Cosette Castro
Brasília – Enquanto o Brasil comemorava as festas juninas de São João, na vizinha Venezuela dois terremotos de escala 7.2 e 7.5 mudaram totalmente a vida dos seus habitantes.
Estes são os dois maiores terremotos registrados no país caribenho nos últimos 100 anos.
A Venezuela tem uma população de 28,6 milhões de habitantes. É um pouco maior que a cidade de São Paulo e sua região metropolitana, com 23 milhões de habitantes.
Além de destruir a capital, Caracas, e estados vizinhos, os terremotos foram sentidos na Colômbia, Porto Rico, Aruba, Curaçao, Países Baixos Caribenhos e Ilhas Virgens Britânicas.
Os tremores também chegaram de forma leve na região Norte do Brasil. Houve registros no Amazonas, Pará e Amapá. As ondas sísmicas podem percorrer quilômetros.
Até a noite de quinta-feira, 25/06, o governo venezuelano havia contabilizado 188 mortos, 1.520 feridos e 200 pessoas presas em escombros. Mas a tragédia pode ser bem maior.
A região Norte do país, onde está localizada Caracas, é uma das mais atingidas.
E é para lá que se dirige na manhã desta sexta-feira um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com ajuda humanitária e equipes especializadas em busca e resgate. Entre eles, um grupo da Defesa Civil brasileira, bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e do Paraná e especialistas em telecomunicações.
No sábado, outro avião da FAB com hospital de campanha segue para Venezuela com equipe médica, insumos de saúde e água potável.
O país da Copa, que se vestiu de verde e amarelo, agora também se veste de solidariedade à Venezuela. E isso só reforça o orgulho de ser brasileira.
Frente às grandes tragédias – enchentes, deslizamentos de terras, terremotos, tsunamis-, o apoio às vidas humanas é fundamental.
No âmbito local, é nesses momentos que, para além das equipes especializadas, as redes de apoio e os grupos de vizinhas e vizinhos se mostram fundamentais. São elas e eles que, em meio a dor e ao desespero, escutam as histórias pessoais, abraçam, acolhem, se organizam e resgatam a esperança.
A ajuda humanitária brasileira reforça nossa histórica solidariedade internacional. E, mais do que isso, lembra que vivemos uma relação de amizade, parceria e interdependência com os demais países da América Latina. E, pessoas amigas, assim como países amigos, acolhem e praticam solidariedade sempre que necessário.
Rede Brasileira de Pesquisa em Cuidados Esta semana em Brasília está acontecendo o 1o. Encontro da Rede Nacional de Pesquisa em Cuidados na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).
Mais de 200 pessoas, entre pesquisadoras, representantes de movimentos sociais e de governo, estão debatendo as políticas e sistemas de Cuidado na América Latina e Caribe, estão conhecendo mais de perto a Política Nacional de Cuidados e se preparam para lançar as bases da Rede Nacional de Pesquisa em Cuidados.
Este é mais um passo para sair da Sociedade da Violência em que vivemos para construir uma Sociedade do Cuidado.
PS: domingo, dia 28, tem caminhada no Parque das Garças, localizado no final do Lago Norte. Encontro às 8h30 na entrada do Parque. Lembre de levar algo para o lanche compartilhado.
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