso do ifen, qe se tornou inteiramente arbitrario, com regras injustificaveis i qe impoem sempre a consulta ao VOLP, ou vocabulario ortografico da lingua portugeza – levaram a uma reasao de parte dos escritores, educadores i da intelligentsia, qe xegou ao climacs com […]
“E quais as propostas para se chegar a ele?”, escrevemos na pág. 4. Reparou? O se sobra. Xô! Melhor: E quais as propostas para chegar a ele?
Pronome este Dilma, Marina, Aécio & cia. pidona se referem ao Brasil como “esse país” em vez de “este país”. Ato falho? Talvez. Eles estão em Pindorama. Mas têm olhos em OZ.
Pronome eu Não importa o partido. Nem o sexo. Nem a idade. Os candidatos têm uma característica comum. São ególatras. Adoram-se acima de tudo. Sem modéstia, rivalizam com Deus. Por isso, o eu é a grande vedete dos palanques eletrônicos. Ao usá-lo, porém, os pidões caem em cilada que arrepia cabelos e afugenta amigos, inimigos e nem uma coisa nem outra. “Entre eu e o eleitor”, dizem […]
Regência O verbo mais maltratado? É chegar. Cem em cada cem candidatos chegam “em” algum lugar. É pena. Com essa preposição, não chegam a lugar algum. Pra chegar lá, têm de fazer as pazes com o a: chegar ao Planalto, chegar a Brasília, chegar ao comício, chegar à casa do eleitor, chegar ao céu.

