Cosette Castro
Brasília – Hoje a Capital a Federal acordou com atenção voltada para a Copa do Mundo. Os bancos alteraram o horário (9 às 12h) e a repartições públicas do Distrito Federal aproveitam o ponto facultativo.
Mas nem todos têm direito ao lazer, a assistir futebol e a estar com a família, com amigos ou vizinhos para torcer pelo Brasil.
Em Brasília por exemplo, quem trabalha em supermercados têm menos de uma hora de dispensa antes do jogo começar quando ocorre a noite. Como moram nas periferias e dependem do transporte público, não chegam a tempo para assistir o primeiro tempo. E jogos durante o dia, seguem trabalhando depois do jogo.
Esta é apenas uma das facetas da desigualdade existente no país.
É também nos dias de jogos de futebol que o consumo de álcool aumenta e a violência contra a mulher se torna mais pesada. Muitos homens “descarregam” sua frustração/raiva/fúria nos corpos das mulheres.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2025), a violência aumenta entre 21 a 26% nesses dias. E o que deveria ser festa e comemoração se torna horror e risco de vida.
Enquanto isso…
Na sexta-feira, 26/06, foi oficializada em Brasília a Rede Brasileira de Pesquisa em Cuidados (RBPC). A Rede, baseada na busca de evidências, vai incluir pesquisas individuais e em grupos realizadas pela academia e/ou pelos movimentos sociais.
A Rede leva em consideração as desigualdades sociais relacionadas a gênero, raça, classe, idade, deficiência e territórios, assim como as desigualdades regionais no acesso, financiamento, produção e circulação das pesquisas.
A RBPC toma como base a Política Nacional de Cuidados aprovada em dezembro de 2024, assim como seus públicos prioritários e específicos. Mais informações sobre os públicos no site Brasil que Cuida.
Siga a Rede Brasileira de Pesquisa em Cuidados @redepesquisacuidados.

