Cosette Castro
Brasília – Este é um primeiro de maio em que o Congresso Nacional, em especial o Senado, mais uma vez mostrou a sua cara. Ele não apenas é conservador.
Ele é golpista e coloca interesses pessoais e políticos acima da população. Seu presidente, Davi Alcolumbre (União – AP) se posiciona descaradamente contra o governo federal e contra o judiciário.
Ele e seu partido são apoiadores do ex- presidente Bolsonaro. Ao derrubar o veto do Presidente Lula ao PL da Dosimetria, esta semana Alcolumbre derrubou, na prática, o Projeto Antifacção recentemente aprovado. Isto é, favoreceu facções criminosas, assim como condenados por crimes hediondos, por tráfico de drogas, por estrupo e pedofilia que poderão deixar a prisão mais cedo.
Em ano de eleição, Alcolumbre e seus apoiadores mandam mensagens claras de golpismo. Eles não se preocupam com a população nem com as consequências dos seus atos.
Mas o que há por trás das decisões dos dias 29 e 30 de abril no Senado, para além do conservadorismo?
A rejeição do Advogado Geral da União Jorge Messias ao cargo de Ministro do Supremo, cujo currículo é impecável, foi uma mensagem clara. Tanto para o judiciário quanto para o governo Lula, que indicou o nome do advogado.
Alcolumbre e seus apoiadores têm medo do poder do Supremo Tribunal Federal. O STF segue investigando e prendendo os golpistas de 08 de janeiro, inclusive generais.
Eles têm medo. Têm medo das investigações e julgamentos que o Supremo Tribunal Federal vem fazendo.
Inclusive a investigação sobre o caso Master, o maior rombo financeiro dos últimos anos, onde há indícios de que vários políticos conservadores foram beneficiados. Entre eles, os do Distrito Federal, que colocaram em risco, inclusive, o banco público, o BRB.
Mas, principalmente, Alcolumbre e seus apoiadores têm medo de mais um mandato do governo Lula.
Ele tem aversão a um governo popular que pretende acabar com a escala 6×1, beneficiando milhões de trabalhadoras e trabalhadores no Brasil. Algo que eles nunca teriam a iniciativa de fazer, já que defendem as empresas, nacionais e também as internacionais. Ele aposta em manter os privilégios de quem já é privilegiado.
O presidente do Senado sabe que a escala de trabalho 6×1 adoece as pessoas e separa as famílias. Em especial às mulheres que vivem exaustas, obrigadas a fazer duplas e triplas jornadas. Elas são responsáveis pelo cuidado familiar e pelos afazeres domésticos depois de chegar do trabalho remunerado. Mas não se importa em fazer uma ameaça velada ao projeto.
Alcolumbre tirou a máscara de “negociador” para tentar barrar o êxito do governo e os benefícios que Lula vem trazendo à população. Afinal, faltam poucos meses para as eleições. Ele, seu partido e apoiadores querem passar a imagem de que “o governo federal está fraco”.
Não é por acaso que os partidos conservadores têm medo e aversão. Têm medo do Novo Desenrola Brasil, que a partir de maio vai ajudar brasileiros e brasileiras a saírem do sufoco financeiro.
Têm medo do fim do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais e redução para quem ganha até 7.500 reais, cujo orçamento deixou de ser tão apertado.
E, em especial, têm medo do que o Presidente Lula representa: um país soberano que não aceita ser quintal de outro país, criando alternativas sociais e econômicas para o Brasil.
Neste 1o. de maio temos, sim, o que comemorar e ir às ruas para defender a escala 6×1 e uma vida digna para toda população. Ninguém solta a mão de ninguém!
PS: No domingo tem Caminhada no Parque Olhos d’Água, localizado na SQN 413/14. Depois da caminhada haverá lanche compartilhado (lembre de levar algo para repartir) e, em seguida, tem chorinho com o grupo Café com Chorinho. Encontro às 8h30 na entrada do Parque, logo após os banheiros. Aberta à comunidade.

