À QUEIMA ROUPA: Michel Platini, ativista de direitos humanos, militante do PSol
“A saída do Fábio (Félix) da disputa à Câmara Legislativa não deixa vazio político, deixa responsabilidade. E ela está sendo assumida”
Como o PSol se prepara para as eleições à Câmara Legislativa sem a candidatura à reeleição do deputado Fábio Felix?
O PSol não recua. O PSol ocupa. A saída do Fábio da disputa à Câmara Legislativa não deixa vazio político, deixa responsabilidade. E ela está sendo assumida. Estamos construindo uma nominata forte, com candidaturas que têm lado, trajetória e enfrentamento. Caminhamos nas mesmas trincheiras que o Fábio sempre caminhou. O eleitorado que ele construiu não é órfão. Ele permanece no partido. E permanece com projeto.
Fábio Felix foi o deputado distrital mais votado da última eleição e agora deve concorrer a deputado federal. Há risco de dificultar a eleição de deputados do partido?
Nenhum. O risco seria o Fábio não disputar. Enquanto deputado distrital, não houve retrocessos para a população LGBTQIA+ no DF. Pelo contrário: avançamos. Aprovamos leis fundamentais, barramos ataques conservadores e garantimos que direitos não fossem retirados. Isso gerou consciência política. A comunidade entendeu, de forma muito clara, o quanto é estratégico ter representantes eleitos. A candidatura do Fábio a deputado federal fortalece o PSol e puxa o conjunto das candidaturas distritais.
Para quem devem ir os votos dele?
Para o PSol. Para quem deu resultado. Para quem enfrentou o conservadorismo de frente. O próprio Fábio me convidou para ser seu legado na Câmara Legislativa e dar continuidade a esse trabalho. Isso não é simbólico, é político. É uma missão clara de manter a representação LGBTQIA+, manter a defesa dos direitos humanos e impedir qualquer tentativa de retrocesso. Esse voto tem lado e tem destino.
Você pretende concorrer?
Sim. Sou pre-candidato a deputado distrital. Essa candidatura não nasce do acaso nem da vaidade. Nasce de um convite direto do Fábio Felix para dar continuidade ao trabalho que ele construiu na Câmara. Trago comigo a luta das ruas, dos movimentos sociais e o legado de quem construiu a esquerda no DF: Maninha, Érika Kokay, Toninho e o próprio Fábio. É continuidade com coragem.
Qual é a sua bandeira?
Direitos humanos sem relativização. Defesa inegociável da população LGBTQIA+. Proteção animal. Direitos das pessoas com deficiência. Política pública que enfrenta desigualdade, enfrenta o conservadorismo e não governa para agradar elites.
O PSol já decidiu quem vai apoiar na disputa ao Palácio do Buriti?
O debate está em curso, mas uma coisa é definitiva: o DF precisa se libertar do projeto de Ibaneis. Foram oito anos tentando vender Brasília, privatizar serviços, governar contra o povo e a favor de interesses privados. Nossa tarefa eleitoral é derrotar esse projeto e reconstruir o DF com justiça social, democracia e direitos.
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